segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Folhinha interparoquial nº 821 de 21 de agosto a 3 setembro de 2023

 Folhinha interparoquial nº 821 de 21 de agosto a 3 setembro de 2023

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:




quarta-feira, 16 de agosto de 2023

As JMJ 2023 pelos olhos do Diogo Coelho

 

  Na 1ª semana de Agosto do ano 2023, realizaram-se em Lisboa, as Jornadas Mundiais da Juventude. Este evento consiste em vários eventos, celebrações e eucaristias em vários pontos do distrito de Lisboa, tudo relacionado à citação bíblica que o Papa Francisco escolheu que é “Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc, 1, 39), este versículo faz parte do Evangelho de São Lucas e fala da visita de Maria à sua prima Isabel, e é um episódio bíblico que segue à Anunciação, antigo lema das Jornadas da anterior edição que se realizou no Panamá.

  As JMJ 2023, foram as minhas primeiras jornadas e foram únicas, o que se sente ao vivo não tem nada a ver com o que se sente em casa pela televisão, se muita gente se emocionou ao ver o Santo Padre, então as pessoas que estão a vê-lo mesmo à frente dos olhos delas, passando e acenando para elas, é uma experiência única e inimaginável. Eu sinceramente não pensava que só por o ouvir ou o ver fosse já muito marcante para mim, e se calhar vai me marcar durante a vida toda, não só a minha, mas com as mais de um milhão e meio de jovens presentes. 

  O que mais gostei das JMJ além da visita do Santo Padre, foi as várias catequeses com vários padres, pelas várias igrejas e capelas espalhadas pela capital Portuguesa, porque foi bom tirar as nossas dúvidas sobre a igreja, de como a igreja pode ajudar em “x” ou como a igreja reage ao saber “y”, etc. Muita gente muitas vezes saiu com a mente mais leve, por saber que a Igreja não é só o que eles pensavam, mas afinal a Igreja para eles pode ser uma maneira de relaxar e libertar o peso da dificuldade da vida de cada uma das pessoas, porque como sabemos a vida tem muitos altos e baixos, e nos pontos baixos, precisamos de ajuda muitas vezes, e temos insegurança de falar abertamente com nossos familiares amigos, por isso falamos com Deus através de uma simples ou longa oração e sabemos que Ele estará lá para sempre nos ajudar e Ele nunca vos vai julgar por nada, se fores pecador ele te perdoa, Ele nunca, jamais será inimigo de alguém, sempre será o nosso salvador e ouvinte dos nossos problemas bons ou menos bons. Deus está sempre contigo.

  O que menos gostei foi a organização, porque faltava menos de um mês não se sabia muita informação sobre muitos aspectos, mas acho que os países estrangeiros já sabiam de muita mais informação que nós em Portugal, será que é porque somos o país sede, e aqueles que vêm de fora têm de saber melhor por causa das condições e etc. Mas fora isso tudo há um aspeto positivo, é em que Portugal temos milhares de famílias de acolhimento e dioceses do país que acolheram jovens de todos os pontos do mundo, onde assim muitos aprendem mais sobre a nossa cultura e ver o Santo Padre, além de sentir o ambiente emocionante e marcante, podem descobrir mais sobre o que é ser Cristão, pode saber mais sobre como é Portugal e a sua população, e os Portugueses perceberem como é a população fora do nosso país de todos os cantos do Mundo. E achei a iniciativa brilhante, e digo o meu “Obrigado” a todos que acolheram os jovens com respeito e responsabilidade.

  Foram as minhas primeiras Jornadas, por isso não tenho muito a dizer se foram melhores que as anteriores, pois não estive muito atento e não estive presente em nenhuma. 

  Acho que o mais difícil das Jornadas além de se passar uma noite ao relento foi mesmo as longas caminhadas com temperaturas altas, foi difícil mas com fé em Deus tudo passou rápido e graças a Ele estamos todos aqui hoje presentes, mas infelizmente quero desejar os meus pêsames a uma peregrina vindo da França que ao que parece faleceu na casa de acolhimento onde estava hospedada e quero desejar os meus sinceros pêsames aos seus familiares. 

No último dia o Papa anunciou o país sede das próximas Jornadas, que é a Coreia do Sul onde desejo as maiores felicidades ao país e a todos os jovens que vão, eu infelizmente poderei não ir, mas desejo felicidades a todos os peregrinos que vão. 

 Bem foi esta a minha experiência nas Jornadas Mundiais da Juventude 2023, resumidamente foi emocionante e marcante e nunca pensei que fosse tão marcante como foi, e sim aconselho a ir pelo menos uma vez na vida a todos. 

 

Diogo Coelho

15 anos, Pioneiro / Escuteiros Nogueiró




terça-feira, 15 de agosto de 2023

sábado, 12 de agosto de 2023

Folhinha interparoquial nº 819 de 31 de julho a 13 agosto de 2023

Folhinha interparoquial nº 819 de 31 de julho a 13 agosto de 2023

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:



sexta-feira, 21 de julho de 2023

Folhinha interparoquial nº 818 de 24 a 30 de julho 2023

Folhinha interparoquial nº 818 de 24 a 30 de julho 2023

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- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
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Drave e JMJ: Desprendimento e Serviço

Drave e JMJ: Desprendimento e Serviço"


por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 21 de julho 2023 no jornal diário "Correio do Minho"

1. Como uns dias em Drave podem alterar a nossa vida

Drave é uma aldeia que, nesta altura, não tem habitantes residentes, está construída a 600 metros, numa cova entre três serras: Freita, São Macário e Arada, nela confluem três pequenos rios, integrada no Geoparque de Arouca, é uma típica aldeia de xisto, aí designado como “pedra lousinha”, sendo a cobertura feita por grandes lousas de xisto. É muito isolada e sem traços de modernidade: não é acessível de carro, Regoufe é a aldeia mais próxima e fica a 4 quilómetros, não tem eletricidade, água canalizada, saneamento, gás, correio, telefone e a rede de telemóvel é escassa. Foi neste “mundo quase jurássico” que realizamos o nosso acampamento de verão.

Fizemos a aproximação pelo lado de S. Pedro do Sul, utilizando, a partir de determinada altura, uma estrada de terra batida que se parecia ter instalado na crista da serra e quando, de repente, avistamos Drave, estávamos já na alta encosta da montanha. Estacionamos os carros num espaço que, pomposamente, se designa como sendo o “quarto parque”, sentimos a densidade do silêncio humano que nos permitia escutar sons que não identificávamos.

Carregamos todo o material e equipamento necessário, que dividimos por cada um de nós, e lá fomos descendo esta estrada, até um novo troço, agora uma espécie de caminho de cabras, onde as pedras soltas abundam e onde o declive do caminho aumentava, só nos sendo permitido avançar a “passo de caracol”. Quando alcançamos a aldeia parecia que tínhamos chegado à “Terra Prometida”. todos sentimos, literalmente, o peso do supérfluo.

A vida em campo obrigava-nos a um processo de entreajuda permanente, como era fácil rezar naquele ambiente, como a ajuda ao outro, fosse do nosso ou de outro grupo, surgia com naturalidade. Como era acolhedor o ambiente na casa do silêncio, onde no passado dormiam os trabalhadores da extração do volfrâmio, agora transformada em espaço de espiritualidade. Como parecia leve o trabalho comunitário do dia, que consistiu no corte de mato e infestantes, numa parcela de terreno.

Como foi intensa a oração que organizamos e na qual participaram uma centena de caminheiros e dirigentes, realizada a meia encosta, num dos antigos socalcos agrícolas, qual espaço de oração coberta por um belíssimo céu estrelado e tendo como “banda sonora” o som surdo dos chocalhos das vaquinhas que pastavam.
Ao terceiro dia subimos a montanha e regressamos a nossas casas, com a certeza de que valeu a pena ter vivido esta experiência de desprendimento.

2. «Maria levantou-se e partiu apressadamente»

Esta é a citação bíblica (Lc 1, 39) escolhida pelo Papa Francisco como tema da Jornada Mundial da Juventude que acontecerá, pela primeira vez, em Lisboa. A frase bíblica (uma citação do Evangelho de São Lucas) dá início ao relato da Visitação (a visita de Maria a sua prima Isabel), um episódio bíblico que se segue à Anunciação, estabelecendo, desta forma, uma ligação ao tema da anterior JMJ “o anúncio do anjo a Maria de que iria ser a mãe do Filho de Deus”, na cidade do Panamá).

Por todo os cantos do mundo, os jovens preparam-se para este encontro com o Papa Francisco para, a partir desta experiência de vida da Senhora do Caminho, descobrirem, definirem ou viverem o seu “Caminho”, com a mesma intensão de Maria: dar testemunho do Amor de Jesus.

Maria é a Senhora de todos os nomes: da Anunciação e do Caminho, mas também da Luz e da Esperança. Certamente que o Santo Padre não deixará, face aos tempos que vivemos, de incentivar os jovens a serem: anunciadores de um futuro caminho de paz, um farol num porto seguro e esperança na construção de um mundo melhor para todos.

Neste momento, todos os jovens se preparam para serem portadores da Boa Nova, pelo exemplo das suas vivências. Assim, esta JMJ deverá ser a consolidação desta preparação para que seja profícua, duradoura e caritativa, isto é, portadora do Amor de Cristo. Certamente que o Papa Francisco, pela palavra, carinho e exemplo de vida, a todos cativará para seguirem o exemplo de Maria.

Votos de boas vindas a Sua Santidade e que Portugal se mobilize por caminhos de mudança de verdadeiro serviço samaritano, para que cada um de nós possa dizer como Fernando Pessoa: «Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido».?

segunda-feira, 17 de julho de 2023

Folhinha interparoquial nº 817 de 17 a 23 de julho 2023

Folhinha interparoquial nº 817 de 17 a 23 de julho 2023

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este

Intenções das missas e informações das 3 paróquias:




segunda-feira, 10 de julho de 2023

Folhinha interparoquial nº 816 de 10 a 16 de julho 2023

Folhinha interparoquial nº 816 de 10 a 16 de julho 2023

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este

Intenções das missas e informações das 3 paróquias:




sexta-feira, 7 de julho de 2023

Preparando o Novo Centenário do CNE

Preparando o Novo Centenário do CNE"


por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 07 de julho 2023 no jornal diário "Correio do Minho"

Em bom rigor, o Corpo Nacional de Escutas, em 2020, ao fazer uma atualização dos seus estatutos, mais não quis do que preparar o seu quadro normativo constitucional para, desta forma, poder prepara-se para se adaptar às novas situações sociais emergentes, bem como assumir estes fatores de inovação social e humana, alguns dos quais surgiram “do nada e sem terem sido anunciados”, veja-se, por exemplo os resultantes da guerra, que a invasão da Ucrânia pela Federação Russa gerou, que a todos apanhou de surpresa, e cujo desfecho é, ainda hoje, imprevisível, mas cujas consequências já são catastróficas para os povos diretamente envolvidos, assim como para todos os outros povos europeus e não europeus.

A título de conforto note-se que o CNE acolheu, ainda que sem ter adaptado algumas das suas normas, mas baseado quarto artigo da Lei do Escuteiro: «O Escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros Escutas» e ainda no princípio da «Fraternidade Mundial Escutista» definida pelo Fundador, Lord Baden-Powell, para acolher irmãmente, os escuteiros ucranianos que “neste jardim à beira mar plantado” procuraram abrigo, alguns dos quais estiveram entre os 23 mil escuteiros que celebraram a festa do centenário, em Braga nos dias 27 e 28 de maio findo.

No passado fim de semana, o Conselho Nacional de Representantes do CNE (a Assembleia Geral da Associação), reuniu em Fátima para, de entre outras coisas, apreciar e aprovar a Proposta de Regulamento Geral que, uma equipa de trabalho nomeada pela Junta Central em outubro de 2020, apresentou a este órgão executivo que o endossou à Mesa do Conselho Nacional que a colocou em discussão prévia na Associação, tendo-se aí iniciado um processo de melhoria a culminar com a versão final que foi apresentada para ser debatida e aprovada na reunião magna do CNE. Durante o debate na especialidade a proposta formatou-se à visão plural do Conselho Nacional, que a enriqueceu e que, por fim, aquando da votação final global, a aprovou por uma esmagadora maioria dos presentes.

Foi uma jornada exigente, em termos de esforço físico, emocional e intelectual, onde se sentiu, no ar o espírito do quinto artigo da Lei: «O Escuta é delicado e respeitador». A frontalidade na exposição dos argumentos foi uma constante, mas foi sempre acompanhada pela lealdade e pela amizade, quando, aqui e ali, “o pé tinha a tendência para saltar da chinela” havia sempre um momento de distração que tudo lava e todos estavam prontos para recomeçar.

Recordo que os princípios identitários foram mantidos, em alguns casos revestidos de uma linguagem mais atual, suprimiu-se um ou outro “fantasma do passado”, dando força aos direitos, liberdades e garantias de crianças, jovens e adultos, com vista à construção de um mundo melhor, pelo desenvolvimento das capacidades que cada um tem de dar e de se dar.
Procurou-se caminhar no sentido de uma Igreja Peregrina e Sinodal, que abraça “o Outro”, no local onde vive e onde trabalha, mais do que “dento das paredes da igreja”, procurando ser uma imagem vida da Igreja Samaritana, que, à imagem de Santa Teresa de Calcutá, vai ao encontro dos necessitados.
Disciplinou-se o quadro dos futuros normativos do CNE e inovou-se em termos de abertura dos atos eleitorais usarem a votação digital, fixando-se os princípios geras.
Também se fixaram os tópicos fundamentais para a utilização das plataformas digitais para diversos tipos de reuniões e tomadas de decisões no CNE.

Estabeleceram-se prazos processuais para que os processos não se eternizem num emaranhado de ausências de definições, permitindo qua as decisões nos processos da justiça sejam mais céleres e, consequentemente, mais justas.
Relativamente ao Conselho Nacional Plenário (assembleia geral plenária) alargou-se o quórum de funcionamento para 180 conselheiros.
Estabeleceu-se uma harmonização horizontal entre as competências dos órgãos executivos de nível Nacional, Regional e de Núcleo evitando sobreposições e “terra de ninguém”.
Valorizamos a autonomia prevista em sede de Estatutos, para as Juntas Regionais dos Açores e da Madeira, com a atribuição de novas competências próprias, pelo facto de estarem integradas nas duas Regiões Autónomas.
Vertemos para sede de Regulamento Geral os requisitos para a fundação, funcionamento ou reabertura de um Agrupamento.
Ao estabelecer a data de entrada em vigor deste Regulamento Geral para o primeiro dia de outubro deste ano de 2023, terão decorridos precisamente 26 anos sobre a entrada em vigor do texto agora revogado.

Folhinha interparoquial nº 815 de 3 a 9 de julho 2023

Folhinha interparoquial nº 815 de 3 a 9 de julho 2023

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este

Intenções das missas e informações das 3 paróquias:




domingo, 25 de junho de 2023

terça-feira, 20 de junho de 2023

“A Festa do Centenário do CNE"

A Festa do Centenário do CNE"


por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 09 de junho 2023 no jornal diário "Correio do Minho"

Naturalmente que a crónica de hoje não pode deixar de ser um olhar, tão isento quanto possível, sobre o fim de semana de 27 e 28 de maio passado. Na realidade, o acolhimento começou no dia 26, quando, vindos de todos os cantos do país, 23 mil escuteiros de todas as faixas etárias foram chegando:
Os Lobitos – crianças dos 6 aos 10 anos que, organizados em pequenos grupos, os Bandos vivem na Alcateia, cujo enquadramento foi inspirado no “Livro da Selva”, de Rudyard Kipling, onde uma criança, o Máugli foi adotado pela alcateia de Seiôuni.

Os Exploradores – adolescentes dos 10 aos 14 anos que, organizados em Patrulhas, constituem a Expedição e partem em busca da Terra Prometida.
Os Pioneiros – jovens dos 14 aos 18 anos que, agrupados em Equipas, formam a Comunidade, assumindo o seu papel na construção da Igreja.
Os Caminheiros – jovens adultos dos 18 aos 22 anos que, organizados em Tribos, constituem o Clã, procurando viver à imagem do Homem Novo.

Estas crianças e jovens têm como enquadramento pedagógico o Programa Educativo, aprovado pelo Conselho Nacional do CNE no dia 21 de novembro de 2009, sendo as alterações regulamentares aprovadas a 29 de maio de 2010. O Programa Educativo, depois de uma fase piloto, entrou em vigor no início do ano escutista de 2010/2011.
Todos estes escuteiros acamparam ou acantonaram em Braga e tinham à sua disposição um enorme conjunto oficinas/ /jogos para conhecerem a cidade que, há 100 anos, acolhera o Escutismo Católico Português, e para descobrirem os usos e costumes desta(s) comunidade(s). No espaço exterior do Altice Forum Braga, no dia 27, no jantar do final, os 23 mil escuteiros, bem como os familiares que a eles se juntaram, participaram na Celebração Eucarística presidida pelo Arcebispo Metropolita de Braga, o Senhor D. José Cordeiro, à qual se seguiu um momento de animação, um “Fogo de Conselho”, na nossa linguagem.

Temos um ditado popular que diz: “boda molhada é boda abençoada”, ora a meteorologia quis lembrar aos presentes porque se diz que “Braga é o peniquinho do céu” e brindou estes dois momentos com uma longa e pesada carga de água. Apear de se abrirem os locais de pernoita antecipadamente, sobretudo por causa dos mais novos, a grande maioria dos jovens permaneceu festejando o Centenário.
Assim, e fazendo fé no citado ditado popular, no domingo, quando cada um regressava ao conforto do lar, cansado, mas de “alma lavada” e com a convicção que o novo século, agora iniciado, será, tal como a “boda”, um “milénio abençoado”.

Nestes dias repletos de ação para crianças e jovens, também houve tempo para, no início da tarde de sábado, na Catedral revisitarmos o Arcebispo Fundador, D. Manuel Vieira de Matos para lhe agradecermos o seu ato fundacional, mas sobretudo a sua dedicação ao Movimento, bem como aos seus sucessores.
O CNE também quis homenagear Braga e os seus habitantes, por terem acarinhado a fundação do Escutismo Católico e que, ao longo deste século, sempre nos acolheram de braços abertos. Por isso, dirigimo-nos, sem interromper as atividades de crianças e jovens, ao Campo das Hortas, para, do outro lado da rua, no jardim dos Chorões, inaugurar uma escultura designada “100 anos” da autoria do escultor Paulo Neves, que o Corpo Nacional de Escutas ofereceu a Braga e às suas gentes.
Esta peça foi desenvolvida a partir do logotipo do centenário, um polipedestre com 5 troncos entrelaçados por uma corda. Paulo Neves desenvolveu o conceito inicial mantendo os cinco troncos em pedra que se consolidam sobre uma base que suporta e une as colunas.

Num destes cinco troncos temos uma Flor de Lis, ícone identitário do Escutismo, simbolizando: a Lei e a Promessa do Escuta, a mística e a simbologia: os valores fundamentais da Constituição Mundial do Escutismo.
No segundo temos a tenda, representando a vida ao ar livre e a aprendizagem ativa aproveitando a pedagogia do erro e valorizando a ação reflexiva.
No terceiro vemos a árvore, que nos remete para a natureza, esta “nossa casa comum”, espaço educativo essencial onde melhor se descobre a obra criadora de Deus e o nosso papel de cidadão.
No quarto a representação da comunidade, que nos acolhe, na qual a educação escutista desenvolve o relacionamento do “eu” com o(s) “outro(s)” e os conceitos de interação, autonomia, responsabilidade e liderança pessoal e grupal.

No último tronco surge a chama, o fogo da espiritualidade do escutismo católico que assenta neste princípio simples: “amar os outros como a nós mesmo”.
Finalmente a base que une os cinco troncos e que permite a interação ente eles, valorizando uma formação integral, isto é, da pessoa no seu todo, é nela que o escutismo opera, é a ação, é o espaço da vida escutista. A celebração do segundo centenário começou com os diversos tempos de ação e de agradecimento que agora renovo com um grande “obrigado.