terça-feira, 27 de julho de 2021

Folhinha nº 723 de 23 de julho a 8 de agosto de 2021

Folhinha Interparoquial nº 723 de 23 de julho a 8 de agosto de 2021

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo na Inscrição via e-mail, tel. ou no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento...











terça-feira, 20 de julho de 2021

Folhinha º 722 de 19 a 25 de julho de 2021

Folhinha Interparoquial nº 722 de 19 a 25 de julho de 2021

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo na Inscrição via e-mail, tel. ou no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento...









segunda-feira, 12 de julho de 2021

Folhinha nº 721 de 12 a 18 de julho de 2021

Folhinha Interparoquial nº 721 de 12 a 18 de julho de 2021

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo na Inscrição via e-mail, tel. ou no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento...










terça-feira, 6 de julho de 2021

Folhinha nº 720 de 5 a 11 de julho de 2021

Folhinha Interparoquial nº 720 de 5 a 11 de julho de 2021

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo na Inscrição via e-mail, tel. ou no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento...









quarta-feira, 30 de junho de 2021

Folhinha Interparoquial nº 719 de 28 de junho a 4 de julho de 2021

Folhinha Interparoquial nº 719 de 28 de junho a 4 de julho de 2021

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo na Inscrição via e-mail, tel. ou no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento...











quarta-feira, 23 de junho de 2021

Folhinha nº 718 de 21 a 27 de junho de 2021

Folhinha Interparoquial nº 718 de 21 a 27 de junho de 2021

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


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domingo, 20 de junho de 2021

Falecimento D. Maria Alice - Avó dos Marias

 A direção do Agrupamento de Escuteiros de Nogueiró, cumpre o doloroso dever de informar o falecimento da D. Maria Alice Afonso Lestra Pereira, Avó paterna dos seus Escuteiros, Francisco Maria, Beatriz Maria e Afonso Maria.

A direção do agrupamento envia sentidas condolências e um abraço forte de solidariedade a toda a família.
Que o Chefe Divino acolha a D. Maria Alice no Acampamento Eterno, Descanse em Paz.



sexta-feira, 18 de junho de 2021

Franklim Oliveira: o Primeiro Chefe Nacional dos Escuteiros Católicos

“Franklim Oliveira: o Primeiro Chefe Nacional dos Escuteiros Católicos"


por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 18 de junho 2021 no jornal diário "Correio do Minho"


É voz comum no Corpo Nacional de Escutas que o primeiro Chefe Nacional foi D. José de Lencastre, o que está profundamente errado pois ele foi eleito no dia 3 de janeiro de 1925 e tinha a seguinte constituição «Diretor Geral: D. Manuel Vieira de Matos; Comissário Nacional: D. José Maria de Queirós e Lencastre; Inspector Mor: Dr. António Avelino Gonçalves; 1º Vogal: Capitão Graciliano Reis da Silva Marques e 2º Vogal: Álvaro Benjamim Coutinho» [1], mas o CNE foi oficialmente criado no dia 27 de maio de 1923.

Devemos ter presente duas realidades: a primeira é que o Escutismo Católico teve, ao longo dos tempos três designações: de 1923 a 1925 “Corpo de Scouts Católicos Portugueses”, de 1925 (28 de fevereiro) a 1934 “Corpo Nacional de Scouts” e de 1934 até hoje “Corpo Nacional de Escutas”; a segunda é que o cargo de “Chefe Nacional” substituiu a designação inicial de “Comissário Nacional” que perdurara até à publicação dos novos estatutos do CNE, em “A Flor de Lis” de maio de 1942. Independentemente das designações adotadas, nos diversos textos estatutários, sempre se considerou que o “Corpo de Scouts católicos Portugueses”, o Corpo Nacional de Scouts e o “Corpo Nacional de Escutas” identificam a mesma associação escutista.

É claro que no tempo decorrido entre a fundação oficial do Escutismo Católico (maio.1923) e a eleição de D. José de Lencastre (janeiro.1925) houve um Comissário Nacional. O Assistente Regional de Braga na sua obra comemorativa das Bodas de Prata do CNE, afirma categoricamente: «Franclim António de Oliveira, 1.º Comissário Nacional e grande animador inicial do movimento »[2], recorrendo ao Diário do Minho, publicado no dia 29 de maio de 1923, dois dias depois da fundação oficial do Escutismo Católico, na página 2, sob o título Corpo de Scouts Católicos Portugueses, podemos ler a seguinte notícia: «No passado domingo, 27 de maio, inaugurou a sua existência oficial na nossa cidade esta utilíssima associação juvenil. Braga viu desfilar pelas suas ruas, em perfeita ordem e aprumo, os novos “boy-scouts”, primeiras flores de uma primavera de belesa que começa a sorrir cheia de encantos e esperanças no nosso país.

A Comissão fundadora do Corpo que tanto trabalhou para lhe dar vida já depôs o seu mandato, entregando a direcção suprema da organisação nas mãos duma Junta Nacional que ficou assim constituída:

·      Capelão-mór geral, o Sr. Arcebispo Primaz.

·      Comissário Nacional, o Sr. Franklim António de Oliveira.

·      Inspector-mór geral, o Sr. António Avelino Gonçalves.

·      Secretário geral, o Sr. Manuel Soares da Silva.

·      Tesoureiro geral, o Sr. Álvaro Benjamim Coutinho.

Ficou também constituída a Junta Arquidiocesana de Braga pela seguinte maneira:

·      Capelão Diocesano – o Rer.º P.e Luís Maciel dos Santos Portela, digno abade da Maximinos, e

·      Comissário Diocesano – o Sr. Capitão Graciliano Marques.»

Fica muito claro que o primeiro Comissário (ou Chefe) Nacional foi o dirigente Franklim António de Oliveira, sendo de inteira justiça que assim seja recordado. Uma das suas mais notáveis ações foi o planeamento e preparação do primeiro Campo-Escola “São Tomás de Aquino“, que se realizou na Região do Porto, nos primeiros dias do mês de maio de 1925, já este dirigente, por razões que ainda não estão documentadas, tinha deixado os Scouts Católicos[3], tendo depois regressado à Associação dos Escoteiros de Portugal, onde se iniciara no Escutismo.



[1] CNS, A Flor de Lis, ano 1, nº 1, fevereiro de 1925, pp. 1 e 2,

[2] Salgado, Pe. Benjamim, Radiosa Floração, CNE, Braga, 1948, p. 9.

[3] Reis, João Vasco, Corpo Nacional de Escutas - Uma História de Factos (subsídios), CNE, Lisboa, 2017 - p.96

 



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terça-feira, 15 de junho de 2021

Folhinha nº 717 de 14 a 20 de junho de 2021

Folhinha Interparoquial nº 717 de 14 a 20 de junho de 2021

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


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segunda-feira, 7 de junho de 2021

Folhinha nº 716 de 7 a 13 de junho de 2021

Folhinha Interparoquial nº 716 de 7 a 13 de junho de 2021

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo na Inscrição via e-mail, tel. ou no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento...










sexta-feira, 4 de junho de 2021

O Corpo de Scouts Católicos Portugueses e a Luta pela Sobrevivência

O Corpo de Scouts Católicos Portugueses[1] e a Luta pela Sobrevivência"


por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 4 de junho 2021 no jornal diário "Correio do Minho"


O Escutismo Católico Português, ao longo dos seus 98 anos de vida, que celebrou no passado dia 27 de maio, data de aprovação dos seus estatutos, por alvará do Governador Civil de Braga. Este alvará, de 1923, fazia do Corpo de Scouts Católicos Portugueses uma associação distrital. Contudo, a publicação da Portaria número 3:824, de 26 de novembro de 1923, determinou que esses mesmos estatutos permitissem ao CSCP estender a sua ação aos restantes distritos.

Após esta publicação no Diário do Governo, iniciou-se um aceso debate e, no dia 12 de julho de 1923, «o Sr. Pereira Osório insurge-se em pleno Senado contra o Escutismo apenas nascido. Fundamenta o seu protesto numa suposta feição militar que teria o C.N.E. e ainda na sua urdidura católica que o opositor engloba na decifração de “fins um pouco tenebrosos” (...) Foi o Mgr. Dias de Andrade que, também no Senado, defendeu a legalidade e o direito à vida do Scouting Católico de então»[2].

Também na comunicação social se replicou este debate com pessoas a intervir ora a favor ora contra, cabendo aos jornais ligado à Igreja católica a defesa do Scouting Católico nascente e aos jornais ligados à Primeira República procurar justificar a sua ilegalização.

É no meio deste debate que foi publicado o Decreto número 9:729, de 26 de maio de 1924, decreta a aprovação e procede à publicação dos estatutos do CSCP que já vigoravam por força da Portaria publicada em 26 de novembro de 1923.

Esta publicação foi a gota de água que provocou uma reviravolta no seio do Governo tendo sido publicado, a 12 de junho de 1924, poucos dias depois do CSCP ter celebrado o seu primeiro ano de aniversário (27 de maio de 1923), o Decreto número 9:791, revertendo toda a situação.[3]

Como se pode depreender do texto preambular do referido Decreto, ficou-se a saber que a Associação dos Escoteiros de Portugal, liderou este processo contestatário: «Considerando que são legítimas as ponderações apresentadas pela Associação dos Escoteiros de Portugal, que, sob o ponto de vista legal se baseiam na doutrina expendida neste decreto [3:120-B, de 10 de maio de 1917, que aprovou o regulamento da AEP] e sob o ponte de vista moral revestem uma aceitável exposição quando salientam os graves inconvenientes de carácter scisionista que daí podem advir, conjugados gravemente com a parcialidade ideológica, que de forma alguma deve adulterar o fim altruísta a que coletividades desta natureza visam».

Assim o ministro do interior, Alfredo Ernesto de Sá Cardoso, que também assinara o Decreto número 9:729, lavra aquilo que ele pensava ser a sentença de morte dos Scouts Católicos, quando escreve «Hei por bem (...) decretar que se considere sem efeito o decreto nº.9:729, de 26 de Maio último, bem como a portaria de 23 de Novembro do ano findo e o alvará a que na mesma se alude.»

A verdade é que, sob o ponto de vista jurídico, o Corpo de Scouts Católicos Portugueses, caiu, de certa forma, na clandestinidade porque não deixou de estar presente nem abandonou, à sua sorte, os jovens Scouts. A normalidade jurídica só seria reposta com a publicação do Decreto 10:589, de 28 de fevereiro de 1925, isto é, passados oito meses e poucos dias. A provar que os Scouts Católicos não tinham baixado os braços, basta recordar que a Comissão Executiva da Junta Central foi eleita, em Braga, na reunião da Junta Nacional (hoje designado Conselho Nacional), nos dias 2, 3 e 4 de janeiro de 1925[4].

Estes oito meses foram um tempo de clandestinidade ativa com uma forte presença nas comunidades paroquiais, bem ancorada na sociedade. Por todo o lado surgiram associações de caráter local/concelhio com estatutos próprios e sob as mais diversas designações. Eram os Núcleos dos “Scouts de Braga”, da “Sociedade Martins Sarmento”, de Vila Real, da “Catedral do Porto” e tantos outros.

Poder-se ia pensar que a proliferação destes “Núcleos” era ocasional, mas a verdade é que todos eles tinham em comum uma matriz estatutária subjacente, todos ligados aos grupos do CSCP e floresciam com a “bênção de católicos destemidos”.

Por outro lado, percebe-se a intenção do ditado popular “dividir para reinar”, pois esta disseminação pelas paróquias permitia-lhes fugir ao controlo republicano instalado em Lisboa, onde as “tropas” de inspiração católica se preparavam para suportar uma nova investida feita a partir do Norte. Com a publicação do citado Decreto 10:589, de 28 de fevereiro de 1925, entrou-se numa era de acalmia que só seria abalada, alguns anos mais, por causa da mocidade portuguesa.



[1] Esta associação teve ao longo da sua vida três designações: a primeira, Corpo de Scouts Católicos Portugueses, de 27 de maio de 1923, a segunda, Corpo Nacional de Scouts, de 28 de fevereiro de 1925 e a terceira, Corpo Nacional de Escutas, de 1934.

[2] Salgado, Benjamim, in Radiosa Floração, Junta Central do CNE, Braga, 1948, p.14.

[3] Nota do autor: A Associação dos Adueiros de Portugal, criada pelo Decreto 6:277, de 13 de dezembro de 1919, passou à margem desta polémica.

[4] Salgado, Benjamim, in Radiosa Floração, Junta Central do CNE, Braga, 1948, p.17 a 19.

 

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terça-feira, 1 de junho de 2021

Folhinha nº 715 de 31 de maio a 6 de junho de 2021

Folhinha Interparoquial nº 715 de 31 de maio a 6 de junho de 2021

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


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sexta-feira, 28 de maio de 2021

Luto Nacional, Pde Américo Ribeiro Agostinho

 Extrato da OSN 726, de 31 de maio de 2021

1. DETERMINAÇÕES
Pelo falecimento do Reverendo Padre Américo Ribeiro Agostinho, ao abrigo do artigo 9º, do Regulamento de Protocolo do CNE, a Junta Central, solidária com o Agrupamento 142 – Portalegre e a Região de Portalegre e Castelo Branco decreta luto oficial nacional por um período de 7 dias, a contar do dia 26 de maio de 2021.
O luto manifesta-se institucionalmente, pelo hasteamento a meia-haste das bandeiras ou por uma banda de crepe preto a cobrir a parte superior de bandeiras quando estas se encontrem em mastros portáteis.
Individualmente, os associados, querendo, podem usar uma braçadeira estreita de crepe preto, colocada no braço esquerdo, sobre o uniforme, como forma de manifestação pessoal de luto seja este institucional ou pessoal.
Lisboa e Sede Nacional, 27 de maio de 2021
O Chefe Nacional
Ivo Faria



terça-feira, 25 de maio de 2021

Folhinha nº 714 de 24 a 30 de maio de 2021

Folhinha Interparoquial nº 714 de 24 a 30 de maio de 2021

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


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sexta-feira, 21 de maio de 2021

Manual do Escoteiro Escolar

“Manual do Escoteiro Escolar”

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 21 de maio 2021 no jornal diário "Correio do Minho"


Hoje, em Portugal, há três associações escutistas oficialmente reconhecidas pelas Organizações Mundiais do Escutismo e do Guidismo: a AEP-Associação dos Escoteiros de Portugal – fundada em Lisboa, no dia 6 de setembro de 1913, o CNE-Corpo Nacional de Escutas – findado em Braga, no dia 27 de maio de 1923 (estas duas associações constituem a Federação Escutista de Portugal) e a AGP-Associação Guias de Portugas – fundada na Madeira em 1931, sendo os estatutos aprovados em Lisboa no ano de 1934. Contudo há uma associação, a AGEEP-Associação das Guias e Escuteiros da Europa-Portugal – fundada, em Portugal, em 8 de junho de 1979, que, não sendo reconhecida pelas Organizações Mundiais do Escutismo e do Guidismo, se integra na União Internacional das Guias e Escuteiros da Europa – Federação do Escutismo Europeu que é uma Associação Privada Internacional de Direito Pontifício.

Quando falamos do início do Movimento Escutista ou Guidista em Portugal não devemos esquecer a UAP-União dos Adueiros de Portugal, fundada no Porto, no dia 10 de março de 1914, mas que terá sido dissolvida no dia 30 de abril de 1934[1]. Porque um dos seus fundadores, Artur Barros Basto, era judeu e foi mesmo um dos iniciadores da construção da sinagoga do Porto, há uma tendência para considerar que os Adueiros eram de inspiração hebraica, embora, aquando da fundação dos escuteiros católicos, a UAP tenha apresentado uma proposta à igreja bracarense para que fosse formada, com eles, uma associação denominada Liga do Scouting Católico Português, esta tese não foi aceite pelos fundadores do CNE[2].

Normalmente ficamos por aqui quando falamos das iniciativas pioneiras, mas em 1925, dois anos antes da fundação do CNE, o professor do primeiro ciclo, como dizemos hoje, António Augusto Martins, publica, em 1925, na Livraria Escolar «PROGREDIOR», no Porto, um livro intitulado Manual do Escoteiro Escolar.

O autor identifica, à época duas associações oficialmente reconhecidas pelo Estado: a União dos Adueiros de Portugal e a Associação dos Escoteiros de Portugal e afirma: “A primeira, mais numerosa e a que tem «grupos» escolares, tem a sua sede no Pôrto; a sede da segunda é em Lisbôa.” (pág. 4) Relembro que o Grupo número três da AEP foi criado no Liceu Pedro Nunes, pelo próprio reitor do liceu, Sá Oliveira[3].

António Augusto Martins continua, na página 6: “Então que diferença há entre as duas [UAP e AEP]? Apenas esta: A primeira aportuguesou os «princípios» e a segunda inglesou o «meio».

Então para qual nos devemos inclinar, nós, os professores primários?!

Pela circular n.º 15, de 22 de Novembro de 1923, o ex-director geral sr. dr. João de Barros não nos dá direito de escolha; determina que nos entendamos com a «Associação»

Eu, depois de ano e meio de prática em assuntos de «adueiros» e avaliando por êles os «escoteiros», entendo que não devemos associar-nos a nenhuma das organizações.

O autor apresenta a seguinte conclusão, na página 7: “Assim, nós devemos iniciar as crianças nos princípios de «Baden Powell» em «organizações escoteiras» puramente escolares, deixando ao aluno o direito de ingressar, mais tarde na «União» ou «Associação».

Enquanto o Estado as não unifique e estatúa, devemos-lhes nós a orientação administrativa que entendermos, e a escoteira que passo a expôr resumidamente.

Ao longo de 39 páginas, o autor expõe o seu programa para o Escotismo Escolar, programa muito inspirado no Livro de Baden-Powell, “Escutismo para Rapazes” e semelhante aos programas das associações escutistas existentes, à época, na Europa e em Portugal.

Na nota que deixa aos seus amigos (página 47) podemos ler: “Nada criei. Apenas joeirei de alguns manuais estrangeiros aquilo que me pareceu aplicável ao escotismo escolar que tem de ser, pela força das circunstâncias, independentemente moldado dentro de certos limites.”

Apesar da qualidade da proposta deste professor, ela não fez caminho no nosso sistema de ensino, embora este caminho, ainda hoje seja percorrido em alguns países.



[1] Pedrosa, David, in Um Raide de 70 anos. Região do Porto – história do escutismo de uma cidade pioneira no movimento nacional, CNE, Junta Regional do Porto, 1998, p. 21.

   Dias, Francisco Pessoa Sousa Dias, in O Corpo Nacional de Escutas (documento datilografado de 78 páginas A4) data a sua extinção no ano de 1935.

[2] Reis, João Vasco, in CNE uma História de Factos (Subsídios), CNE, Lisboa, 2007, p.82.

[3] Ibidem, p. 70. 

 

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"Olhá A Minha Freguesia" Nogueiró e Tenões

"Olhá A Minha Freguesia" está hoje na nossa Freguesia de Nogueiró e Tenões

domingo, 16 de maio de 2021

Folhinha nº 713 de 17 a 23 de maio de 2021

Folhinha Interparoquial nº 713 de 17 a 23 de maio de 2021

Paróquias de:
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Mês de Maria, Semana de Oração

 Terminou ontem a nossa semana de oração / orientação do Mês de Maria na nossa Igreja Paroquial de Nogueiró.

Um agradecimento a todos que ao longo desta semana estiveram connosco nestes momentos de oração, obrigado também a todos que nos ajudaram na animação dos cânticos e a todos que colaboraram na nossa iniciativa solidária que ao longo desta semana vimos reforçada. Obrigado.
A próxima semana será orientada por outro grupo da paróquia,
de segunda a sexta, na Igreja Paroquial de Nogueiró ás 20:30h.
a nossa iniciativa solidária continua, coloque aos pés de Maria, as suas intenções e se assim desejar algo que possa ser entregue a quem mais precisa.
passem por lá ...


segunda-feira, 10 de maio de 2021

Folhinha nº 712 de 10 a 16 de maio de 2021

Folhinha Interparoquial nº 712 de 10 a 16 de maio de 2021

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
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sábado, 8 de maio de 2021

O Acampamento do Centenário do CNE

“O Acampamento do Centenário do CNE”

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 7 de maio 2021 no jornal diário "Correio do Minho"


O Escutismo Católico Português prepara-se para comemorar o seu centenário no dia 27 de maio de 2023, inicialmente, estava previsto que as festividades atingissem o seu ponto mais alto, no verão de 2023, com a realização do XXIV Acampamento Nacional. Com o surgimento da pandemia, nos inícios de 2020, o Vaticano publicou um comunicado, no dia 20 de abril de 2020, onde anunciava que a Jornada Mundial da Juventude de Lisboa, prevista para junho de 2022, seria adiada para o mês de agosto de 2023, «devido à atual situação de saúde e suas consequências no movimento e agregação de jovens e famílias, o Santo Padre, juntamente com o Dicastério para Leigos, Família e Vida, decidiu adiar (...) a próxima Jornada Mundial da Juventude».

Este facto levou a Junta Central do CNE a reequacionar o calendário e a estratégia para as comemorações do centenário do movimento, de forma harmonizar a possibilidade dos jovens escuteiros poderem participar nos dois eventos, sem quaisquer restrições.

Assim, inverteu a lógia da primeira estratégia, antecipando a data de realização do Acampamento Nacional (AcaNac) para o verão de 2022, com ele abrindo as comemorações do centenário que passaram a ter como epílogo a Jornada Mundial da Juventude. O Escutismo Católico Português, tendo bem presente que a JMJ é o maior evento mundial realizado pela Igreja, não quis privar os jovens escuteiros da oportunidade de participarem neste evento único nas suas vidas de jovens ou de jovens adultos, mas também não se esqueceu da necessidade de voluntários que este evento acarreta para dar vida à organização do evento e quis responder com o seu lema «Sempre Alerta para Servir». A equipa nacional do CNE está a preparar um jogo que una estes dois pontos fortes das comemorações do nosso primeiro centenário.

Recordemos que o Acampamento Nacional reúne, milhares de crianças, jovens e adultos durante uma semana, em quatro campos, um para cada uma das 4 Secções: o da Alcateia - Lobitos dos 6 aos 10 anos, o da Expedição - Exploradores dos 10 aos 14 anos, o da Comunidade – Pioneiros dos 14 aos 18 anos e o do Clã – Caminheiros dos 18 aos 22 anos. Juntos num mesmo espaço onde desenvolvem atividades por Secção e algumas outras destinadas às quatro Secções em simultâneo. Há um tema comum a todo o acampamento que cada uma das Secções desenvolve em função da faixa etária dos seus elementos.

Telegraficamente, lancemos um olhar sobre os três últimos, que se realizaram no mesmo espaço, o Centro de Atividades Escutistas de Idanha-a-Nova, onde também se realizará o próximo.

·      2007 – o XXI AcaNac, sob o tema: “Um Mundo, Uma Promessa”, teve 9.700 participantes (crianças, jovens e adultos) e integrado nas comemorações do centenário do Escutismo Mundial;

·      2012 – o XXII AcaNac, sob o tema: “Escuteirar, Educar para a Vida”, teve 17.100 participantes, sendo 14.410 crianças e jovens e 2.690 adultos voluntários e abrindo as comemorações do 90º aniversário;

·           2017 – o XXIII AcaNac, sob o tema: “Abraça o Futuro”, teve 21.333 participantes, sendo 18.233 crianças e jovens e 3.100 adultos voluntários e abrindo as comemorações do 95º aniversário.

Em 2023, o XXIV AcaNac, sob o tema: “Construtores do Amanhã”, abrirá as comemorações do Centenário do Escutismo Católico e será, com certeza, um excelente instrumento de preparação da comunidade escutista para a sua participação na Jornada Mundial da Juventude de Lisboa.

Organizar um AcaNac não é tarefa fácil, nem de um homem só! O seu “estado maior” é constituído por um grande número de equipas e por muitos adultos voluntários de idades e saberes variados e multifacetados, bem conhecedores dos trabalhos e das experiências já realizadas, certos de que os feitos passados são isso mesmo e, por isso, devem ser tidos em conta da construção do XXIV AcaNac, mas não podem aprisionar, nem a criatividade, nem a inovação, exercidas com responsabilidade. É assim que fazem os verdadeiros construtores do amanhã.

A minha convicção pessoal é que o próximo Acampamento Nacional deixará, como os que o antecederam, uma marca indelével na vida de todos os escuteiros que nele venham a participar, ajudando-os a serem cidadãos, solidariamente ativos e agindo à luz da fé professada. 

 

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