sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Construir o Plano de Atividades em Tempo de Pandemia

Construir o Plano de Atividades em Tempo de Pandemia

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 25 de setembro 2020 no jornal diário "Correio do Minho"


Na semana passada referi o desafio resultante da alteração de parte das equipas de 4 Núcleos, da Junta Regional e do Conselho Fiscal e Jurisdicional Regional, neste último órgão foi uma recondução da mesma equipa, na Região de Braga, por força do calendário eleitoral.

Hoje, queria dar-vos nota de um outro desafio que, nos meses de setembro e outubro, todos os agrupamentos enfrentam: a construção do plano de atividades e respetivo orçamento, para o ano escutista de 2020/2021.

Com o ano escutista que terminou percebemos que, a final, os fatores externos, em determinadas circunstâncias, são demasiado poderosos por forma a destruírem o planeamento, cuidadosamente elaborado. A pandemia obrigou-nos a congelar, para ser simpático, todos os planos que tínhamos, praticamente em 2020. Alguns de nós, percebemos então a verdadeira dimensão de um pensamento de Albert Einstein: «a palavra ''progresso'' não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes» e percebemos que, no Escutismo Católico, muito mais importante que o caminho – o “progresso” é a missão – a “felicidade de crianças e jovens”.

O plano de atividades para o novo ano escutista será indelevelmente marcado pela pandemia, e elaborado sob o seu efeito devastador, sem sabermos qual será a sua evolução, na esperança que a “milagrosa” vacina seja aprovada pelas autoridades competentes, colocada no mercado e distribuída universalmente. É, por assim dizer, um salto “sem paraquedas” e, também nós, ficamos inquietos e, quando não, paralisados.

Como hoje estou grato a Blaise Pascal pelas suas palavras que, quando as li pela primeira vez, me pareceram muito duras, para ser educado, mas que hoje compreendo o seu verdadeiro alcance: «Cristo morreu de braços abertos, para que nós não vivamos de braços cruzados».

O CNE adotou, no plano trienal de atividades, o jovem Carlo Acutis como figura e exemplo de vida de 2020/2021. Nasceu em Londres em 1991 e viveu em Milão, falecendo em 2006, em Monza, vítima de uma leucemia fulminante. Carlo foi declarado venerável da igreja, no verão de 2018.

Na sua curta vida, de 15 anos, demonstrou uma grande abertura aos outros, sobretudo aos mais necessitados, sem nenhuma distinção de raça ou religião e sempre foi um jovem normal, com hábitos semelhantes aos dos seus pares, gostava de estudar, jogar futebol, estar com os outros e das tecnologias da informação (cfr. https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2019-08/veneravel-carlo-acutis.html). A Carlo Acutis, estão associadas: o “computador” - enquanto símbolo, a palavra-chave - “ser” e o pensamento – “preferir o original à fotocópia”.

Por sua vez, a arquidiocese de Braga definiu o plano pastoral para o triénio 2020/2023, sob o lema Uma Igreja Sinodal e Samaritana, sendo, neste primeiro ano marcado pelo lema - Onde há amor há um olhar e pela frase extraída do Evangelho de Lucas (10, 33) - «Chegou ao pé dele e vendo-o, encheu-se de compaixão».

Assim sendo, este ano teremos de nos focar, de um modo muito especial, na visão que temos da nossa ação de educadores e na missão do escutismo, na igreja e na sociedade, nos tempos pandémicos instáveis que vivemos.

As atividades são só os instrumentos previsionais que nos propomos realizar e, como tal, não são a essência dos planos. A essência é o crescimento em idade, sabedoria e graça das crianças e jovens, os destinatários centrais da nossa ação de educadores.

Neste sentido, as atividades a incluir no plano deverão ter uma geometria variável para se adequarem à realidade temporal, em constante mutação, evitando, deste modo, a desilusão resultante da sua não realização. Recordemos as palavras de John P. Kotter (Gerir a Mudança) «nas transformações falhadas, frequentemente encontra-se uma abundância de planos, diretivas e programas, mas não se encontra uma visão».

Nas visões dos planos do CNE e da arquidiocese de Braga temos presente a centralidade do outro para quem olhamos com amor, que ajudamos desinteressadamente e com quem compartilhamos. Ao vertê-las para os nossos planos estamos a valorizar o “outro”, levando-o à “felicidade” e contribuindo para “um mundo melhor”. Nos momentos de maiores dificuldades tenhamos presentes as palavras de Alexandre Herculano: «É erro vulgar confundir o desejar com o querer. O desejo mede os obstáculos; a vontade vence-os».


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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Pedido de Ajuda - Almas Solidárias


Com o covid-19 chegaram: o afastamento social, o uso obrigatório de máscara, as dificuldades económicas e de um modo geral a incerteza do amanhã.

A nós chegaram-nos também pedidos de ajuda! Pedidos que chegam de quem passa atualmente dificuldades. Pedidos de ajuda esses que não afeta só a população de risco, vêm dos mais novos, aos mais velhos, dos que têm saúde para dar e vender aos mais frágeis e debilitados.
Estas dificuldades não se ultrapassam ou evitam, infelizmente, com etiqueta respiratória, desinfecção das mãos e uso de máscara. Resolvem-se com bens essências, comida!!
Até agora, recebemos pedidos de ajuda de crianças, jovens, adultos e idosos, que começam a aprender uma nova realidade que ninguém deveria aprender - a de restringir alimentos e reduzir refeições.

Recebemos contributos muitos importantes (Obrigada!!), recolhemos, organizamos e distribuímos cabazes com alimentos e outros bens (roupas, produtos de higiene, fraldas, brinquedos). Mas da mesma forma que a pandemia não deu tréguas, as dificuldades também não.

Continuamos a aceitar a doação de bens alimentares para ajudarmos estas famílias.
Agradecemos a todos os que nos ajudaram até aqui, mas este caminho ainda não terminou, ajudar continua a ser necessário.
Se quiserem contribuir, entrem em contacto connosco. Se for necessário nós recolhemos.

Neste momento, as nossas principais necessidades são - arroz, massa, óleo, azeite, conservas e leite....

"Almas Solidárias"
 

Folhinha nº 683 de 21 a 27 de setembro de 2020

Folhinha Interparoquial nº 683 de 21 a 27 de setembro de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo na Inscrição via e-mail, tel. ou no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento..





terça-feira, 15 de setembro de 2020

Folhinha nº 682 de 14 a 20 de setembro de 2020

Folhinha Interparoquial nº 682 de 14 a 20 de setembro de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo na Inscrição via e-mail, tel. ou no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento..





sábado, 12 de setembro de 2020

Um Início Desafiante para o Novo Ano Escutista



Um Início Desafiante para o Novo Ano Escutista

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 11 de setembro 2020 no jornal diário "Correio do Minho"


O Corpo Nacional de Escutas inicia este mês de setembro o seu ano escutista, coincidente, mais coisa menos coisa, com o ano escolar. Na região de Braga, área territorial correspondente à arquidiocese de Braga, este início vai ser marcado pela eleição dos órgãos regionais, a junta regional de Braga (JRB) e o conselho fiscal e jurisdicional de Braga (CFJRB), para o próximo triénio – 2020/2023. Assim, dia 12 de setembro, entre as 10,00 e as 16,00 horas, 3.824 eleitores (sendo 1.360 jovens caminheiros, dos 18 aos 22 anos, e 2.464dirigentes) serão chamados a elegerem, ou não, estes órgãos regionais.

Também em quatro dos nove núcleos da região serão escrutinadas as respetivas juntas de núcleo (assim se designam os órgãos executivos dos núcleos):

·         Núcleo de Guimarães – que inclui os concelhos de Guimarães e de Vizela;

·         Núcleo do Cego do Maio – que inclui os concelhos da Póvoa de Varzim, Esposende e parte do de Vila do Conde;

·         Núcleo de Vieira do Minho – que inclui os concelhos de Vieira do Minho e parte do de Terras de Bouro;

·         Núcleo de Braga inclui os concelhos de Braga, Amares e parte do de Terras de Bouro.

Desta forma, este fim de semana, cerca de 50% das estruturas intermédias da região de Braga sofrerão esta escolha democrática, tão fundamental para garantir a evolução permanente do movimento, para reagir às novas aspirações e anseios das crianças e jovens do próximo triénio. É a oportunidade para a renovação sempre necessária, mas sem complexos, para a construção de novas abordagens e perspetivas, não perdendo o enfoque no essencial: os lobitos, os exploradores, os pioneiros e os caminheiros - eles são a razão de ser do escutismo!

Aos novos candidatos e aos que vão repetir o mandato, desejamos as maiores felicidades no desempenho das missões que se propõem abraçar, na certeza de que eles já são credores do nosso reconhecimento e, certamente no final do triénio, o CNE terá ainda mais razões para lhes agradecer os resultados obtidos.

Aos dirigentes que terminam estes seus trabalhos, eles partem com a convicção do dever cumprido, de terem, com a sua ação, contribuído para a construção de um mundo melhor, pelo que lhes é merecido o justo agradecimento pelos serviços prestados ao escutismo, ao país e à igreja. Sim, porque ajudar crianças e jovens a crescerem em idade, sabedoria e graça, é permitir que sejam verdadeiros agentes cidadania, solidariamente ativo e agindo à luz da fé que professam.

Aos eleitores – caminheiros e dirigentes – é pedido que façam escolhas sérias e conscientes, que se assumam como verdadeiros exemplos de cidadania e não abdiquem do exercício de votar, pois, no escutismo eles são, cada um à sua maneira, exemplos vivos para os mais novos, e todos sabemos a importância que o “exemplo” tem na educação, em geral, e no escutismo, em particular.

A Junta Regional e o Conselho Fiscal e Jurisdicional Regional, tomarão posse no próximo dia 27 de setembro, na Póvoa de Lanhoso, durante uma das atividades mais marcantes da região de Braga: a Abertura Regional do Ano Escutista.

Lá, nas terras da lendária Maria da Fonte, esperam-se tempos de reação e de mudança. De reação à pandemia que nos oprime os movimentos e a ação, mas também a liberdade do “fazer” e do “ser”, e, tal como este mito vivo da nossa História, mudança porque estas terras também tiveram um papel importante na criação de Portugal, queremos comprometemo-nos numa mudança consciente de luta sem tréguas, mas sem desguarnecer as defesas de cada um e de todos os outros. Claro que também nós sabemos que uma “guerra” não se ganha pelo número dos combatentes que tombam em combate, mas pelo número de soldados que se conservam vivos.

Votos para que sejam soldados de paz e que vivam para que os outros também possam viver cada vez melhor.


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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Folhinha nº 681 de 7 a 13 de setembro de 2020

Folhinha Interparoquial nº 681 de 7 a 13 de setembro de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Falecimento da D. Deolinda Ferreira Fernandes

 A Direção do Agrupamento de Escuteiros nº 810 Nogueiró, do Corpo Nacional de Escutas, cumpre o doloroso dever de informar o falecimento da D. Deolinda Ferreira Fernandes (1963/2020), mãe da Ex- Pioneira Marta Coelho, cunhada dos Dirigentes Alberto e Márcia Coelho, e tia dos escuteiros Elsa e Diogo Coelho mais informa que o corpo se encontra em câmara ardente na Capela Mortuária de Nogueiró no final da tarde de hoje dia 24.
O funeral, com missa de corpo presente, realiza-se amanhã terça-feira, dia 25 de agosto de 2020 ás 17h na Igreja Paroquial de Nogueiró.
A direção do agrupamento envia à Marta e a toda a família, sentidas condolências. Que o Chefe Divino acolha a D. Deolinda no acampamento eterno, descanse em paz.




segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Folhinha nº 680 de 17 de agosto a 6 de setembro de 2020

Folhinha Interparoquial nº 680 de 17 de agosto a 6 setembro de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
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MARCEL CALLO - O PRIMEIRO SANTO ESCUTEIRO

 UM JOVEM DA JOC - O PRIMEIRO SANTO ESCOTEIRO por: D. Antonino Dias


Marcel Callo é mais um dos jovens citados no documento conclusivo do Sínodo que o Papa Francisco dirigiu aos jovens. Marcel foi alguém que se deu generosamente para deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrou. Nasceu em Rennes, França, a 6 de Dezembro de 1921, numa família católica de nove filhos. Foi acólito, ingressou no Escotismo. Este marcou para sempre a sua formação cristã. Por conselho do seu Assistente religioso, entrou na Juventude Operária Católica, na JOC. Aos 12 anos, tornou-se aprendiz numa gráfica, ficou a trabalhar como tipógrafo. Ajudado pelo grupo e fortalecido pela oração, pela dinâmica sacramental e por uma ação apostólica concebida segundo a metodologia daqueles Movimentos, testemunhou a sua fé no mundo do trabalho, permaneceu fiel à promessa de escoteiro, sabia orientar os azimutes do percurso existencial, a bússola dos ideais jamais o deixou perder o norte. Tinha a consciência de que é na Igreja que nos tornamos cristãos, é com a Igreja que poderemos ajudar a construir uma sociedade intelectualmente mais habitável. Amando a vida e gostando de viver, lutava contra as solicitações menos saudáveis, contra tudo quanto o pudesse tornar menos livre, tendo em Jesus o seu primeiro e grande Amigo a cuja amizade procurava corresponder. Por isso, apesar do sofrimento e das contrariedades que teve de suportar, viveu feliz, de bem com a vida, sabia em quem confiava, tudo fazia para que os outros pudessem fazer a experiência dessa amizade com Jesus. Até, na Quaresma, ia de porta em porta, com outros elementos da JOC, a convidar as pessoas para que celebrassem convenientemente a Páscoa de Jesus, a festa por excelência dos cristãos. Certo dia, a mãe perguntou-lhe se ele não teria vocação para o sacerdócio, como seu irmão mais velho. Ele respondeu: "Não me sinto chamado ao sacerdócio. Eu acho que faço mais coisas boas ao permanecer no mundo". Aos vinte anos apaixonou-se por uma jovem, fazendo do seu namoro um verdadeiro itinerário de fé. Rezavam juntos, participavam juntos na Eucaristia, respeitavam-se mutuamente, tencionavam casar-se no mesmo dia em que o seu irmão seria ordenado sacerdote.


Com o armistício de 1940, com a ocupação da França pela Alemanha nazi, Marcel foi inscrito no serviço de trabalho obrigatório. Se havia quem não estivesse de acordo e escolhesse a resistência, Marcel foi para a Alemanha: “Eu vou como missionário, para ajudar os outros a resistir”. Não esqueceu a sua cruz da promessa de escoteiro e o seu emblema da JOC. Associou-se a alguns amigos e ofereceram-se como 'missionários de estação de comboios', onde ajudaram muita gente a escapar para os territórios não ocupados. Não demorou em procurar uma comunidade cristã, onde pudesse participar na Eucaristia - a sua maior alegria!, ele mesmo se fez eucaristia!. Aí, traduzia em francês para os seus compatriotas, participava e organizava grupos de ação diversa em prol da comunidade, desde o futebol ao teatro, da liturgia aos doentes e necessitados.


Numa fábrica de armamento, na Alemanha, onde eram forçados a trabalhar onze horas por dia, com fome, frio e desconforto de toda a espécie, mesmo aí, Marcel encontrou espaço para agir. Sem se deixar abater, meteu mãos à obra, descobriu outros elementos da JOC e dos escoteiros, organizou grupos de ação. Procurou e encontrou, entre os deportados, um padre para celebrar a Eucaristia e confessar quem o desejasse. Sem receio, convida outros a participar nos atos religiosos, levando muitos à conversão, pela palavra e pelo testemunho. Em qualquer lugar que se encontrasse e fossem quais fossem as circunstâncias, Marcel mantinha sempre vivo o entusiasmo, a fé, a esperança e o amor a todos. A todos procura apaixonar por Jesus Cristo à boa maneira dos cristãos da primeira hora, sem nada que o fizesse desanimar. Todos os dias procurava novas formas de testemunhar Jesus e ajudar os outros. Assobiando a divisa dos escoteiros ou da JOC, esse era o sinal para que todos fizessem, cada um para si, uma pequena oração. Esta intensa atividade de Marcel caiu sob suspeita, até a correspondência com a sua noiva lhe era intercetada. Em 19 de Abril de 1944, com os seus amigos de luta, acabou por ser preso pela Gestapo, por ser "muito católico" e ativo. Da prisão, escreveu a seu irmão, recentemente ordenado sacerdote, dizendo-lhe: “Felizmente, há um amigo que não me deixa um momento e que sabe como me apoiar e me consolar. Com ele, os momentos mais dolorosos e perturbadores são superados. Nunca vou agradecer a Cristo o suficiente por me indicar o caminho que eu agora sigo”.


A 7 de outubro, um grupo de pessoas foi enviado para o campo de extermínio de Mauthausen, Marcel, passando pelo campo de Flossenbuerg, também. Esteve no subcampo de Gusen II, onde se construíam partes de aviões de combate em instalações subterrâneas. As péssimas condições destes lugares aliadas à brutalidade, à subnutrição e aos forçados trabalhos, trabalhos dificílimos pelo frio e a humidade, tornavam os prisioneiros presa fácil de gangrenas, diarreias, úlceras, tuberculose... Marcel adoeceu com tuberculose, em Janeiro de 1945. Na enfermaria, amontoavam-se aos cinco por cama. No último dia, Marcel caiu nas latrinas, regressou à enfermaria. Quem o levou nos braços testemunhou a expressão de felicidade do seu olhar moribundo. Tinha a aparência de um santo, um olhar de amigo sereno, um suave sorriso que a todos impressionava. Faleceu a 19 de março de 1945, com vinte e três anos de idade. Assumindo heroicamente a pesada cruz de cada dia, o seu testemunho de vida e a sua dedicação aos outros foram reconhecidas não só pelos cristãos da Alemanha, mas também pelos Bispos da Alemanha e Áustria.


Foi beatificado por São João Paulo II a 4 de Outubro de 1987. Foi o primeiro escoteiro no mundo a ser beatificado. Celebra-se a 19 de Abril. No processo de beatificação de Marcel, um prisioneiro que se converteu depois da guerra, declarou: "Se eu, não-crente, vi milhares de prisioneiros morrerem, e era atingido pelo olhar de Marcel, é porque havia algo extraordinário sobre ele: para mim era uma revelação: o seu olhar expressava uma profunda convicção que levava à felicidade. Era um ato de fé e esperança para uma vida melhor. Eu nunca vi em nenhum moribundo, e já vi milhares deles, um olhar como o dele: pela primeira vez diante de um deportado, vi uma marca que não era apenas o desespero".


Marcel, se nos lembra o horror dos campos de extermínio, faz-nos ter saudades daqueles Movimentos Apostólicos que apostavam fortemente na formação humana e cristã dos seus membros, que os preparavam para o compromisso eclesial e social, vivendo habitados por Cristo. Preparados e estimulados a meterem mãos à obra na transformação da sociedade, a todos ajudavam, a todos incentivavam ao bem, sem medo, com a valentia do Espírito.


Quanto bem podem fazer os Movimentos eclesiais se forem levados a sério!...


A determinação deste jovem leigo, se nasceu no seio duma família cristã, fortaleceu-se naqueles Movimentos que escolheu para se integrar e crescer, onde a formação era, de facto, uma prioridade para depois se atuar nos ambientes sociais e laborais. O seu testemunho interpela-nos, faz-nos pequeninos, envergonha-nos. Como refere o Papa Francisco, “muitos santos jovens têm feito brilhar os traços de idade juvenil em toda a sua beleza e, na sua época, foram verdadeiros profetas da mudança; o seu exemplo mostra de que são capazes os jovens quando se abrem ao encontro com Cristo” (CV49).


Antonino Dias

Portalegre-Castelo Branco, 14-08-2020

 

domingo, 9 de agosto de 2020

Folhinha nº 679 de 10 a 16 de agosto de 2020

Folhinha Interparoquial nº 679 de 10 a 16 de agosto de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo na Inscrição via e-mail, tel. ou no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento..






terça-feira, 28 de julho de 2020

Folhinha nº 678 de 27 de julho a 9 de agosto de 2020


Folhinha Interparoquial nº 678 de 27 de julho a 9 de agosto de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


Recomeço das celebrações da Eucaristia
Já começamos a ter celebrações comunitárias nas nossas paróquias. 
É necessário respeitar as seguintes recomendações:
-É obrigatório o uso de máscara.
-Manter o distanciamento físico.
-Desinfeção das mãos à entrada e saída.
-Acatar as orientações da Equipa de Acolhimento.
-Evitar aglomerados de pessoas, nos adros, antes ou depois das celebrações.
-Os fiéis que estão ou se sentem doentes e dos grupos de risco devem privilegiar as celebrações com menos participantes.
-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo, no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento ou na altura da inscrição.




segunda-feira, 29 de junho de 2020

Folhinha nº 674 de 29 de junho a 5 de julho de 2020


Folhinha Interparoquial nº 674 de 29 de junho a 5 de julho de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


Recomeço das celebrações da Eucaristia
Já começamos a ter celebrações comunitárias nas nossas paróquias. 
É necessário respeitar as seguintes recomendações:
-É obrigatório o uso de máscara.
-Manter o distanciamento físico.
-Desinfeção das mãos à entrada e saída.
-Acatar as orientações da Equipa de Acolhimento.
-Evitar aglomerados de pessoas, nos adros, antes ou depois das celebrações.
-Os fiéis que estão ou se sentem doentes e dos grupos de risco devem privilegiar as celebrações com menos participantes.
-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo, no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento ou na altura da inscrição.







domingo, 21 de junho de 2020

Folhinha nº 673 de 22 a 28 de junho de 2020


Folhinha Interparoquial nº 673 de 22 a 28 de junho de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


Recomeço das celebrações da Eucaristia
Já começamos a ter celebrações comunitárias nas nossas paróquias. 
É necessário respeitar as seguintes recomendações:
-É obrigatório o uso de máscara.
-Manter o distanciamento físico.
-Desinfeção das mãos à entrada e saída.
-Acatar as orientações da Equipa de Acolhimento.
-Evitar aglomerados de pessoas, nos adros, antes ou depois das celebrações.
-Os fiéis que estão ou se sentem doentes e dos grupos de risco devem privilegiar as celebrações com menos participantes.
-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo, no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento ou na altura da inscrição. 







sexta-feira, 19 de junho de 2020

O Escutismo prepara-se para a nova realidade



O Escutismo prepara-se para a nova realidade

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 19 de junho 2020 no jornal diário "Correio do Minho"


O dia de hoje, 19 de junho de 2020, ficará como o dia em que o Corpo Nacional de Escutas permitiu que em todo o Escutismo Católico se retomassem as atividades presenciais. Claro que este dia foi precedido de um vasto conjunto de vídeo reuniões aos mais diversos níveis e com os mais diversos intervenientes. A última reunião com os chefes de Agrupamento foi dividida em 4 sessões envolvendo as seguintes regiões (dioceses), para que dada uma delas tivesse um número aproximado de agrupamentos, os responsáveis pelas regiões e núcleos também estiveram presentes:

1)    Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Coimbra e Bragança-Miranda – 265 agr;

2)    Braga e Vila Real – 259 agr;

3)    Suíça, Açores, Guarda, Lamego, Leiria, Madeira, Portalegre e Castelo Branco, Santarém, Viseu e Macau – 245 agr;

4)    Algarve, Beja, Évora e Setúbal – 250 agr.

Antes disto, a equipa nacional foi elaborando e distribuindo sete documentos preliminares que, por sua vez, foram trabalhados nos 1.019 agrupamentos, a saber:

1)    Direção de agrupamento – onde se elenca um conjunto de 12 ações/tarefas a desenvolver e um conjunto de 4 momentos marcantes na vida dos agrupamentos, permitindo fazer um diagnóstico da situação e traçar uma linha de ação sustentada na realidade da comunidade onde está inserido, por forma a garantir uma caminhada segura, podendo ter ritmos diferentes para cada uma das quatro Seções.

2)    Equipa de animação – visando a preparação atempada do regresso dos elementos a um momento presencial, definindo os procedimentos necessários, com base nas orientações tanto das autoridades competentes como da Conferência Episcopal Portuguesa.

3)    Conselho de pais – os pais são os primeiros e os últimos responsáveis pela educação dos seus filhos, por isso temos de ter uma articulação profunda e consistente com eles, para que se reestabeleçam laços de confiança.

4)    Sedes e outros espaços interiores – definir a capacidade limite para cada um dos espaços, com base no “recomendado quadrado” de 4m2 por elemento. Estabelecer itinerários e regras de higienização, de acordo com as orientações da DGS (016/2020). Criar normas sanitárias e de utilização, reinventar a sinalética e o material de proteção individual. Finalmente, criar um plano de contingência, seguindo as recomendações das autoridades sanitárias.

5)    Conselho de guias – no escutismo o “Conselho de guias” é o governo da Secção (I, II, III ou IV), é lá que se tomam todas as grandes decisões relativamente ao conjunto da Unidade (recordar que o dirigente da Seção não tem direito a voto neste conselho), por isso, os Guias são os elementos fundamentais na implementação e dinamização de qualquer projeto e, por razões obvias, neste em particular.

6)    A Vida da Patrulha ou Unidade – As atividades presenciais só deverão realizar-se após o primeiro conselho de guias e, preferencialmente, em espaços abertos, respeitando sempre as orientações plasmadas na publicação da DGS: “Medidas Gerais de Prevenção e Controlo da COVID-19 – Saúde e Atividades Diárias – 14 de maio 2020 – Volume 1”, in https://www.dgae.mec.pt/?wpfb_dl=45533.

7)    Atividades de Patrulha ou Unidade – onde se apresentam um conjunto de atividades destinadas a 10 pessoas, respeitando as regras definidas pela DGS, versando: reuniões semanais; atividades de 1 dia, sem dormida; acampamento com noite(s) de campo (nesta altura, estes ainda estão vedados às Alcateias), proporcionar uma tenda por elemento e garantir que o programa da campo privilegie o pequeno grupo (a Patrulha) em detrimento do grande grupo (a Unidade), mantendo presente as normas do “Escutismo: Movimento Seguro).

Para as Unidades de Escutismo Marítimo ou do Ar, há um conjunto de orientações específicas, em função das caraterísticas peculiares das suas atividades.

Finalmente, mas não menos importante, é a decisão do desconfinamento bem como o grau da sua extensão, ao nível local, ficam, exclusivamente, nas mãos de cada Agrupamento, para que cada um deles possa optar, em sintonia com a sua envolvente social e sanitária, em função dos recursos humanos e logísticos disponíveis e ainda no respeito pela vontade dos pais das crianças e jovens que lhes estão confiados.


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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Folhinha Nº672 de 12 a 21 de junho de 2020


Folhinha Interparoquial nº 672 de 12 a 21 de junho de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:















terça-feira, 9 de junho de 2020

35º Aniversário dos Escuteiros de Nogueiró - Eucaristia

Dia 9 de junho 2020 o agrupamento de escuteiros de Nogueiró faz 35 anos, na impossibilidade de nos juntarmos fisicamente, convidamos todos a participar connosco desde vossas casas na Eucaristia de acção de graças, que terá lugar pelas 21h e será transmitida neste grupo e presidida pelo Padre João Manuel.
Link: https://www.facebook.com/groups/cneagr810


segunda-feira, 8 de junho de 2020

Uma Flor no 97º Aniversário do CNE



Uma Flor no 97º Aniversário do CNE

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 5 de junho 2020 no jornal diário "Correio do Minho"


Neste, tempos em que os contactos sociais estão limitados, por força das circunstâncias que todos conhecemos, o CNE tem aproveitado este enquadramento para promover diversos momentos de reflexão sobre os mais variados temas, proporcionando a participação dos escuteiros: sejam eles crianças, jovens ou adultos, através de uma plataforma de videoconferência.

Numa destas ações, realizada no passado dia 27 de maio, data em que o Escutismo Católico Português celebrava o seu 97º aniversário, foram convidados para oradores os dirigentes, ainda vivos, que já exerceram a missão de chefe nacional: Vítor Faria, Luís Lidington, Carlos Alberto Pereira, Norberto Correia e Ivo Faria (o atual chefe). Também foi também feito um convite aos Guias das quatro Secções para colocarem perguntas a este painel, através de pequenos vídeos. Permitam-me recordar que os Guias são os elementos chave na metodologia escutista.

O Assistente Nacional, que moderou a sessão, informou os cinco oradores que pensava «orientar a conversa em duas vertentes: memória e sonhos» e que tinha organizado o guião das intervenções/vídeos dos guias com a seguinte sequência, resumindo assim as suas questões:

«1 - Carolina Rodrigues: Qual o sentimento quando foram eleitos? Melhor memória enquanto escuteiros?

2 -   Tiago Marabuto: escutismo e o contacto com a natureza; Estrutura em rede versus hierarquia

3 -   João Floriano 

4 -   Francisca (estes dois tocam o mesmo tema): CNE pós Covid e lugar da tecnologia

5 -   Ivo Alves: Escutismo Católico e não Católico: possibilidades de fusão entre movimentos? Integração de escuteiros com necessidades educativas especiais

6 -   Hugo Oliveira: os jovens que partem para o estrangeiro e em especial a situação dos jovens dos Açores e Madeira».

No decurso da tertúlia mais três ou quatro elementos colocaram questões que de certa forma estavam abrangidas pela síntese do nosso moderador, com a exceção da motivação (do próprio e dos outros).

Mais do que as repostas dos convidados, há que realçar a oportunidade educativa criada para que crianças e jovens pudessem questionar, sob o “chapéu” dos 97 anos do CNE, os antigos chefes nacionais bem como a atualidade e excelência dos temas escolhidas pelos Guias:

a)    O sentimento ao ser eleito e as boas recordações bem como a motivação (auto e hétero) para continuar;

b)    O escutismo e a natureza;

c)    Estrutura em rede versus hierarquia no CNE;

d)    O escutismo no pós Covid-19 e o lugar das tecnologias;

e)    Escutismo católico versus não católico - a fusão ou não numa única associação;

f)     Escutismo com pessoas portadoras de deficiência;

g)    O escutismo e a imigração portuguesa bem como a insularidade dos açorianos e dos madeirenses.

Uma nota para os oradores que, de um modo geral, estiveram sintonizados e procuraram complementar-se, enriquecendo, deste modo, a resposta coletiva.

Já no debate pedi licença à Francisca Flor para poder citar a sua intervenção quando me fosse oportuno: «Para o futuro do CNE eu espero valorizar e dar a conhecer o papel dos escuteiros, reinventar novas formas de ajudar o próximo. No futuro, o CNE vai ter de ter um papel ativo na ajuda das pessoas que nesta pandemia ficaram fragilizadas. No futuro nós precisaremos de nos adaptar às novas tecnologias para futuras reuniões que não sejam presenciais, mas espero que voltem a haver reuniões presenciais tomando as medidas necessárias de segurança e espero que o CNE se adapte a esta nova vida.»

Antes de mais, porque a Francisca Flor é uma lobita, sendo que a faixa etária dos lobitos é dos 6 aos 10 anos, depois por ela expressar uma vivência genuína do escutismo e ter consciência que o movimento é um ente coletivo, mas que o “eu” na sua relação com ele próprio, com os outros, com o ambiente e com Deus, é que é o promotor do seu desenvolvimento. A Francisca Flor assume-se como protagonista na sua própria educação, com os olhos postos no futuro, como muito bem dos lembra Baden-Powell na célebre frase: «Impele a tua própria canoa».

Além disso, esta criança tem a visão que, quando estes tempos passarem nada será como dantes, que temos que aprender com estes tempos, mas no futuro teremos que ajudas aqueles que continuarão a sofrer. Que bela afirmação para nos explicar as palavras de São Paulo, na Primeira Carta aos Coríntios: «Agora existem três coisas: fé, esperança e amor. Mas a mais importante é o amor» (13, 4-1)

Finalmente, porque este pequeno texto encerra e si a essência do projeto do Escutismo, de 1907 (ano da fundação, em Inglaterra), de hoje e de amanhã, materializado pela ideia mestra “Construir um mundo melhor”.

Obrigado, Francisca Flor, pela tua beleza e perfume de “flor” e pela tua simplicidade e sabedoria de Francisco (de Assis) – o patrono dos lobitos.


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Folhinha Interparoquial de 5 a 11 de junho de 2020


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Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias: