domingo, 9 de agosto de 2020

Folhinha nº 679 de 10 a 16 de agosto de 2020

Folhinha Interparoquial nº 679 de 10 a 16 de agosto de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo na Inscrição via e-mail, tel. ou no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento..






terça-feira, 28 de julho de 2020

Folhinha nº 678 de 27 de julho a 9 de agosto de 2020


Folhinha Interparoquial nº 678 de 27 de julho a 9 de agosto de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


Recomeço das celebrações da Eucaristia
Já começamos a ter celebrações comunitárias nas nossas paróquias. 
É necessário respeitar as seguintes recomendações:
-É obrigatório o uso de máscara.
-Manter o distanciamento físico.
-Desinfeção das mãos à entrada e saída.
-Acatar as orientações da Equipa de Acolhimento.
-Evitar aglomerados de pessoas, nos adros, antes ou depois das celebrações.
-Os fiéis que estão ou se sentem doentes e dos grupos de risco devem privilegiar as celebrações com menos participantes.
-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo, no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento ou na altura da inscrição.




segunda-feira, 29 de junho de 2020

Folhinha nº 674 de 29 de junho a 5 de julho de 2020


Folhinha Interparoquial nº 674 de 29 de junho a 5 de julho de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


Recomeço das celebrações da Eucaristia
Já começamos a ter celebrações comunitárias nas nossas paróquias. 
É necessário respeitar as seguintes recomendações:
-É obrigatório o uso de máscara.
-Manter o distanciamento físico.
-Desinfeção das mãos à entrada e saída.
-Acatar as orientações da Equipa de Acolhimento.
-Evitar aglomerados de pessoas, nos adros, antes ou depois das celebrações.
-Os fiéis que estão ou se sentem doentes e dos grupos de risco devem privilegiar as celebrações com menos participantes.
-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo, no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento ou na altura da inscrição.







domingo, 21 de junho de 2020

Folhinha nº 673 de 22 a 28 de junho de 2020


Folhinha Interparoquial nº 673 de 22 a 28 de junho de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


Recomeço das celebrações da Eucaristia
Já começamos a ter celebrações comunitárias nas nossas paróquias. 
É necessário respeitar as seguintes recomendações:
-É obrigatório o uso de máscara.
-Manter o distanciamento físico.
-Desinfeção das mãos à entrada e saída.
-Acatar as orientações da Equipa de Acolhimento.
-Evitar aglomerados de pessoas, nos adros, antes ou depois das celebrações.
-Os fiéis que estão ou se sentem doentes e dos grupos de risco devem privilegiar as celebrações com menos participantes.
-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo, no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento ou na altura da inscrição. 







sexta-feira, 19 de junho de 2020

O Escutismo prepara-se para a nova realidade



O Escutismo prepara-se para a nova realidade

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 19 de junho 2020 no jornal diário "Correio do Minho"


O dia de hoje, 19 de junho de 2020, ficará como o dia em que o Corpo Nacional de Escutas permitiu que em todo o Escutismo Católico se retomassem as atividades presenciais. Claro que este dia foi precedido de um vasto conjunto de vídeo reuniões aos mais diversos níveis e com os mais diversos intervenientes. A última reunião com os chefes de Agrupamento foi dividida em 4 sessões envolvendo as seguintes regiões (dioceses), para que dada uma delas tivesse um número aproximado de agrupamentos, os responsáveis pelas regiões e núcleos também estiveram presentes:

1)    Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Coimbra e Bragança-Miranda – 265 agr;

2)    Braga e Vila Real – 259 agr;

3)    Suíça, Açores, Guarda, Lamego, Leiria, Madeira, Portalegre e Castelo Branco, Santarém, Viseu e Macau – 245 agr;

4)    Algarve, Beja, Évora e Setúbal – 250 agr.

Antes disto, a equipa nacional foi elaborando e distribuindo sete documentos preliminares que, por sua vez, foram trabalhados nos 1.019 agrupamentos, a saber:

1)    Direção de agrupamento – onde se elenca um conjunto de 12 ações/tarefas a desenvolver e um conjunto de 4 momentos marcantes na vida dos agrupamentos, permitindo fazer um diagnóstico da situação e traçar uma linha de ação sustentada na realidade da comunidade onde está inserido, por forma a garantir uma caminhada segura, podendo ter ritmos diferentes para cada uma das quatro Seções.

2)    Equipa de animação – visando a preparação atempada do regresso dos elementos a um momento presencial, definindo os procedimentos necessários, com base nas orientações tanto das autoridades competentes como da Conferência Episcopal Portuguesa.

3)    Conselho de pais – os pais são os primeiros e os últimos responsáveis pela educação dos seus filhos, por isso temos de ter uma articulação profunda e consistente com eles, para que se reestabeleçam laços de confiança.

4)    Sedes e outros espaços interiores – definir a capacidade limite para cada um dos espaços, com base no “recomendado quadrado” de 4m2 por elemento. Estabelecer itinerários e regras de higienização, de acordo com as orientações da DGS (016/2020). Criar normas sanitárias e de utilização, reinventar a sinalética e o material de proteção individual. Finalmente, criar um plano de contingência, seguindo as recomendações das autoridades sanitárias.

5)    Conselho de guias – no escutismo o “Conselho de guias” é o governo da Secção (I, II, III ou IV), é lá que se tomam todas as grandes decisões relativamente ao conjunto da Unidade (recordar que o dirigente da Seção não tem direito a voto neste conselho), por isso, os Guias são os elementos fundamentais na implementação e dinamização de qualquer projeto e, por razões obvias, neste em particular.

6)    A Vida da Patrulha ou Unidade – As atividades presenciais só deverão realizar-se após o primeiro conselho de guias e, preferencialmente, em espaços abertos, respeitando sempre as orientações plasmadas na publicação da DGS: “Medidas Gerais de Prevenção e Controlo da COVID-19 – Saúde e Atividades Diárias – 14 de maio 2020 – Volume 1”, in https://www.dgae.mec.pt/?wpfb_dl=45533.

7)    Atividades de Patrulha ou Unidade – onde se apresentam um conjunto de atividades destinadas a 10 pessoas, respeitando as regras definidas pela DGS, versando: reuniões semanais; atividades de 1 dia, sem dormida; acampamento com noite(s) de campo (nesta altura, estes ainda estão vedados às Alcateias), proporcionar uma tenda por elemento e garantir que o programa da campo privilegie o pequeno grupo (a Patrulha) em detrimento do grande grupo (a Unidade), mantendo presente as normas do “Escutismo: Movimento Seguro).

Para as Unidades de Escutismo Marítimo ou do Ar, há um conjunto de orientações específicas, em função das caraterísticas peculiares das suas atividades.

Finalmente, mas não menos importante, é a decisão do desconfinamento bem como o grau da sua extensão, ao nível local, ficam, exclusivamente, nas mãos de cada Agrupamento, para que cada um deles possa optar, em sintonia com a sua envolvente social e sanitária, em função dos recursos humanos e logísticos disponíveis e ainda no respeito pela vontade dos pais das crianças e jovens que lhes estão confiados.


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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Folhinha Nº672 de 12 a 21 de junho de 2020


Folhinha Interparoquial nº 672 de 12 a 21 de junho de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:















terça-feira, 9 de junho de 2020

35º Aniversário dos Escuteiros de Nogueiró - Eucaristia

Dia 9 de junho 2020 o agrupamento de escuteiros de Nogueiró faz 35 anos, na impossibilidade de nos juntarmos fisicamente, convidamos todos a participar connosco desde vossas casas na Eucaristia de acção de graças, que terá lugar pelas 21h e será transmitida neste grupo e presidida pelo Padre João Manuel.
Link: https://www.facebook.com/groups/cneagr810


segunda-feira, 8 de junho de 2020

Uma Flor no 97º Aniversário do CNE



Uma Flor no 97º Aniversário do CNE

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 5 de junho 2020 no jornal diário "Correio do Minho"


Neste, tempos em que os contactos sociais estão limitados, por força das circunstâncias que todos conhecemos, o CNE tem aproveitado este enquadramento para promover diversos momentos de reflexão sobre os mais variados temas, proporcionando a participação dos escuteiros: sejam eles crianças, jovens ou adultos, através de uma plataforma de videoconferência.

Numa destas ações, realizada no passado dia 27 de maio, data em que o Escutismo Católico Português celebrava o seu 97º aniversário, foram convidados para oradores os dirigentes, ainda vivos, que já exerceram a missão de chefe nacional: Vítor Faria, Luís Lidington, Carlos Alberto Pereira, Norberto Correia e Ivo Faria (o atual chefe). Também foi também feito um convite aos Guias das quatro Secções para colocarem perguntas a este painel, através de pequenos vídeos. Permitam-me recordar que os Guias são os elementos chave na metodologia escutista.

O Assistente Nacional, que moderou a sessão, informou os cinco oradores que pensava «orientar a conversa em duas vertentes: memória e sonhos» e que tinha organizado o guião das intervenções/vídeos dos guias com a seguinte sequência, resumindo assim as suas questões:

«1 - Carolina Rodrigues: Qual o sentimento quando foram eleitos? Melhor memória enquanto escuteiros?

2 -   Tiago Marabuto: escutismo e o contacto com a natureza; Estrutura em rede versus hierarquia

3 -   João Floriano 

4 -   Francisca (estes dois tocam o mesmo tema): CNE pós Covid e lugar da tecnologia

5 -   Ivo Alves: Escutismo Católico e não Católico: possibilidades de fusão entre movimentos? Integração de escuteiros com necessidades educativas especiais

6 -   Hugo Oliveira: os jovens que partem para o estrangeiro e em especial a situação dos jovens dos Açores e Madeira».

No decurso da tertúlia mais três ou quatro elementos colocaram questões que de certa forma estavam abrangidas pela síntese do nosso moderador, com a exceção da motivação (do próprio e dos outros).

Mais do que as repostas dos convidados, há que realçar a oportunidade educativa criada para que crianças e jovens pudessem questionar, sob o “chapéu” dos 97 anos do CNE, os antigos chefes nacionais bem como a atualidade e excelência dos temas escolhidas pelos Guias:

a)    O sentimento ao ser eleito e as boas recordações bem como a motivação (auto e hétero) para continuar;

b)    O escutismo e a natureza;

c)    Estrutura em rede versus hierarquia no CNE;

d)    O escutismo no pós Covid-19 e o lugar das tecnologias;

e)    Escutismo católico versus não católico - a fusão ou não numa única associação;

f)     Escutismo com pessoas portadoras de deficiência;

g)    O escutismo e a imigração portuguesa bem como a insularidade dos açorianos e dos madeirenses.

Uma nota para os oradores que, de um modo geral, estiveram sintonizados e procuraram complementar-se, enriquecendo, deste modo, a resposta coletiva.

Já no debate pedi licença à Francisca Flor para poder citar a sua intervenção quando me fosse oportuno: «Para o futuro do CNE eu espero valorizar e dar a conhecer o papel dos escuteiros, reinventar novas formas de ajudar o próximo. No futuro, o CNE vai ter de ter um papel ativo na ajuda das pessoas que nesta pandemia ficaram fragilizadas. No futuro nós precisaremos de nos adaptar às novas tecnologias para futuras reuniões que não sejam presenciais, mas espero que voltem a haver reuniões presenciais tomando as medidas necessárias de segurança e espero que o CNE se adapte a esta nova vida.»

Antes de mais, porque a Francisca Flor é uma lobita, sendo que a faixa etária dos lobitos é dos 6 aos 10 anos, depois por ela expressar uma vivência genuína do escutismo e ter consciência que o movimento é um ente coletivo, mas que o “eu” na sua relação com ele próprio, com os outros, com o ambiente e com Deus, é que é o promotor do seu desenvolvimento. A Francisca Flor assume-se como protagonista na sua própria educação, com os olhos postos no futuro, como muito bem dos lembra Baden-Powell na célebre frase: «Impele a tua própria canoa».

Além disso, esta criança tem a visão que, quando estes tempos passarem nada será como dantes, que temos que aprender com estes tempos, mas no futuro teremos que ajudas aqueles que continuarão a sofrer. Que bela afirmação para nos explicar as palavras de São Paulo, na Primeira Carta aos Coríntios: «Agora existem três coisas: fé, esperança e amor. Mas a mais importante é o amor» (13, 4-1)

Finalmente, porque este pequeno texto encerra e si a essência do projeto do Escutismo, de 1907 (ano da fundação, em Inglaterra), de hoje e de amanhã, materializado pela ideia mestra “Construir um mundo melhor”.

Obrigado, Francisca Flor, pela tua beleza e perfume de “flor” e pela tua simplicidade e sabedoria de Francisco (de Assis) – o patrono dos lobitos.


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Folhinha Interparoquial de 5 a 11 de junho de 2020


Folhinha Interparoquial de 5 a 11 de junho de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:














sábado, 30 de maio de 2020

Folhinha Interparoquial de 27 a 31 maio de 2020


Folhinha Interparoquial de 27 a 31 maio de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:












sexta-feira, 22 de maio de 2020

Cerimónia de Abertura - AcantoNac2020 #escutismoemcasa


O Acampamento Escutista em Tempos de Pandemia



O Acampamento Escutista em Tempo de Pandemia

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 22 maio 2020 no jornal diário "Correio do Minho"


«O Acampamento é a grande atração que chama o jovem para o escutismo e oferece o melhor ensejo para o ensinar a confiar em si próprio e a cultivar a iniciativa, além de contribuir para o seu robustecimento.»

Baden-Powell, in Escutismo para Rapazes, 2007, p. 139.

 

Nestes tempos de pandemia em que o confinamento se vai paulatinamente aliviando, mas com o sol ”quentinho” dos finais de maio, que nos tem visitado, parecendo convidar-nos para a realização de atividades próprias dos finais de primavera e que se multiplicam pelo verão:

· A uns, é o chamamento do perfume da maresia, transportado pela brisa que parece embrenhar-se pelo interior, desafiando-nos disfrutar da praia.

· A outros, é a harmonia dos diversos perfumes do campo, da floresta ou da montanha que, assemelhando-se ao “canto das sereias”, nos lançam um desafio irresistível para calçar as botas, pegar na mochila, caminhar e acampar em plena natureza.

Este chamamento para acampamento, a atividade educativa de excelência do escutismo, leva-nos, sob o ponto de vista emocional e com a natural nostalgia do passado, a imaginar/planear mentalmente um fim de semana em campo. Mas, por outro lado a racionalidade e o sentido cívico chamam-nos à realidade, esta realidade que hoje vivemos e ao desígnio comum a que somos chamados: contribuir, usando os “talentos” de cada um, nesta luta da humanidade para vencer a pandemia que, diariamente, a todos atormenta.

O sofrimento de tantas pessoas e famílias que sofrem por causa dos “seus doentes”, outras sofrem pelas consequências gravíssimas que resultam deste “pecado original” que é a pandemia e, finalmente, todas as pessoas que estão na frente de ataque e este “invasor” invisível. Assim, somos obrigados a resistir à tentação, para não acrescentarmos mais dor à dor que todos carregam até que a verdadeira normalidade seja restabelecida.

Neste contexto, tomamos consciência que os próximos acampamentos serão muito diferentes daqueles a que estamos habituados. A Igreja em Portugal, pela voz da Conferência Episcopal Portuguesa, tanto no comunicado do seu de Conselho Permanente, de 02 de maio, como nas orientações para a celebração do culto público católico no contexto da pandemia Covid-19, de 08 de maio, com a sua sabedoria secular, demonstrando uma prudência que a leva a pensar mais nos outros e tendo a humildade genuína de reconhecer os perigos e a inexistência de soluções definitivas, de entre as muitas orientações produzidas, numa delas, suspendeu os acampamentos. Esta decisão deve interpelar, antes que seja tarde, todos os escuteiros, mas, de um modo especial, os seus dirigentes.

Claro que as autoridades competentes: saúde, proteção civil e forças armadas e de segurança, deverão elaborar um guião apropriado, como tem vindo a fazer para outras áreas. Mas também o escutismo deve produzir a sua reflexão e, em função desta, verter para o manual “Normas de Acampamentos” e orientações complementares, o resultado destas reflexões, produzindo assim a sua adequação aos novos tempos.

 

Será qua a “tenda de patrulha”, que alberga de 4 a 8 jovens, vai resistir ao “reinado” da Covid-19, ou se passaremos a utilizar tendas individuais, para respeitar o distanciamento de proximidade?

Como será a organização e o funcionamento de um “acampamento de Patrulha” e a realização de tarefas comuns? Como será mantido o princípio pedagógico onde o menos experiente aprende com o mais experiente?

Como manteremos o trabalho colaborativo entre pares, neste pequeno grupo (a Patrulha) em campo?

Que infraestruturas serão exigidas em campo? Será que poderão ser construídas pelos jovens, recorrendo a técnicas de pioneirismo, ou outras, desenvolvendo assim as suas capacidades de conceção e criação, de planeamento e de execução? Mantendo-se o acampamento como um verdadeiro centro de autoeducação pela ação e para o serviço?

O fundador deixo-nos este conceito: «a natureza é, simultaneamente, um laboratório, um clube e um templo», que será “reduzido a pó” se o acampamento escutista passar a ser um acampamento “de plástico” ou do tipo “prêt-à-porter. A Natureza não é sempre igual, nem sequer no mesmo local e na mesma época, ela tem vida e é esta vida que nos leva a constantes desafios que nos exigem permanentes adaptações e aprendizagens, em fim, proporcionam-nos sempre novas vivências entusiasmantes e enriquecedoras, contribuindo para a autoformação do cidadão solidariamente ativo à luz da fé professada.


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terça-feira, 19 de maio de 2020

Nossa Senhora Pelas Ruas da Freguesia de Nogueiró e Tenões (Video)

O andor com a imagem de Nossa Senhora de Fátima, percorreu no passado dia 16 de Maio 2020, as ruas da União de freguesias de Nogueiró e Tenões





terça-feira, 12 de maio de 2020

A Senhora de Fátima na tua rua a 16 maio 2020

Nos anos anteriores, no mês de maio, vivenciamos as tradicionais procissões. Devido à pandemia que enfrentamos este ano não será possível a sua realização da forma tradicional no entanto, temos uma proposta alternativa.
No dia 16 de maio, da parte da tarde, a imagem de Nossa Senhora percorrerá as ruas da UF Nogueiró Tenões de carro, em marcha lenta. Apelamos a todas as pessoas o devido distanciamento de acordo com as regras impostas pelo Governo.
A Senhora vai passar nas nossas ruas, bem junto das nossas casas.
Ela quer ver-nos em casa, nas nas nossas janelas, varandas ou quintais.
Venha vê-la e reze.
Acenda uma vela, coloque flores mas, sobretudo, abra o seu coração e venha saudar, pedir, agradecer e lançar o seu olhar à Mãe do Céu, que passando,  abençoa, protege e conforta neste momento em que mais precisamos.
Segue vídeo informativo.

domingo, 10 de maio de 2020

Em que posso Ajudar ?


Se Precisar de ajuda,  ou conhecer alguém que precise de ajuda,
entre em contacto connosco, para o e-mail da imagem


O Pensamento Religioso de Baden Powell


O Pensamento Religioso de Baden Powell

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 8 maio 2020 no jornal diário "Correio do Minho"


 «O homem de pouco vale, se não acreditar em Deus e obedecer às suas leis. Por isso todo o escuteiro deve ter uma religião.»

Baden-Powell, in Escutismo para Rapazes, p. 287.

 

Aproveitando esta citação de Baden-Powell, utilizada na última crónica, onde, a propósito de São Jorge - patrono Mundial do Escutismo – iniciamos uma breve apresentação do pensamento religioso do fundador a que queremos dar continuidade.

Baden-Powell era um batizado e por isso escreve em “A Caminho do Triunfo”: «Deus Criador é reconhecido pela maior parte das diferentes confissões religiosas que, não obstante, divergem quanto ao verdadeiro caráter das relações do Criador com a alma humana» e «Na crença cristã tem-se por certo que Jesus Cristo veio viver entre os homens para lhes mostrar e fazer sentir que Deus é Amor e que os sacrifícios de oferendas feitas a Deus nas velhas religiões supersticiosas não eram tanto o que era preciso como o sacrifício da própria pessoa ao serviço de Deus.» (p. 196, edição de 1974).

Para o fundador, a religião (qualquer que seja) e o escutismo devem compenetrar-se intimamente e enriquecerem-se mutuamente. A religião será a base do escutismo e dar-lhe-á uma alma. O escutismo, nas suas vivências e atividades, fará passar a religião na vida. Assim, escreve no prefácio da 14ª edição inglesa do “Escutismo para Razes”, de 1923: «O fim da educação escutista, é substituir as preocupações do “eu” pelas do “serviço”, tornar os jovens verdadeiramente fortes, moral e fisicamente, e dar-lhes a ambição de colocar a sua força au serviço da comunidade. Nós não temos, no nosso movimento, nenhuma visão militarista. Não fazemos este tipo de exercício. Assumo o ideal de servir os nossos semelhantes. Por outras palavras, nós procuramos colocar o cristianismo em prática na vida e nos atos de cada dia, e não somente em professar as doutrinas ao domingo.»

O fundador nunca definiu este “cristianismo prático”. Aliás, sabemos que tinha pouca confiança nos textos sistemáticos que considerava, em muitas circunstâncias, redutores. Por isso, não vale a pena trilhar percursos que muitos já trilharam para encontrar uma eventual definição deste conceito, talvez, um dia, se possa encontrar um seu escrito inédito sobre a temática.

Goste-se, ou não se goste, a verdade é que Baden-Powell, apenas definiu (in “Auxiliar do Chefe-Escuta”, 1ª edição, Porto, pp. 33 – 35) quatro áreas na formação escutista: 1. Caráter, 2. Saúde e força, 3. Habilidade manual e 4. Serviço do próximo. Só muitos anos mais tarde é que foi acrescentado um novo polo: a procura de Deus.

Na estrutura inicial a questão da religião está incluída na área da formação do caráter e no capítulo que a este tema se desenvolve podemos ler, páginas 58 e 59, da obra suprarreferida: «O alargamento do horizonte começa naturalmente pelo respeito de Deus que podemos melhor designar por “Piedade”.

O respeito de Deus, do próximo, de nós próprios como servos de Deus, está na base de todas as formas de religião. O modo de expressão de piedade para com Deus varia com as diversas crenças e denominações. A crença ou confissão a que um rapaz pertence depende, em regra, da vontade dos pais. São eles que decidem. Cumpre-nos respeitar-lhes os desejos e secundar-lhes os reforços para inculcar a piedade, qualquer que seja a religião que o jovem professe.

Podem surguir dificuldades...», e B.-P. continua: «É a seguinte a atitude do Escutismo respeitante à religião (...):

a)  Espera-se que todo o Escuta pertencerá a uma confissão religiosa e tome parte nos atos do seu culto;

b)  Quando um Grupo se compõe de elementos de uma só crença religiosa, espera-se que o Chefe-Escuta assegure as práticas e instruções religiosas que ele, de acordo com o capelão ou autoridade religiosa, considere as melhores;

c)   Quando um Grupo consta de Escutas de várias religiões, devem estes ser instigados a assistir aos atos de culto da sua própria confissão, e, em acampamentos, qualquer forma de oração diária e de culto semanal deverá ser o mais simples possível e de assistência a eles voluntária.»

E o fundador continua: «A religião “pega-se” não “se ensina”. Não é um trajo exterior para usar ao domingo. É fator genuíno do caráter do jovem, desdobramento da alma e não verniz que se descola. É assunto de personalidade, de convicção íntima e não de instrução».

No pensamento de Baden-Powell a fé transmite-se pelo exemplo, pela vivência de vida quotidiana do adulto e demostra-se em todas as ações praticadas, pois «a fé sem obras está morta.» (Tg 2, 26), de igual forma, «o escuteiro é ativo fazendo bem e não passivo sendo bom», in “Escutismo para Rapazes, edição de 2007”, p.288.

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