segunda-feira, 25 de julho de 2022

Folhinha interparoquial nº 770 de 25 de julho a 7 de agosto 2022

Folhinha interparoquial nº 770 de 25 de julho a 7 de agosto 2022

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:



terça-feira, 19 de julho de 2022

Escadórios da Humanidade - 24 setembro 2022 - és Bombeiro? aceita o desafio

Escadórios da Humanidade - 24 Setembro 2022

CONCENTRAÇÃO DOS CONCORRENTES: 08:30 Horas

INÍCIO DAS PROVAS: 09:30 Horas

PARA: Bombeiros Profissionais, Bombeiros Voluntários, Mistos e Privativos.
Os Recrutas/Estagiários devem apresentar uma declaração com a autorização do Comandante do Corpo de Bombeiros (factor de exclusão).

Escadórios da Humanidade

Subida ao Bom Jesus do Monte

Consiste numa prova de resistência, cujo objectivo é percorrer 615 metros com um desnível positivo de 116 metros com 566 degraus, onde os participantes terão de envergar equipamento de protecção individual (EPI) completo com botas de fogo urbano e aparelho respiratório isolante de circuito aberto (ARICA), no menor tempo possível.

Cada Corpo de Bombeiros tem de trazer os seus próprios (ARICA’s).

  1. As Botas de Incêndio Urbano e Industrial têm de cumprir normas em vigor;
  2. A Cogula Incêndios Urbanos deve ser devidamente colocada até ao final da prova;
  3. O ARICA deve ter no mínimo 200 Bares;
  4. Capacete colocado devidamente e com viseira;
  5. Luvas integradas no EPI;
  6. Só contam para a classificação os tempos dos concorrentes que terminem a prova;
  7. Os tempos cronometrados de cada prestação individual são contabilizados para a classificação geral;
  8. A atribuição da classificação geral dos CB por equipas resulta da média da soma dos três melhores tempos em cada escalão do mesmo CB;

OBS: As questões não mencionadas ou que possam suscitar dúvidas serão esclarecidas no local das provas.

mais informações e inscrições: site , facebook , Instagram


 


Folhinha nº 769 de 18 a 24 de julho 2022

Folhinha interparoquial nº 769 de 18 a 24 de julho 2022

Paróquias de:
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segunda-feira, 4 de julho de 2022

Folhinha nº 767 de 4 a 10 de julho 2022

Folhinha interparoquial nº 767 de 4 a 10 de julho 2022

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
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Intenções das missas e informações das 3 paróquias:



domingo, 12 de junho de 2022

Folhinha nº 766 de 13 de junho a 3 de julho 2022

Folhinha interparoquial nº 766 de 13 de junho a 3 de julho 2022

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
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terça-feira, 7 de junho de 2022

Folhinha nº 765 de 6 a 12 de junho 2022

Folhinha interparoquial nº 765 de 6 a 12 de junho 2022

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- Divino Salvador de Nogueiró.
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A Fundação do CNE: Dom Manuel Vieira de Matos

por: Carlos Alberto Lopes Pereira

artigo publicado a 27 de maio 2022 no jornal diário "Correio do Minho"


Sou de opinião que, muito dificilmente, se conhece a obra sem conhecer o seu autor. Alguém escreveu um dia, nas comemorações do 30º aniversário: «o Corpo Nacional de Escutas é um organismo vivo», por isso mesmo, o seu autor é uma entidade coletiva. Mas há que reconhecer que, entre todos os inumeráveis escuteiros de todas as idades e condições, um deles se destaca Dom Manuel Vieira de Matos a quem se deve a criação do Escutismo Católico, nos idos anos de 1922 e 1923.

Neste sentido, partilharei com os leitores a personalidade deste homem e Pastor que nasceu em Poiares, concelho do Peso da Régua, à época Arquidiocese de Braga, no dia 22 de março de 1861 e faleceu em Braga, aos 71 anos de idade, no dia 28 de setembro de 1932.

Fez a instrução primária num colégio de Lamego, tendo ingressado no seminário da diocese de Braga para continuar a sua formação. Em 1882 concluí a sua formação teológica e, uma vez que a sua região fora, em 1991, incorporada na diocese de Lamego, passou lecionar no seminário de Lamego, mesmo antes da sua Ordenação. E em 1883, no dia 22 de setembro, foi ordenado sacerdote, pelo bispo de Lamego, Dom António Trindade de Melo.

Dois anos depois, começa a frequentar a Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra que concluiu em 1890. Tendo, no ano seguinte assumido o cargo de cónego da Sé de Viseu, de professor do Seminário desta diocese e de secretário particular do Bispo Dom José Dias Correia de Carvalho. Permaneceu nesta diocese durante nove anos tendo-se feito notar o seu cunho pessoal na catequese e formação cristã e em diversos movimentos de apostolado de ação social, além de ter fundado a “Revista Católica”.

Decorria o ano de 1899 quando o papa Leão XIII nomeou Manuel Vieira de Matos Arcebispo de Mitilene e Vigário Geral do Patriarcado de Lisboa, tendo sido ordenado bispo na Sé de Viseu, no dia 15 de Agosto desse mesmo ano, partindo de imediato para Lisboa, sendo o Cardeal Patriarca, Dom José Sebastião Neto.
Notabilizou-se sobretudo pelo trabalho que desenvolveu na Catequese e na Pastoral Operária, envolveu-se na criação da Associação Apostólica para o desenvolvimento das Catequeses, e na constituição do primeiro Círculo Católico de Operários em Lisboa.

Novamente por decisão do Papa Leão XIII, é nomeado, em abril de 1903, para a diocese da Guarda com o título de Arcebispo-bispo. Entrou na diocese no dia 4 de junho desse ano e na Sé da Guarda, nesse dia, apresenta o seu plano da ação: Seminários – formação de cooperador -; Escola – Catequese; Oficina – Pastoral Operária. Este plano foi, imediatamente, colocado em prática sob a sua supervisão.
Ainda em 1903 fundou o Círculo Católico de Operários da Guarda e em maio do ano seguinte funda o boletim diocesano “A Guarda” como forma de levar a mensagem da Igreja a toda a diocese e de impedir o silenciamento. Em 1905 promove e realiza o Congresso de Catequese e funda diversos círculos de operários católicos e em 1908 realiza, na Covilhã, o Congresso de Agremiações Católicas Populares.

Uma personalidade tão forte e com convicções tão profundas, nos tempos da Primeira República dificilmente deixaria de chocar sobretudo com Afonso Costa, o Ministro da Justiça e a personalidade forte do governo, quando as questões da Religião, veja-se da Igreja Católica, foi perseguido, sequestrado, preso e desterrado, como nos conta Jorge Fernandes no seu livro D. Manuel Vieira de Matos, Pai da Diocese de Vila Real(1): «Sequestrado no Paço Episcopal, esteve incomunicável durante treze dias em Junho de 1911; desterrado do distrito da Guarda em Novembro do mesmo ano e em Dezembro do distrito de Castelo Branco, cumpriu dois anos de desterro com todos os seus colegas do Episcopado; várias vezes preso, dias seguidos incomunicável e com a guarda à vista, na Guarda e em Lisboa (1914); levado, sob várias acusações, a julgamento em Tribunal por duas vezes (1912 e 1914), só lhe faltou a crucifixão».

Nota (1): Um agradecimento ao Chefe de Agrupamento de Valpaços, António Escudeiro, que teve a gentileza de me enviar este magnífico livro, editado pela Câmara Municipal de Valpaços, em Abril de 2022.



segunda-feira, 23 de maio de 2022

Folhinha interparoquial nº 763 de 23 a 29 de maio 2022

Folhinha interparoquial nº 763 de 23 a 29 de maio 2022

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
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Semana de Oração no Mês de Maria

Os Escuteiros de Nogueiró, iniciam hoje, segunda-feira 23 maio ás 20:30h e até Sexta-feira a sua semana de oração, na orientação do terço, durante o mês de Maria, na paróquia de Nogueiró.
Estão todos convidados, escuteiros, pais, familiares, amigos, comunidade.... a estarem connosco neste momento de oração, na Igreja Paroquial de Nogueiró às 20:30h.
Apareçam


 

domingo, 22 de maio de 2022

O Escutismo é Simples

por: Carlos Alberto Lopes Pereira

artigo publicado a 13 de maio 2022 no jornal diário "Correio do Minho"


O título desta crónica foi retirado de um livro muito especial que Baden-Powell escreveu para os dirigentes escutistas: “Auxiliar do Chefe-Escuta”, sendo o primeiro manual de formação para os adultos. No preâmbulo que escreveu para o livro tem duas afirmações interessantes para, do ponto de vista do fundador caraterizar a sua obra: «O Escutismos não é uma ciência abstrusa ou difícil: é um jogo divertido, se o encararmos como deve ser. Ao mesmo tempo é educativo, e, como o perdão, tende a beneficiar tanto quem o concede como quem que o recebe» e «O termo “Escutismo” acabou por significar um sistema de preparação para a cidadania, por meio de jogos, para rapazes e raparigas».

Este livro foi escrito a partir das notas que B.-P. fez para a realização de um curso para dirigentes que o fundador realizou pouco antes da primeira guerra mundial, tendo sido publicado em 1920, como nos conta J. S. Wilson na introdução que fez para a edição da Fraternidade Mundial, em 1944. Este dirigente, na qualidade de Chefe de Campo do Parque de Gilwell, o centro escutista ligado à formação de dirigentes, teve a oportunidade de colaborar com o fundador na preparação da nova edição de 1929, quando o Movimento celebrava a maioridade.
Este colaborador de Baden-Powell tem, neste nesta introdução, uma afirmação interessante: «É firme crença minha que o Escutismo de todo o mundo precisa de regressar à primitiva ideia simples de encarar a obra como um jogo que ajudará o rapaz a desenvolver-se com o mínimo possível de fiscalização adulta. Se nós, que escolhemos a elevada função de sermos seus orientadores, nos propusermos na nossa vida diária e em todas as atividades escutistas LEMBRARMO-NOS DO RAPAZ, realizaremos melhor a nossa missão e melhores resultados alcançaremos.»

Como é atual este conselho e como seria útil, nos nossos dias e no CNE, que todos os que têm a responsabilidade na formação dos dirigentes, como tinha J. S. Wilson, o adotassem como orientação basilar para as suas linhas de ação na formação dos adultos.

Na parte I – «Modo de educar o rapaz», no primeiro capítulo, sob o título: “O Chefe-Escuta”, Baden-Powell tem a seguinte reflexão:

«Como palavra preliminar de consolação a futuros Chefes-Escutas gostaria de contraditar o errado conceito corrente de que, para ser Chefe-Escuta eficaz, o adulto precisa de ser um sábio – um sabe-tudo. Nada disso.
Tem de ser apenas um homem-rapaz, isto é:
1. Precisa de estar animado do espírito do rapaz; e precisa de ser capaz de se colocar ao nível dos rapazes, em primeiro lugar.
2. Precisa de compreender as necessidades, modos de ver e aspirações das diferentes idades da juventude.
3. Precisa de tratar mais com o rapaz individualmente do que com a massa.
4. Precisa de promover o espírito de corpo entre os seus rapazes, para alcançar melhores resultados.»

Também no terceiro capítulo, desta parte primeira: “O Escutismo”, depois de uma breve introdução, logo no primeiro ponto sob o título «O Escutismo é Simples», que adotamos para crónica, o fundador escreve: «A um estranho, o Escutismo, à primeira vista, há-de parecer coisa complicada, e há provavelmente muitos homens que desistem de se tornarem Chefes-Escutas devido ao número e variedade enorme de coisas que julga necessário saber para ensinar aos rapazes. Mas tal não é preciso, se se compreenderem os seguintes pontos:

1. A finalidade do Escutismo é perfeitamente simples.
2. O Chefe-Escuta incute no rapaz a ambição e o desejo de aprender por si, sugerindo-lhe atividades que lhe agradam e a que ele se dedica, até que, com a prática, as executa bem.
3. O Chefe-Escuta opera por intermédio dos Guias de Patrulha.»
De facto, ainda hoje, a Constituição Mundial do Escutismo, define a finalidade do escutismo da seguinte forma: «O Movimento escutista tem por finalidade contribuir para o desenvolvimento dos jovens ajudando-os a realizarem-se plenamente no que respeita às suas possibilidades físicas, intelectuais, afetivas, sociais e espirituais, quer como pessoas, quer como cidadãos responsáveis e quer, ainda, como membros das comunidades locais, nacionais e internacionais.»

Finalmente, o fundador em “Auxiliar do Chefe-Escuta” (p.48) alerta-nos para «o objetivo mais importante na formação do escuta – educar; não instruir, reparem bem, mas educar, isto é, levar o rapaz a aprender por si, espontaneamente, aquelas as coisas que contribuem para lhe formar o caráter».

Nota: sempre que se lê “rapaz” deve ler-se “rapariga e rapaz”.



quarta-feira, 11 de maio de 2022

Folhinha nº 762 de 9 a 22 de maio 2022

 Folhinha interparoquial nº 762 de 9 a 22 de maio 2022

Paróquias de:
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segunda-feira, 2 de maio de 2022

Folhinha interparoquial nº 761 de 2 a 8 de maio 2022

Folhinha interparoquial nº 761 de 2 a 8 de maio 2022

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Revisitando a VII Conferência do Escutismo Católico

por: Carlos Alberto Lopes Pereira

artigo publicado a 29 de abril 2022 no jornal diário "Correio do Minho"


Esta Conferência teve como tema «Escutismo e Apóstolado» e reuniu-se em Roma nos dias 7 e 8 de junho de 1952. A Conferência tinha dois grandes objetivos: por um lado, aprofundar a utilização dos princípios de educação escutista na formação e desenvolvimento da fé de crianças e jovens à luz das novas linhas de ação da Igreja daqueles tempos. Por outro lado, aprofundar o conhecimento e as práticas entre os dirigentes católicos de outros cantos do mundo. De modo a estabelecer uma rede do Escutismo Católico no mundo, para desenvolvimento de linhas de ação entre as diversas associações inspiradas pela vivência do catolicismo.

Como a reunião se realizou em Roma e o Papa Pio XII dirigiu aos participantes nos seguinte termos:

«Escolhestes Roma, queridos filhos, para local da reunião da Conferência Internacional do Escutismo Católico e é a primeira vez que os vossos dirigentes nacionais se reúnem na cidade eterna. (...) Todos sabemos, na verdade, que desde o princípio a religião ocupou no movimento o primeiro lugar. Mas também tendes consciência de quanto o catolicismo traz de força e precisão à obra educadora a que vos consagrais. Para vós não se trata unicamente de formar cidadãos melhores, mais ativos, mais dedicados ao bem comum da cidade temporal, também é preciso melhores filhos da Igreja. Ora, na Igreja católica, a missão apostólica passa da hierarquia aos fiéis e nos nossos dias todos os fiéis são chamados a colaborar neste apostolado nos meios em que vivem.

Os rapazes, para sermos exatos, não estão em idade de fazer apostolado organizado, mas devem ser preparados para isso.

A experiência de cerca de trinta anos demonstrou largamente o valor formativo do Escutismo. Quantas belas figuras de grandes cristãos, de heróis e de chefes, quantas vocações religiosas e sacerdotais nasceram nas suas unidades. Contudo, atentos a combater os possíveis desvios, revistes continuamente os métodos e recordastes os princípios. Se o escuteiro ama a natureza, não é simplesmente para nela gozar o espaço, o ar puro, o silêncio, a beleza da paisagem; nela toma gosto pela simplicidade, por uma rudeza sã em oposição à vida artificial das cidades e à escravização da sociedade mecanizada, não é para fugir à obrigações da vida civil. Se cultiva boas amizades num grupo escolhido não para recusar os contactos e os serviços. Muito pelo contrário. Nada estaria mais longe do seu ideal. Se gosta das realidades concretas, também não é por desprezo pelas ideias e pelos livros. Tem a preocupação de uma cultura completa e harmoniosa em relação às suas capacidades e necessidades atuais. Para atingir esse fim, a Promessa de cumprir a Lei com a graça de Deus é uma poderosa alavanca que eleva a juventude acima de fraquezas e tentações. Com base nos fundamentos da lei natural, a Lei escutista pela educação do esforço, pela prática quotidiana de voluntárias boas ações, apela para a retidão e para a felicidade por que os jovens tanto anseiam e procuram cultivar aceitando de boa vontade a ajuda de outrem. Fá-los adquirir o horror da fraude, da mentira, da dissimilação.

Os jovens, porque sentem crescer as suas forças, são naturalmente generosos; querem lutar, medir-se com as dificuldades; experimentam a necessidade de dar, de se darem, de ultrapassarem e encontrem na prática da vida ao ar livre e no exercício da habilidade manual um alimento adaptado à sua idade. A pureza, favorecida por este clima moral, é-lhes assim claramente definida e dá à sua energia a reserva e a delicadeza cristãs.

Quem poderia negar a oportunidade de uma educação como esta numa civilização onde reinam o egoísmo, a desconfiança, a cobardia, o amor desenfreado pelo prazer? (...)
Mas esta formação deve ser aberta às realidades socias, naturais e sobrenaturais desde a idade mais jovem, por meio dos métodos concretos de observação e reflexão que lhes convêm. Devem aprender a viver na sociedade moderna e para isso devem ser prudentemente informados das suas estruturas, qualidades e defeitos. Devem preparar-se principalmente para no meio e comunidade paroquial exercerem a influência e assumirem a responsabilidades de que são capazes.

Numa palavra, a formação do caráter, que é a finalidade principal do Escutismo, deve ter uma orientação francamente social e apostólica- Deve preparar para servir o próximo nos contactos pessoais e ao mesmo tempo nas instituições civis e religiosas.»
A intervenção do Papa foi um pouco mais longa, mas aqui fica o essencial, que pela sua atualidade ainda pode ser muito útil ao Escutismo Católico e também ao Corpo Nacional de Escutas.



terça-feira, 26 de abril de 2022

Folhinha nº 760 de 25 de abril a 1 de maio 2022

Folhinha interparoquial nº 760 de 25 de abril a 1 de maio 2022

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:




sexta-feira, 22 de abril de 2022

Máscara deixa de ser obrigatória nas igrejas

A Conferência Episcopal Portuguesa actualizou esta tarde as orientações para o culto e actividades pastorais em pandemia, removendo a obrigação de utilizar a máscara – em linha com a decisão do Governo, que entrou em vigor esta sexta-feira.

O Secretariado Geral do órgão lembra, no entanto, que "a pandemia não acabou", pelo que continua a recomendar "cuidados acrescidos nos espaços fechados onde o devido arejamento nem sempre é possível".

Já as restantes orientações emitidas a 28 de Fevereiro mantém-se. 

A Comunhão deve continuar a ser ministrada apenas na mão dos fiéis e a saudação da paz continua a ser facultativa, através de “um sinal sem contacto físico”, como uma vénia ou inclinação.

As actividades pastorais nos espaços eclesiais, como a catequese e outras acções formativas, assim como peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, acampamentos e outras actividades semelhantes, seguem as regras previstas pelas autoridades competentes para situações educativas, sociais e culturais semelhantes”.

É ainda recomendado que a recolha da colecta seja feita no momento do Ofertório, que as pias de água benta continuem vazias, que se deve proceder aos cuidados de higiene e segurança na visita e comunhão aos doentes, e que, nos restantes sacramentos, sacramentais e exéquias cristãs se devem seguir as prescrições dos livros litúrgicos”.


Site da Diocese

Castro Galaico, Festival de Nogueiró 2022

 


Fraternidade Mundial Escutista

por: Carlos Alberto Lopes Pereira

artigo publicado a 15 de abril 2022 no jornal diário "Correio do Minho"


Se nos fizermos amigos dos nossos vizinhos estrangeiros e se essa amizade perdurar, não precisamos de lutar. E esse é incontestavelmente o melhor meio para impedir futuras guerras e de assegurar uma paz duradoura.
B.P., Escutismo para Rapazes (p.321)

A preocupação pela paz foi tomando, de forma gradativa em função das idades de cada Secção, cada vez mais importância neste movimento de educação não formal, pautado pelo método escutista como caminho para a autoeducação de crianças e jovens.


O conceito de Fraternidade Mundial Escutista, espaço onde se integram os escuteiros de todo o mundo, com a missão de serem «os embaixadores da amizade, que se dedicam a criar amigos e a abater barreiras erguidas pela cor, credo e classe social» e o fundador continua: «Aconselho-vos a que façais o que puderes neste campo, porque não tardareis a ser homens, e se surgirem desavenças entre quaisquer nações, é sobre vós que cairá o peso da responsabilidade.


As guerras ensinaram-nos que, se uma nação tentar impor a sua vontade às outras, estas reagem com violência. Uma série de Jamborees escutistas [acampamentos mundiais de escuteiros] e outras reuniões de escuteiros de muitas nações ensinaram-nos que, se praticarmos a tolerância mútua e dermos e recebermos de igual para igual, haverá compreensão.»


Este trecho do “Escutismo para Rapazes” (pp. 322 e 323), publicado em 1908, parece ter antecipado algumas das ideias-chave presentes na Evangelii Gaudium quando nos estimula a sairmos da nossa zona de conforto e a irmos ao encontro de todos. É um dinamismo “em saída” ao encontro dos irmãos, tendo como bússola, a Palavra do Senhor, o fogo do Amor, para ajudarmos a materializar o desígnio de Deus: «a fim de que todos sejam um» (Jo 17, 21). Tal como na Fratelli Tutti, onde o papa, bem ao jeito de São Francisco de Assis, nos pede para nos comprometermos com as irmãs e os irmãos de outras Igrejas, os fiéis de outras religiões e de todas as pessoas de boa vontade, constituindo a fraternidade universal com amor, sem exclusões, que tudo e todos devem abraçar. Assim se constrói a fraternidade universal onde todos e em todos os lugares se escuta com atenção, se aprende uns com os outros e se constroem decisões juntos.


Baden-Powell compara a nossa vida a um caminho, vincando que: «por caminho não quero significar um caminhar ao acaso, sem finalidade, mas antes um trajeto agradável com um objetivo definido, ao mesmo tempo que há consciência das dificuldades e perigos que podem deparar-se no percurso» e «A vida seria aborrecida se fosse toda de rosas; o sal tomado só é amargo; mas dá sabor agradável à comida. As dificuldades são o sal da vida.» (A Caminho do Triunfo, p17).


Desde os finais dos anos oitenta que o CNE optou pela presença do Homem Novo, inspirado em São Paulo, nessa fase só para os Caminheiros, mas com a revisão do programa educativo operada em 2009 este percurso do Homem Novo foi alargado a todas as Secções. Assim, o Lobito louva o Deus-Criador, descobrindo-O no que o rodeia, o Explorador aceita a Aliança que o conduz à descoberta da Terra Prometida, o Pioneiro assume o seu papel na construção da Igreja de Cristo e o Caminheiro vive cristãmente em todas as dimensões do seu ser.

A presente crónica ao ser publicada na Sexta-feira Santa, não podia deixar de abordar a problemática da educação para a paz, tão cara a Baden-Powell, e que constituiu a espinha dorsal do Projeto Educativo do CNE. Os tempos de hoje obrigam-nos, por imperativo de consciência a olharmos para Leste e a partilharmos a dor do povo ucraniano. Hoje, vítima de uma guerra injusta, como todas as guerras, onde o mais forte, leia-se detentor de maior arsenal militar, maltrata aqueles que se tinham preparado para viver em harmonia e paz.


Neste contexto, como fazem sentido as palavras do fundador na sua última mensagem: “Creio que Deus nos colocou neste mundo encantador para sermos felizes e apreciarmos a vida” e ainda: “Mas o melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros. Procurai deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrastes”. Como devem ser infelizes aqueles soldados e mercenários que invadiram a Ucrânia e muitíssimo mais ainda aquele que determinou a invasão deste país independente. Observando para esta situação só me ocorrem duas frases a primeira de Martin Luther King - “o que me preocupa não é o grito dos maus, mas sim o silêncio dos bons” e a segunda que foi uma súplica de Jesus, já no alto da cruz: “Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem”.



segunda-feira, 18 de abril de 2022

Folhinha nº 759 de 18 a 24 de abril 2022

Folhinha interparoquial nº 759 de 18 a 24 de abril 2022

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias: