quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Folhinha nº 686 de 12 a 18 de outubro de 2020

 Folhinha Interparoquial nº 686 de 12 a 18 de outubro de 2020

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo na Inscrição via e-mail, tel. ou no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento..








domingo, 11 de outubro de 2020

Quem é esse menino que em tão pouco tempo conquistou o coração dos Católicos no mundo todo?

 Quem é esse menino que em tão pouco tempo conquistou o coração dos Católicos no mundo todo?



Carlo Acutis, filho de Andrea Acutis e Antonia Salzano, nasceu em Londres, Inglaterra, no dia 3 de maio de 1991. No período em que nasceu, seus pais estavam na Inglaterra a negócios, e voltaram para Milão, Itália, em setembro do mesmo ano. A Itália então foi sua casa durante toda a sua vida.
Na sua infância, Carlo foi um menino simples, com hábitos semelhantes aos jovens de sua idade. Ele amava estudar, jogar futebol, andar de bicicleta, gostava sempre de estar com os seus amigos e era muito habilidoso em tecnologia da informação, a qual ele utilizou muito bem para evangelização.
A família de Carlo não frequentava a Igreja, porém, aos cuidados de uma babá polonesa, uma católica muito devota de São João Paulo II, o jovem menino pode conhecer Jesus e as maravilhas da Santa Igreja Católica. Foi então que, pouco a pouco a família toda retornou à Igreja.
Com a idade de sete anos, Carlo desejou receber o Sacramento da Primeira Comunhão. Após interrogar o menino precoce, Monsenhor Pasquale Macchi garantiu sua maturidade e seu nível de formação cristã, e concedeu então a permissão. Assim, em 16 de junho de 1998, Carlo recebeu a Primeira Eucaristia em silêncio no mosteiro de Bernaga.
Depois que recebeu a sua primeira comunhão, Carlo passou a frequentar a Santa Missa diariamente. Procurou sempre, antes ou depois da celebração eucarística, fazer um momento de adoração diante do Santíssimo Sacramento. Ele também rezava o Santo Rosário todos os dias e sempre teve a Virgem Maria como sua grande confidente.
Com sua bicicleta e um terço na mão, Carlo parava nas portarias dos prédios para falar com os porteiros sobre Deus. Havia empregado na casa dos Acutis, de religião hindu, que acompanhava Carlo com frequência até a missa. Um dia, conversando com esse rapaz sobre a Eucaristia, Carlo o convenceu de receber o batismo, para assim poder receber tão grande dom. O rapaz se converteu, foi batizado e hoje é católico.
Carlo viveu no começo da explosão da internet e soube usar do novo instrumento para evangelizar, razão pela qual muitos já o chamam de Padroeiro da Internet. Aos 11 anos, já começou a criar sites sobre os milagres eucarísticos, sobre as aparições de Nossa Senhora e sobre outros temas da fé católica. As páginas podem ser vistas nos seguintes endereços: http://www.carloacutis.com/pt/association/ e http://www.miracolieucaristici.org/pr/Liste/list.html
Para alimentar de conteúdo as páginas, Carlo viajou o mundo todo para ver de perto sobre o que escrevia. Seus sites tornaram-se mostras em museus do mundo todo, que continuam a ser expostas até os dias de hoje. Soube realmente usar da internet para o bem. Nas pesquisas feitas após a sua morte, não se descobriu em seu computador nenhum acesso de site impuro ou que tangencie a impureza.
Carlo Fez vídeos explicando verdades da fé. Um deles, que pode ser visto no Youtube, explica o mistério da Transubstanciação, quando o pão e o vinho transformam-se em Cristo verdadeiramente. Essa fé na Eucaristia era um dos sustentáculos de sua vida espiritual.
Carlo acreditava tanto que Jesus está nos sacrários das igrejas, que um dia recusou uma viagem proposta por seu pai para a Terra Santa, dizendo que preferia ficar em Milão, pois nessa cidade há mais sacrários em que se pode encontrar o Cristo Vivo, enquanto que em Jerusalém há poucos sacrários. Afirmou: “Por que vou ao lugar por onde Cristo andou há dois mil anos quando posso visitá-Lo vivo no sacrário?”. Carlo não tinha aversão a viagens, mas sempre procurava o sacrário por onde ia.
O lugar favorito de Carlo era Assis, onde respirava a tão amada e desejada espiritualidade Franciscana. Assim como São Francisco, Carlo também tinha a grande virtude da caridade. Ele tinha o hábito de juntar as ajudas semanais que lhe eram dadas pela família, para entregá-las aos necessitados da Obra de São Francisco em Milão.
Ao fim de sua vida, confidenciou ao seu diretor espiritual, que o visitava todos os meses, que já conseguia ficar diante do sacrário sem nenhuma dispersão ou distração. Tal oração, chamada de recolhimento, é própria dos santos.
Há algumas pessoas que são como flores belas num jardim. O jardineiro não consegue resistir de colhê-las a partir do momento que florescem. O jardineiro, que é Cristo, quis para Si o menino Carlo, não o deixando muito nesta vida.
Um dia, uma gripe forte atacou Carlo, quando ele tinha apenas 15 anos. A princípio, os médicos desconfiavam que se tratasse de caxumba. Mas, depois de exames, diagnosticou-se leucemia, e do tipo mais grave. Quando descobriu o diagnóstico, Carlo, com grande serenidade, disse: “Deus acaba de programar o alarme”. Pressentindo a sua morte, quando entrou no hospital para internação, Carlo afirmou à sua mãe: “Daqui, eu não saio mais”.
Apenas quatro dias depois, em 12 de outubro de 2006, Carlo entregou a sua alma a Deus. Nos seus últimos momentos, Carlo viveu extraordinariamente esse curto período de internação, sem nunca esmorecer ou perder a esperança. Seus pais são testemunhas de que ele ofereceu todos os seus sofrimentos decorrentes da doença ao “Papa e à Igreja”. Assim ele disse no leito de morte: “Ofereço todo o sofrimento que terei que sofrer pelo Senhor, pelo Papa e pela Igreja”.
O Funeral ocorreu em Milão, com a Igreja lotada, porém, Carlo foi enterrado em Assis, devido a um desejo que havia expressado anos antes à mãe, que tinha um jazigo na cidade.
A sua fama de santidade se espalhou tão rapidamente que, em tão pouco tempo, já temos o nosso querido Carlo declarado bem-aventurado!
Fonte: ROMERITO JOSÉ STINGUEL

A Constituição do Escutismo Mundial

A Constituição do Escutismo Mundial

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 9 de outubro 2020 no jornal diário "Correio do Minho"


Baden-Powell criou o Escutismo, no ano de 1907, em Inglaterra, mas a sua expansão foi fulminante, espalhando-se por todos os continentes. Em julho de 1922, representantes das associações escutistas, tendo em vista a coordenação do Movimento escutista em todo o mundo, reuniram-se em Paris e criaram a Conferência Internacional do Escutismo assistida por uma Comissão Executiva e um Secretariado.

Foi aprovada uma Constituição para reger a Organização Mundial do Movimento escutista dentro de um espírito de cooperação, de amizade e de fraternidade mundiais. A Constituição em vigor foi revista pela 41ª Conferência Mundial que decorreu nos dias 14 a 18 de agosto de 2017, em Baku, no Azerbaijão, tendo a alteração mais significativa incidido sobre o artigo III – Método Escutista.

O primeiro capítulo da constituição define o “Movimento escutista”, sendo o seu conteúdo vertido nos estatutos das organizações nacionais que queiram integrar o Movimento Escutista, é mesmo a condição sine qua non para que tal possa ser possível.

O artigo primeiro define: «1. O Movimento escutista é um movimento educativo para os jovens, baseado no voluntariado; é um movimento de carácter não político, aberto a todos sem distinção de origem, de raça ou de credo, em conformidade com as finalidades, princípios e método tal como concebidos pelo Fundador e abaixo formulados.» e estabelece a sua finalidade: «2. O Movimento escutista tem por finalidade contribuir para o desenvolvimento dos jovens ajudando-os a realizarem-se plenamente no que respeita às suas possibilidades físicas, intelectuais, sociais e espirituais, quer como pessoas, quer como cidadãos responsáveis e quer, ainda, como membros das comunidades locais, nacionais e internacionais.»

Já o artigo segundo estabelece, em três pontos, os princípios do escutismo – Princípios, Adesão a uma Promessa e uma Lei e O Emblema do Escutismo Mundial:

1. Princípios

«• Dever para com Deus.

- A adesão a princípios espirituais, a fidelidade à Religião que exprime esses princípios e a aceitação dos deveres que dela decorrem.

• Dever para com os outros.

- A lealdade para com o seu país, na perspetiva da promoção da paz, da compreensão e da cooperação a nível local, nacional e internacional.

- A participação no desenvolvimento da sociedade no respeito da dignidade humana e da integridade da natureza.

• Dever para consigo mesmo.

- A responsabilidade do seu próprio desenvolvimento.»

2. Adesão a uma Promessa e uma Lei

«Todos os membros do Movimento escutista devem aderir a uma Promessa e uma Lei que espelhem, em linguagem apropriada à cultura e à civilização de cada Organização Escutista Nacional e aprovadas pela Organização Mundial, o Dever para com Deus, o Dever para com os outros e o Dever para consigo mesmo, e inspiradas na Promessa e na Lei concebidas, na origem, pelo Fundador do Movimento Escutista» (...) [1]

3. O Emblema do Escutismo Mundial

«O Emblema do Escutismo Mundial é o símbolo de pertença ao Movimento Escutista. É constituído por uma flor de lis branca estilizada, envolvida por uma corada mesma cor disposta em círculo e unida na sua parte inferior por um nó direito, o conjunto sobre fundo púrpura, e constitui um elemento essências da identidade de marca do Movimento escutista.»

Finalmente, o terceiro artigo remete-nos para o método escutista que define como sendo: «um sistema da autoeducação progressiva baseado sobre a interação dos seguintes elementos: a Promessa e a Lei escutistas, o aprender fazendo, a progressão pessoal, o sistema de equipas, o suporte dos adultos, o quadro simbólico, a natureza e o envolvimento na comunidade.

O método escutista pratica-se criando uma experiência educativa, significativa para os jovens. Deve ser aplicado de forma coerente com a finalidade e os princípios do Movimento escutista. É igualmente descrito numa política específica adaptada e revista de tempos a tempos pela Conferência Mundial do Escutismo.»

Assim, a jeito de conclusão dir-se-á que o Escutismo pode prosseguir a sua ação, mesmo em tempos de pandemia, bastando agir como qualquer cidadão consciente, seguindo as regras emanadas pelas autoridades competente e não esquecendo que só poderemos ser úteis aos outros se nós próprios estivermos bem.



[1] Não se transcreve a Promessa nem a Lei do Escuta, uma vez que já lhes dedicámos várias crónicas (CM: em 2012: 10.fev; em 2015: 09 e 23.out, 20.nov, 04 e 18.dez; em 2016: 15.jan, 26.fev)


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terça-feira, 6 de outubro de 2020

Folhinha nº 685 de 6 a 11 de outubro de 2020

Folhinha Interparoquial nº 685 de 6 a 11 de outubro de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Desmascarar o Acolhimento (Direto)


Formação destinada às equipas de acolhimento – um papel que ganhou relevo nas comunidades cristãs no contexto actual. 
https://youtu.be/Jr_nhTBDJGk

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Folhinha nº 684 de 28 de setembro a 4 outubro de 2020

Folhinha Interparoquial nº 684 de 28 de setembro a 4 outubro de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Construir o Plano de Atividades em Tempo de Pandemia

Construir o Plano de Atividades em Tempo de Pandemia

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 25 de setembro 2020 no jornal diário "Correio do Minho"


Na semana passada referi o desafio resultante da alteração de parte das equipas de 4 Núcleos, da Junta Regional e do Conselho Fiscal e Jurisdicional Regional, neste último órgão foi uma recondução da mesma equipa, na Região de Braga, por força do calendário eleitoral.

Hoje, queria dar-vos nota de um outro desafio que, nos meses de setembro e outubro, todos os agrupamentos enfrentam: a construção do plano de atividades e respetivo orçamento, para o ano escutista de 2020/2021.

Com o ano escutista que terminou percebemos que, a final, os fatores externos, em determinadas circunstâncias, são demasiado poderosos por forma a destruírem o planeamento, cuidadosamente elaborado. A pandemia obrigou-nos a congelar, para ser simpático, todos os planos que tínhamos, praticamente em 2020. Alguns de nós, percebemos então a verdadeira dimensão de um pensamento de Albert Einstein: «a palavra ''progresso'' não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes» e percebemos que, no Escutismo Católico, muito mais importante que o caminho – o “progresso” é a missão – a “felicidade de crianças e jovens”.

O plano de atividades para o novo ano escutista será indelevelmente marcado pela pandemia, e elaborado sob o seu efeito devastador, sem sabermos qual será a sua evolução, na esperança que a “milagrosa” vacina seja aprovada pelas autoridades competentes, colocada no mercado e distribuída universalmente. É, por assim dizer, um salto “sem paraquedas” e, também nós, ficamos inquietos e, quando não, paralisados.

Como hoje estou grato a Blaise Pascal pelas suas palavras que, quando as li pela primeira vez, me pareceram muito duras, para ser educado, mas que hoje compreendo o seu verdadeiro alcance: «Cristo morreu de braços abertos, para que nós não vivamos de braços cruzados».

O CNE adotou, no plano trienal de atividades, o jovem Carlo Acutis como figura e exemplo de vida de 2020/2021. Nasceu em Londres em 1991 e viveu em Milão, falecendo em 2006, em Monza, vítima de uma leucemia fulminante. Carlo foi declarado venerável da igreja, no verão de 2018.

Na sua curta vida, de 15 anos, demonstrou uma grande abertura aos outros, sobretudo aos mais necessitados, sem nenhuma distinção de raça ou religião e sempre foi um jovem normal, com hábitos semelhantes aos dos seus pares, gostava de estudar, jogar futebol, estar com os outros e das tecnologias da informação (cfr. https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2019-08/veneravel-carlo-acutis.html). A Carlo Acutis, estão associadas: o “computador” - enquanto símbolo, a palavra-chave - “ser” e o pensamento – “preferir o original à fotocópia”.

Por sua vez, a arquidiocese de Braga definiu o plano pastoral para o triénio 2020/2023, sob o lema Uma Igreja Sinodal e Samaritana, sendo, neste primeiro ano marcado pelo lema - Onde há amor há um olhar e pela frase extraída do Evangelho de Lucas (10, 33) - «Chegou ao pé dele e vendo-o, encheu-se de compaixão».

Assim sendo, este ano teremos de nos focar, de um modo muito especial, na visão que temos da nossa ação de educadores e na missão do escutismo, na igreja e na sociedade, nos tempos pandémicos instáveis que vivemos.

As atividades são só os instrumentos previsionais que nos propomos realizar e, como tal, não são a essência dos planos. A essência é o crescimento em idade, sabedoria e graça das crianças e jovens, os destinatários centrais da nossa ação de educadores.

Neste sentido, as atividades a incluir no plano deverão ter uma geometria variável para se adequarem à realidade temporal, em constante mutação, evitando, deste modo, a desilusão resultante da sua não realização. Recordemos as palavras de John P. Kotter (Gerir a Mudança) «nas transformações falhadas, frequentemente encontra-se uma abundância de planos, diretivas e programas, mas não se encontra uma visão».

Nas visões dos planos do CNE e da arquidiocese de Braga temos presente a centralidade do outro para quem olhamos com amor, que ajudamos desinteressadamente e com quem compartilhamos. Ao vertê-las para os nossos planos estamos a valorizar o “outro”, levando-o à “felicidade” e contribuindo para “um mundo melhor”. Nos momentos de maiores dificuldades tenhamos presentes as palavras de Alexandre Herculano: «É erro vulgar confundir o desejar com o querer. O desejo mede os obstáculos; a vontade vence-os».


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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Pedido de Ajuda - Almas Solidárias


Com o covid-19 chegaram: o afastamento social, o uso obrigatório de máscara, as dificuldades económicas e de um modo geral a incerteza do amanhã.

A nós chegaram-nos também pedidos de ajuda! Pedidos que chegam de quem passa atualmente dificuldades. Pedidos de ajuda esses que não afeta só a população de risco, vêm dos mais novos, aos mais velhos, dos que têm saúde para dar e vender aos mais frágeis e debilitados.
Estas dificuldades não se ultrapassam ou evitam, infelizmente, com etiqueta respiratória, desinfecção das mãos e uso de máscara. Resolvem-se com bens essências, comida!!
Até agora, recebemos pedidos de ajuda de crianças, jovens, adultos e idosos, que começam a aprender uma nova realidade que ninguém deveria aprender - a de restringir alimentos e reduzir refeições.

Recebemos contributos muitos importantes (Obrigada!!), recolhemos, organizamos e distribuímos cabazes com alimentos e outros bens (roupas, produtos de higiene, fraldas, brinquedos). Mas da mesma forma que a pandemia não deu tréguas, as dificuldades também não.

Continuamos a aceitar a doação de bens alimentares para ajudarmos estas famílias.
Agradecemos a todos os que nos ajudaram até aqui, mas este caminho ainda não terminou, ajudar continua a ser necessário.
Se quiserem contribuir, entrem em contacto connosco. Se for necessário nós recolhemos.

Neste momento, as nossas principais necessidades são - arroz, massa, óleo, azeite, conservas e leite....

"Almas Solidárias"
 

Folhinha nº 683 de 21 a 27 de setembro de 2020

Folhinha Interparoquial nº 683 de 21 a 27 de setembro de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


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terça-feira, 15 de setembro de 2020

Folhinha nº 682 de 14 a 20 de setembro de 2020

Folhinha Interparoquial nº 682 de 14 a 20 de setembro de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


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sábado, 12 de setembro de 2020

Um Início Desafiante para o Novo Ano Escutista



Um Início Desafiante para o Novo Ano Escutista

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 11 de setembro 2020 no jornal diário "Correio do Minho"


O Corpo Nacional de Escutas inicia este mês de setembro o seu ano escutista, coincidente, mais coisa menos coisa, com o ano escolar. Na região de Braga, área territorial correspondente à arquidiocese de Braga, este início vai ser marcado pela eleição dos órgãos regionais, a junta regional de Braga (JRB) e o conselho fiscal e jurisdicional de Braga (CFJRB), para o próximo triénio – 2020/2023. Assim, dia 12 de setembro, entre as 10,00 e as 16,00 horas, 3.824 eleitores (sendo 1.360 jovens caminheiros, dos 18 aos 22 anos, e 2.464dirigentes) serão chamados a elegerem, ou não, estes órgãos regionais.

Também em quatro dos nove núcleos da região serão escrutinadas as respetivas juntas de núcleo (assim se designam os órgãos executivos dos núcleos):

·         Núcleo de Guimarães – que inclui os concelhos de Guimarães e de Vizela;

·         Núcleo do Cego do Maio – que inclui os concelhos da Póvoa de Varzim, Esposende e parte do de Vila do Conde;

·         Núcleo de Vieira do Minho – que inclui os concelhos de Vieira do Minho e parte do de Terras de Bouro;

·         Núcleo de Braga inclui os concelhos de Braga, Amares e parte do de Terras de Bouro.

Desta forma, este fim de semana, cerca de 50% das estruturas intermédias da região de Braga sofrerão esta escolha democrática, tão fundamental para garantir a evolução permanente do movimento, para reagir às novas aspirações e anseios das crianças e jovens do próximo triénio. É a oportunidade para a renovação sempre necessária, mas sem complexos, para a construção de novas abordagens e perspetivas, não perdendo o enfoque no essencial: os lobitos, os exploradores, os pioneiros e os caminheiros - eles são a razão de ser do escutismo!

Aos novos candidatos e aos que vão repetir o mandato, desejamos as maiores felicidades no desempenho das missões que se propõem abraçar, na certeza de que eles já são credores do nosso reconhecimento e, certamente no final do triénio, o CNE terá ainda mais razões para lhes agradecer os resultados obtidos.

Aos dirigentes que terminam estes seus trabalhos, eles partem com a convicção do dever cumprido, de terem, com a sua ação, contribuído para a construção de um mundo melhor, pelo que lhes é merecido o justo agradecimento pelos serviços prestados ao escutismo, ao país e à igreja. Sim, porque ajudar crianças e jovens a crescerem em idade, sabedoria e graça, é permitir que sejam verdadeiros agentes cidadania, solidariamente ativo e agindo à luz da fé que professam.

Aos eleitores – caminheiros e dirigentes – é pedido que façam escolhas sérias e conscientes, que se assumam como verdadeiros exemplos de cidadania e não abdiquem do exercício de votar, pois, no escutismo eles são, cada um à sua maneira, exemplos vivos para os mais novos, e todos sabemos a importância que o “exemplo” tem na educação, em geral, e no escutismo, em particular.

A Junta Regional e o Conselho Fiscal e Jurisdicional Regional, tomarão posse no próximo dia 27 de setembro, na Póvoa de Lanhoso, durante uma das atividades mais marcantes da região de Braga: a Abertura Regional do Ano Escutista.

Lá, nas terras da lendária Maria da Fonte, esperam-se tempos de reação e de mudança. De reação à pandemia que nos oprime os movimentos e a ação, mas também a liberdade do “fazer” e do “ser”, e, tal como este mito vivo da nossa História, mudança porque estas terras também tiveram um papel importante na criação de Portugal, queremos comprometemo-nos numa mudança consciente de luta sem tréguas, mas sem desguarnecer as defesas de cada um e de todos os outros. Claro que também nós sabemos que uma “guerra” não se ganha pelo número dos combatentes que tombam em combate, mas pelo número de soldados que se conservam vivos.

Votos para que sejam soldados de paz e que vivam para que os outros também possam viver cada vez melhor.


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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Folhinha nº 681 de 7 a 13 de setembro de 2020

Folhinha Interparoquial nº 681 de 7 a 13 de setembro de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Falecimento da D. Deolinda Ferreira Fernandes

 A Direção do Agrupamento de Escuteiros nº 810 Nogueiró, do Corpo Nacional de Escutas, cumpre o doloroso dever de informar o falecimento da D. Deolinda Ferreira Fernandes (1963/2020), mãe da Ex- Pioneira Marta Coelho, cunhada dos Dirigentes Alberto e Márcia Coelho, e tia dos escuteiros Elsa e Diogo Coelho mais informa que o corpo se encontra em câmara ardente na Capela Mortuária de Nogueiró no final da tarde de hoje dia 24.
O funeral, com missa de corpo presente, realiza-se amanhã terça-feira, dia 25 de agosto de 2020 ás 17h na Igreja Paroquial de Nogueiró.
A direção do agrupamento envia à Marta e a toda a família, sentidas condolências. Que o Chefe Divino acolha a D. Deolinda no acampamento eterno, descanse em paz.




segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Folhinha nº 680 de 17 de agosto a 6 de setembro de 2020

Folhinha Interparoquial nº 680 de 17 de agosto a 6 setembro de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
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MARCEL CALLO - O PRIMEIRO SANTO ESCUTEIRO

 UM JOVEM DA JOC - O PRIMEIRO SANTO ESCOTEIRO por: D. Antonino Dias


Marcel Callo é mais um dos jovens citados no documento conclusivo do Sínodo que o Papa Francisco dirigiu aos jovens. Marcel foi alguém que se deu generosamente para deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrou. Nasceu em Rennes, França, a 6 de Dezembro de 1921, numa família católica de nove filhos. Foi acólito, ingressou no Escotismo. Este marcou para sempre a sua formação cristã. Por conselho do seu Assistente religioso, entrou na Juventude Operária Católica, na JOC. Aos 12 anos, tornou-se aprendiz numa gráfica, ficou a trabalhar como tipógrafo. Ajudado pelo grupo e fortalecido pela oração, pela dinâmica sacramental e por uma ação apostólica concebida segundo a metodologia daqueles Movimentos, testemunhou a sua fé no mundo do trabalho, permaneceu fiel à promessa de escoteiro, sabia orientar os azimutes do percurso existencial, a bússola dos ideais jamais o deixou perder o norte. Tinha a consciência de que é na Igreja que nos tornamos cristãos, é com a Igreja que poderemos ajudar a construir uma sociedade intelectualmente mais habitável. Amando a vida e gostando de viver, lutava contra as solicitações menos saudáveis, contra tudo quanto o pudesse tornar menos livre, tendo em Jesus o seu primeiro e grande Amigo a cuja amizade procurava corresponder. Por isso, apesar do sofrimento e das contrariedades que teve de suportar, viveu feliz, de bem com a vida, sabia em quem confiava, tudo fazia para que os outros pudessem fazer a experiência dessa amizade com Jesus. Até, na Quaresma, ia de porta em porta, com outros elementos da JOC, a convidar as pessoas para que celebrassem convenientemente a Páscoa de Jesus, a festa por excelência dos cristãos. Certo dia, a mãe perguntou-lhe se ele não teria vocação para o sacerdócio, como seu irmão mais velho. Ele respondeu: "Não me sinto chamado ao sacerdócio. Eu acho que faço mais coisas boas ao permanecer no mundo". Aos vinte anos apaixonou-se por uma jovem, fazendo do seu namoro um verdadeiro itinerário de fé. Rezavam juntos, participavam juntos na Eucaristia, respeitavam-se mutuamente, tencionavam casar-se no mesmo dia em que o seu irmão seria ordenado sacerdote.


Com o armistício de 1940, com a ocupação da França pela Alemanha nazi, Marcel foi inscrito no serviço de trabalho obrigatório. Se havia quem não estivesse de acordo e escolhesse a resistência, Marcel foi para a Alemanha: “Eu vou como missionário, para ajudar os outros a resistir”. Não esqueceu a sua cruz da promessa de escoteiro e o seu emblema da JOC. Associou-se a alguns amigos e ofereceram-se como 'missionários de estação de comboios', onde ajudaram muita gente a escapar para os territórios não ocupados. Não demorou em procurar uma comunidade cristã, onde pudesse participar na Eucaristia - a sua maior alegria!, ele mesmo se fez eucaristia!. Aí, traduzia em francês para os seus compatriotas, participava e organizava grupos de ação diversa em prol da comunidade, desde o futebol ao teatro, da liturgia aos doentes e necessitados.


Numa fábrica de armamento, na Alemanha, onde eram forçados a trabalhar onze horas por dia, com fome, frio e desconforto de toda a espécie, mesmo aí, Marcel encontrou espaço para agir. Sem se deixar abater, meteu mãos à obra, descobriu outros elementos da JOC e dos escoteiros, organizou grupos de ação. Procurou e encontrou, entre os deportados, um padre para celebrar a Eucaristia e confessar quem o desejasse. Sem receio, convida outros a participar nos atos religiosos, levando muitos à conversão, pela palavra e pelo testemunho. Em qualquer lugar que se encontrasse e fossem quais fossem as circunstâncias, Marcel mantinha sempre vivo o entusiasmo, a fé, a esperança e o amor a todos. A todos procura apaixonar por Jesus Cristo à boa maneira dos cristãos da primeira hora, sem nada que o fizesse desanimar. Todos os dias procurava novas formas de testemunhar Jesus e ajudar os outros. Assobiando a divisa dos escoteiros ou da JOC, esse era o sinal para que todos fizessem, cada um para si, uma pequena oração. Esta intensa atividade de Marcel caiu sob suspeita, até a correspondência com a sua noiva lhe era intercetada. Em 19 de Abril de 1944, com os seus amigos de luta, acabou por ser preso pela Gestapo, por ser "muito católico" e ativo. Da prisão, escreveu a seu irmão, recentemente ordenado sacerdote, dizendo-lhe: “Felizmente, há um amigo que não me deixa um momento e que sabe como me apoiar e me consolar. Com ele, os momentos mais dolorosos e perturbadores são superados. Nunca vou agradecer a Cristo o suficiente por me indicar o caminho que eu agora sigo”.


A 7 de outubro, um grupo de pessoas foi enviado para o campo de extermínio de Mauthausen, Marcel, passando pelo campo de Flossenbuerg, também. Esteve no subcampo de Gusen II, onde se construíam partes de aviões de combate em instalações subterrâneas. As péssimas condições destes lugares aliadas à brutalidade, à subnutrição e aos forçados trabalhos, trabalhos dificílimos pelo frio e a humidade, tornavam os prisioneiros presa fácil de gangrenas, diarreias, úlceras, tuberculose... Marcel adoeceu com tuberculose, em Janeiro de 1945. Na enfermaria, amontoavam-se aos cinco por cama. No último dia, Marcel caiu nas latrinas, regressou à enfermaria. Quem o levou nos braços testemunhou a expressão de felicidade do seu olhar moribundo. Tinha a aparência de um santo, um olhar de amigo sereno, um suave sorriso que a todos impressionava. Faleceu a 19 de março de 1945, com vinte e três anos de idade. Assumindo heroicamente a pesada cruz de cada dia, o seu testemunho de vida e a sua dedicação aos outros foram reconhecidas não só pelos cristãos da Alemanha, mas também pelos Bispos da Alemanha e Áustria.


Foi beatificado por São João Paulo II a 4 de Outubro de 1987. Foi o primeiro escoteiro no mundo a ser beatificado. Celebra-se a 19 de Abril. No processo de beatificação de Marcel, um prisioneiro que se converteu depois da guerra, declarou: "Se eu, não-crente, vi milhares de prisioneiros morrerem, e era atingido pelo olhar de Marcel, é porque havia algo extraordinário sobre ele: para mim era uma revelação: o seu olhar expressava uma profunda convicção que levava à felicidade. Era um ato de fé e esperança para uma vida melhor. Eu nunca vi em nenhum moribundo, e já vi milhares deles, um olhar como o dele: pela primeira vez diante de um deportado, vi uma marca que não era apenas o desespero".


Marcel, se nos lembra o horror dos campos de extermínio, faz-nos ter saudades daqueles Movimentos Apostólicos que apostavam fortemente na formação humana e cristã dos seus membros, que os preparavam para o compromisso eclesial e social, vivendo habitados por Cristo. Preparados e estimulados a meterem mãos à obra na transformação da sociedade, a todos ajudavam, a todos incentivavam ao bem, sem medo, com a valentia do Espírito.


Quanto bem podem fazer os Movimentos eclesiais se forem levados a sério!...


A determinação deste jovem leigo, se nasceu no seio duma família cristã, fortaleceu-se naqueles Movimentos que escolheu para se integrar e crescer, onde a formação era, de facto, uma prioridade para depois se atuar nos ambientes sociais e laborais. O seu testemunho interpela-nos, faz-nos pequeninos, envergonha-nos. Como refere o Papa Francisco, “muitos santos jovens têm feito brilhar os traços de idade juvenil em toda a sua beleza e, na sua época, foram verdadeiros profetas da mudança; o seu exemplo mostra de que são capazes os jovens quando se abrem ao encontro com Cristo” (CV49).


Antonino Dias

Portalegre-Castelo Branco, 14-08-2020

 

domingo, 9 de agosto de 2020

Folhinha nº 679 de 10 a 16 de agosto de 2020

Folhinha Interparoquial nº 679 de 10 a 16 de agosto de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo na Inscrição via e-mail, tel. ou no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento..