segunda-feira, 10 de maio de 2021

Folhinha nº 712 de 10 a 16 de maio de 2021

Folhinha Interparoquial nº 712 de 10 a 16 de maio de 2021

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo na Inscrição via e-mail, tel. ou no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento..





sábado, 8 de maio de 2021

O Acampamento do Centenário do CNE

“O Acampamento do Centenário do CNE”

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 7 de maio 2021 no jornal diário "Correio do Minho"


O Escutismo Católico Português prepara-se para comemorar o seu centenário no dia 27 de maio de 2023, inicialmente, estava previsto que as festividades atingissem o seu ponto mais alto, no verão de 2023, com a realização do XXIV Acampamento Nacional. Com o surgimento da pandemia, nos inícios de 2020, o Vaticano publicou um comunicado, no dia 20 de abril de 2020, onde anunciava que a Jornada Mundial da Juventude de Lisboa, prevista para junho de 2022, seria adiada para o mês de agosto de 2023, «devido à atual situação de saúde e suas consequências no movimento e agregação de jovens e famílias, o Santo Padre, juntamente com o Dicastério para Leigos, Família e Vida, decidiu adiar (...) a próxima Jornada Mundial da Juventude».

Este facto levou a Junta Central do CNE a reequacionar o calendário e a estratégia para as comemorações do centenário do movimento, de forma harmonizar a possibilidade dos jovens escuteiros poderem participar nos dois eventos, sem quaisquer restrições.

Assim, inverteu a lógia da primeira estratégia, antecipando a data de realização do Acampamento Nacional (AcaNac) para o verão de 2022, com ele abrindo as comemorações do centenário que passaram a ter como epílogo a Jornada Mundial da Juventude. O Escutismo Católico Português, tendo bem presente que a JMJ é o maior evento mundial realizado pela Igreja, não quis privar os jovens escuteiros da oportunidade de participarem neste evento único nas suas vidas de jovens ou de jovens adultos, mas também não se esqueceu da necessidade de voluntários que este evento acarreta para dar vida à organização do evento e quis responder com o seu lema «Sempre Alerta para Servir». A equipa nacional do CNE está a preparar um jogo que una estes dois pontos fortes das comemorações do nosso primeiro centenário.

Recordemos que o Acampamento Nacional reúne, milhares de crianças, jovens e adultos durante uma semana, em quatro campos, um para cada uma das 4 Secções: o da Alcateia - Lobitos dos 6 aos 10 anos, o da Expedição - Exploradores dos 10 aos 14 anos, o da Comunidade – Pioneiros dos 14 aos 18 anos e o do Clã – Caminheiros dos 18 aos 22 anos. Juntos num mesmo espaço onde desenvolvem atividades por Secção e algumas outras destinadas às quatro Secções em simultâneo. Há um tema comum a todo o acampamento que cada uma das Secções desenvolve em função da faixa etária dos seus elementos.

Telegraficamente, lancemos um olhar sobre os três últimos, que se realizaram no mesmo espaço, o Centro de Atividades Escutistas de Idanha-a-Nova, onde também se realizará o próximo.

·      2007 – o XXI AcaNac, sob o tema: “Um Mundo, Uma Promessa”, teve 9.700 participantes (crianças, jovens e adultos) e integrado nas comemorações do centenário do Escutismo Mundial;

·      2012 – o XXII AcaNac, sob o tema: “Escuteirar, Educar para a Vida”, teve 17.100 participantes, sendo 14.410 crianças e jovens e 2.690 adultos voluntários e abrindo as comemorações do 90º aniversário;

·           2017 – o XXIII AcaNac, sob o tema: “Abraça o Futuro”, teve 21.333 participantes, sendo 18.233 crianças e jovens e 3.100 adultos voluntários e abrindo as comemorações do 95º aniversário.

Em 2023, o XXIV AcaNac, sob o tema: “Construtores do Amanhã”, abrirá as comemorações do Centenário do Escutismo Católico e será, com certeza, um excelente instrumento de preparação da comunidade escutista para a sua participação na Jornada Mundial da Juventude de Lisboa.

Organizar um AcaNac não é tarefa fácil, nem de um homem só! O seu “estado maior” é constituído por um grande número de equipas e por muitos adultos voluntários de idades e saberes variados e multifacetados, bem conhecedores dos trabalhos e das experiências já realizadas, certos de que os feitos passados são isso mesmo e, por isso, devem ser tidos em conta da construção do XXIV AcaNac, mas não podem aprisionar, nem a criatividade, nem a inovação, exercidas com responsabilidade. É assim que fazem os verdadeiros construtores do amanhã.

A minha convicção pessoal é que o próximo Acampamento Nacional deixará, como os que o antecederam, uma marca indelével na vida de todos os escuteiros que nele venham a participar, ajudando-os a serem cidadãos, solidariamente ativos e agindo à luz da fé professada. 

 

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segunda-feira, 3 de maio de 2021

Folhinha nº 711 de 3 a 9 de maio de 2021

Folhinha Interparoquial nº 711 de 3 a 9 de maio de 2021

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
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segunda-feira, 26 de abril de 2021

Folhinha nº 710 de 26 de abril a 2 maio de 2021

Folhinha Interparoquial nº 710 de 26 de abril a 2 de maio de 2021

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
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sexta-feira, 23 de abril de 2021

“Uma Oportunidade de Regresso às Origens”

“Uma Oportunidade de Regresso às Origens”

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado hoje 23 de abril 2021 no jornal diário "Correio do Minho"


Das regras vigentes para o desconfinamento destacam-se os pequenos grupos de 6 elementos na restauração, na atividade física em grupo, bem como a pequena taxa de ocupação de espaços para celebrações religiosas ou espetáculos culturais, por forma a manter-se o afastamento social, também recomendado.

Naturalmente que a etiqueta social também se mantém em vigor, sendo que o álcool-gel e máscara são dois “compagnons de route” imprescindíveis na nossa vida quotidiana, alguns até personalizados a nosso gosto ou à circunstância.

O escutismo não pode esquecer estas normas, bem pelo contrário, deve incrementá-las e, desta forma, aproveitar a oportunidade para revisitar as origens.

Recordemos que Baden-Powell, no primeiro acampamento escutista realizado no verão de 1907, na ilha de Brownsea, no sul de Inglaterra, organizou o campo com 4 pequenos grupos (patrulhas), sendo, cada um deles composto por 5 elementos, um do quais era o líder: “o guia patrulha”. Estes guias reuniam com os adultos para trabalharem os conteúdos de modo que estes fossem capazes de ser os instrutores dos restantes membros da patrulha. Só depois se faziam os jogos entre patrulhas para se apurar a destreza dos jovens na aplicação desses conteúdos a novas realidades, mas também ao desenvolvimento do “espírito de patrulha”, isto é, a união e entreajuda no seio da patrulha, pois a performance da equipa sobrepõe-se a performance individual, bem como a assunção das funções e competências de cada um dos membros.

Hoje, já que temos de viver as nossas reuniões, encontros ou atividades em pequenos grupos, devemos aproveitar estas situações, impostas pelo combate à pandemia, não como um problema em si, mas antes como uma oportunidade para que todos nós (adultos, crianças e jovens) possamos aprofundar a vivência do sistema de “patrulhas” e de “conselhos”. Esta é a designação dada às reuniões onde os jovens são chamados a apresentar, por patrulha, os seus projetos de atividades, onde eles próprios, e só eles, podem escolher, por votação, a atividade que vão desenvolver e constituindo pequenas equipas de especialidade que programam as diversas fases e momentos da atividade que vão viver, desde o reconhecimento do local, da escolha do material adequado, das ementas e dos respetivos víveres até toda a logística de transporte e acomodação de pessoas e bens, da atribuição de tarefas individuais e coletivas, até ao modelo de avaliação da atividade.

Depois das fases de escolha e de preparação da atividade, tendo passado algumas semanas ou meses, dependendo do grau de complexidade e exigência, entra-se na fase da realização, ou vivência da atividade, onde se observa a aplicação das aprendizagens a situações do quotidiano, tantas vezes trabalhadas na fase anterior. É a alegria de ver que o esforço produzido na preparação deu os seus frutos, ainda que, aqui ou ali, tomemos consciência que podíamos ter feito mais e melhor.

Terminada a aventura há que cuidar do material para que esteja pronto para a próxima, seguindo-se o momento da avaliação de forma individual, seguido da partilha em patrulha e depois cada guia de patrulha leva a conselho de guias as avaliações dos pequenos grupos e consolida-se a avaliação final da atividade.

Desta, deve resultar o reconhecimento do progresso individual de cada elemento bem como as recomendações de melhoria para atividades futuras.

Em tempos normais este processo culminaria com uma confraternização entre todos os elementos da Secção, para a qual também eram convidadas as famílias dos jovens onde os guias apresentavam as conclusões da avaliação e os resultados obtidos e o chefe de Unidade aproveita para evidenciar o progresso realizado, entregando, se fosse o caso, as respetivas insígnias. O encontro terminaria com um pequeno lanche preparado pelas patrulhas.

Hoje, este “happy end” deverá ser realizado em cada uma das patrulhas, reunidas presencialmente, mas em espaços diferentes, estando ligadas entre si de forma digital, assim como os seus familiares. Claro que não será um momento tão efusivo, temos que ter presente as palavras de Fernando Pessoa: “mas o melhor do mundo são as crianças” e, por isso, a primeira obrigação de todos nós é a sua proteção.

 


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segunda-feira, 19 de abril de 2021

Folhinha nº 709 de 19 a 25 de abril de 2021

Folhinha Interparoquial nº 709 de 19 a 25 de abril de 2021

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
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segunda-feira, 12 de abril de 2021

Folhinha nº 708 de 12 a 18 de abril de 2021

Folhinha Interparoquial nº 708 de 12 a 18 de abril de 2021

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- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
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sexta-feira, 9 de abril de 2021

Primavera de Esperança

“Primavera de Esperança”

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado hoje 9 de abril 2021 no jornal diário "Correio do Minho"


A primavera, até porque sucede ao inverno, é sempre um tempo de esperança. A natureza renasce, após um período de hibernação, marcando um novo ciclo de vida que todos desejamos melhor que o ano anterior. No caso concreto desta primavera este desejo é ainda maior porque o outono anterior foi “produtivo” da disseminação do coronavírus e as consequências foram as que conhecemos e nos marcaram profundamente.

A primavera surgiu com a esperança da vacinação e com uma estratégia de combate à propagação da covid-19 que mostrou eficácia e logo todos sonhamos com um desconfinamento cuidado e acompanhado, para evitar a repetição dos erros cometidos. Cada um de nós parece mais consciente que evitar o contágio depende muitíssimo mais do “eu” do que do “outro” e, deste modo, a nossa esperança parecer assentar sobre bases mais sólidas do que há 10 meses quando iniciamos o primeiro desconfinamento. Nessa altura parecíamos uns “super-heróis” imunes a tudo, todos conhecemos o “período das trevas” consequência desses comportamentos que agora a maioria dos portugueses parece rejeitar.

No escutismo também estamos a preparar este desconfinamento, enquanto movimento de educação não formal, segundo a terminologia usada pela ONU, decidiu-se que se utilizaria o calendário estabelecido para o ensino básico e para o ensino secundário, pelas competentes entidades públicas, por ser aquele que cobre as mesmas faixas etárias de lobitos e exploradores e pioneiros e caminheiros.

Claro que temos consciência que as escolas e os agrupamentos são realidades completamente distintas onde praticamente apenas estas faixas são o elemento comum além serem público alvo da escola e do escutismo, crianças, adolescente jovens e jovens adultos. Todos sabemos que a frequência da escola no 1º, 2º e 3º ciclos e secundário é obrigatória enquanto no escutismo esta presença é livre e voluntária. A escola, enquanto organização nacional depende, apesar dos inúmeros progressos verificados, de um modelo hierárquico muito vertical, construído de cima para baixo, sendo que o poder emana da hierarquia para a base, enquanto no escutismo a sua força motriz está na base, isto é, nos agrupamentos, estando as estruturas de núcleo, regional e nacional ao serviço destas.

Da mesma forma, é o Ministério da Educação que define programas, conteúdos, métodos de avaliação e ainda promove uma aferição do sistema. No escutismo isto não acontece assim, há um programa educativo que baliza o método escutista, onde se estabelecem os objetivos finais de dada uma das quatro Secções, mas são os lobitos, os exploradores, os pioneiros e os caminheiros que escolhem os percursos educativos, as atividades e os jogos que os sustentam e que procedem à avaliação entre pares do progresso (individual e coletivo) conseguido. Dentro de cada Secção os elementos não estão agrupados nem por grupos de idades nem por níveis de conhecimentos, mas apenas se constituem na célula base da Unidade, pequeno grupo a que chamamos: bando, patrulha, equipa e tribo.

Neste momento, cada uma das Secções, está a preparar o seu plano de desconfinamento, recorrendo a uma das plataformas digitais de comunicação simultânea, para realizar reuniões de patrulha, de conselho de guias, de pais e da equipa de animação, para verificar se há condições para iniciar atividades presenciais, preferencialmente ao ar livre ou na sede, uma sala para cada patrulha, capaz de suportar as exigências do distanciamento social, arejada, limpa e desinfetada e com os materiais recomendados. O nível central do CNE preparou e distribuiu por todos os agrupamentos brochuras que permitem aos dirigentes observarem se todas as condições necessárias determinadas pela DGS são observadas.

Depois destes trabalhos preparatórios, o órgão executivo do Agrupamento reúne-se e elabora o plano de contingência, a partir de documento base previamente distribuído pelos serviços centrais do movimento, que depois de aprovado será distribuído pelos adultos das equipas de animação de cada Secção e por todos os guias das quatro Secções. Serão ainda copiados cartazes para afixar em todas as salas e espaços utilizados quer por crianças e jovens quer por adultos.

Uma vez por mês, nas reuniões dos conselhos de guias, de equipas de animação e de Agrupamento, estes documentos serão revisitados e estão sujeitos, de forma permanente a um processo de melhoria. Temos consciência que nós não dependemos só de nós, mas sabemos que todos os outros podem sofrer com a desatenção de cada um de nós.

 

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segunda-feira, 5 de abril de 2021

Folhinha Interparoquial nº 707 de 6 a 11 de abril de 2021

Folhinha Interparoquial nº 707 de 6 a 11 de abril de 2021

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
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sexta-feira, 2 de abril de 2021

Celebração da Paixão e Morte do Senhor : Semana Santa Braga 2021



Transmissão em direto da Missa de Domingo de Ramos a partir da Sé Catedral de Braga, presidida pelo Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga.
À mesma hora em que Cristo expirou, os cristãos celebram o mistério da sua Morte redentora. Não há Missa, como Seu memorial, mas comemoração direta, integrando a sequência do atos seguintes:
1ª Parte – Liturgia da Palavra 2ª Parte – Oração universal 3ª Parte – Adoração da Cruz Este ano, por causa da pandemia, só o presidente da celebração beija a cruz.
(Este ano não se realizou a Procissão Teofórica do Enterro)
4ª Parte – Comunhão eucarística Segue-se o canto de Vésperas.

domingo, 28 de março de 2021

Folhinha nº 706 de 28 de março a 5 de abril 2021

Folhinha Interparoquial nº 706 de 28 de março a 5 de abril de 2021

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
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segunda-feira, 22 de março de 2021

Folhinha nº 705 de 22 a 28 de março 2021

Folhinha Interparoquial nº 705 de 22 a 28 de março 2021

Paróquias de:
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Encontro de Guias do Núcleo de Braga - 2021

 Encontro de Guias do Núcleo de Braga.

Sob o tema "A maior flor do mundo", realizou-se no dia 21 de março 2021 o encontro de Guias do Núcleo de Braga, totalmente On-line.
Estiveram presentes neste encontro, os nossos Guias: Nuno Costa dos lobitos, Diogo Coelho dos exploradores, e Rita Fernandes dos caminheiros.
Felicitamos todos os guias, em especial os nossos, que mesmo on-line, conseguiram superar. Parabéns.
Forte canhota



sexta-feira, 12 de março de 2021

Folhinha nº 704 de 15 a 21 de março 2021

Folhinha Interparoquial nº 704 de 15 a 21 março 2021

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


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“Errare humanum est, perseverare autem diabolicum”

“Errare humanum est, perseverare autem diabolicum”

(“Errar é humano, mas perseverar no erro é diabólico”)[1]

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado hoje 12 de março 2021 no jornal diário "Correio do Minho"


O título deste artigo seria, só por si, motivo para uma reflexão mais profunda quanto à sua origem e autoria, mas aqui quero utilizar esta expressão, cujo autor se desconhece; que alguns consideram como um ditado popular, mas a verdade é que ela foi usada, com algumas variantes textuais mantendo, na essência, o significado, por São Jerónimo - Epist. 57,11 - (347-420), Santo Agostinho (354-430), Venerável Beda (673-735) e São Bernardo (1090-1153).

O importante é que este título permite-me perspetivar o desafio que me foi lançado sobre a “pedagogia do erro no escutismo”, tendo contraponto o pensamento de Theodore Roosevelt «o único homem que nunca comete erros é aquele que nunca faz coisa alguma. Não tenha medo de errar, pois aprenderá a não cometer o mesmo erro duas vezes», o 26º presidente dos EUA (1901-1909), que Baden-Powell refere no “Escutismo para Rapazes”, página 70, edição de 2007, como sendo um homem que «também tinha fé na vida ao ar livre (...) Quando jogardes, jogai forte; e quando trabalhardes, trabalhai bem. Mas não permitais que os jogos e desportos vos prejudiquem os estudos».

O método escutista permite que o jovem seja o protagonista da sua educação, desde logo pela autonomia e liberdade que goza com o sistema de patrulhas e as dinâmicas dos diversos conselhos, onde cada um deles assume as suas responsabilidades na conceção, negociação, preparação, realização e avaliação de projetos e programas, mas também o enquadramento nos valores da promessa e Lei, mística e simbologia e missão e princípios do escutismo. Pela teia de relações que estabelece consigo próprio (progresso pessoal), com os outros membros da patrulha, da unidade e do agrupamento, com os dirigentes e animadores, com as comunidades onde se integra, com a natureza que o acolhe e com Deus - o Amigo entre os amigos -; finalmente, pela forma como aprende e como ajuda os outros a aprender.

Neste contexto de autoeducação, o erro é uma possibilidade permanente, mas não podemos prolongar a conceção, enriquecimento e preparação da atividade de forma indefinida, pois quando chegasse o momento da realização o tempo adequado poderia já ter passado. Assim, a fase de enriquecimento, que é uma linha de tempo e não um ponto no tempo, é vital para a redução do risco.

Há muitos anos, em 1649, João Amós Coménio publicou a sua “Didática Magna”, também conhecido pelo subtítulo “Tratado da Arte Universal de Ensinar Tudo a Todos” define que: «Aprende-se a fazer fazendo. Os mecânicos não detêm os aprendizes nas suas artes de especulações teóricas, mas põem-nos imediatamente a trabalhar, para que aprendam a fabricar fabricando, a esculpir esculpindo, a pintar pintando, a dançar dançando, etc…» (p.320), nós poderíamos acrescentar aqui as nossas mais diversas competências e atitudes escutistas ou todo o aprender fazendo do método. Claro que Coménio, evocando Séneca (4 aC-65 dC – Epist. VI, 5), lembra-nos as palavras do filósofo sobre este tema «é longo e difícil o caminho por meio de regras, mas breve e eficaz por meio de exemplos» (p.320). Ambos parecem ter lido B.-P., vários séculos antes da publicação do “Escutismo para Rapazes”!

Todos sabemos que as crianças quando aprendem a andar caem uma boa centena de vezes e isso é natural, mesmo assim, os pais protegem as esquinas do mobiliário e outros elementos semelhantes e nunca põem os filhos sobre um muro para aprender a andar. É esta gestão do erro e do risco que devemos dominar.

Nos seus percursos de aprendizagem o escuteiro tem que experimentar o erro para depois, integrando a aprendizagem realizada, corrigir e melhorar a sua performance. O erro é um elemento importante no processo de melhoria. Esperemos que nenhum escuteiro tenha de reproduzir a justificação que Thomas Edison, em 1910, deu a um jornalista: «eu não falhei 10 mil vezes. Apenas descobri 10 mil maneiras que não funcionam



[1] Este tema também foi abordado em artigo semelhante na revista “Flor de Lis”, no mês de fevereiro de 2021.

 


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quinta-feira, 4 de março de 2021

Falecimento Custódio Maia / Missa 7º dia


Devido à pandemia que nos assombra, será celebrada na Sé Catedral de Braga (sem presença de Fieis) Missa de 7º dia terça-feira dia 9 de março 2021, ás 17:30h será transmitida via facebook da arquidiocese de Braga-
https://www.facebook.com/arquidiocese.braga
Mais uma vez agradecemos a todos as mensagens de força e carinho, Obrigado.