quinta-feira, 13 de junho de 2024

Rita Fernandes, na Copa do Mundo de Orientação

 Segunda ronda da copa do mundo de Orientação

Nos passados dias 1 e 2 de junho participei na minha primeira prova internacional a representar a seleção portuguesa de Orientação, na segunda ronda da Copa do Mundo de Orientação 2024, que decorreu em Génova, Itália. No primeiro dia decorreu a prova de sprint, em Voltri, num terreno diferente do habitual sprint em cidade, com caminhos, passagens, escadas e ruas tecnicamente desafiantes. Esta prova não me correu bem, pois cometi um erro grande para um ponto, e não passei no penúltimo ponto (mispunched). No segundo dia a responsabilidade era maior, pois era a prova de sprint relay, em Nervi, onde 4 elementos da equipa competem em formato de estafeta, cada um percorrendo um percurso de sprint. Neste percurso a vertente física era mais determinante, mas a escolha das opções mais curtas também era essencial para vencer os adversários. Fiquei contente com a minha prestação, não cometendo grandes erros tecnicamente, no entanto, o desempenho físico fica ainda muito aquém dos resultados obtidos pelos melhores atletas internacionais da modalidade. A equipa portuguesa classificou-se em 18 lugar. Foi uma experiência enriquecedora, agradeço a oportunidade de poder competir com os melhores atletas do mundo de Orientação, e levo para casa mais motivação e vontade de evoluir na modalidade!

Agradeço à Junta de Freguesia de Nogueiró e Tenões pelo apoio na participação desta competição.

Obrigado,

Rita Fernandes






segunda-feira, 10 de junho de 2024

Folhinha interparoquial nº 17 de 10 a 16 junho de 2024

Folhinha interparoquial nº 17 de 10 a 16 junho de 2024

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Maria de Lamaçães
- S. Tiago de Fraião

segunda-feira, 3 de junho de 2024

Homilia proferida pelo cardeal D. José Tolentino de Mendonça no Santuário do Sameiro, no dia 2 junho 2024

 

@ohleoca
@ohleoca

Homilia proferida pelo cardeal D. José Tolentino de Mendonça no Santuário do Sameiro,

no dia 2 de junho 2024

«Reconheceram-No ao partir do pão» (Lc 24,35). Este foi certamente o ponto focal do 5º Congresso Eucarístico Nacional, que nos propõe o sacramento eucarístico como possibilidade de reconhecer o Ressuscitado no meio de nós. Foi isso que aconteceu aos discípulos de Emaús, num momento em que se sentiam desorientados e sem elã, quase cedendo à tentação de partir em retirada. Connosco não poderá ser de outra maneira. A Igreja recomeça porque reencontra Jesus. A Igreja intercepta o seu futuro quando abre as portas a Cristo e se ancora com decisão nesse programa corajoso e real de revitalização que a eucaristia representa. Ontem como hoje a Igreja encontra o sentido da sua vocação e missão «ao partir do pão». Por isso estamos aqui, queridos irmãos e irmãs. Somos muitos, mas uma mesma razão nos acomuna como se fôssemos um só. Estacionamos aqui para esta fraterna celebração, mas com o compromisso de irmos mais longe, de nos tornarmos discípulos e missionários comprometidos. E queremos receber o pão da vida, porque queremos aprender de Jesus a arte de se tornar pão.

Pensemos no significado do pão. As coisas mais belas e infelizmente também as mais infelizes acontecem em nome do pão. Falar do pão é falar da subsistência, das condições da vida material, daquilo que é tido como indispensável à manutenção da vida. Um poeta escreveu que o pão repete a imagem do ventre da mãe, pois está associado à germinação, à plenitude e à vontade de viver. É verdade! O homem não pode viver sem pão. Essa é também a sua realidade. 

O próprio Jesus o deixou expresso nos relatos da multiplicação dos pães (Mc 6,34-44; 8,1-9; Mt 14,13-21; 15,12-38; Lc 9,10-17; Jo 6,1-15). A fome e as necessidades materiais do ser humano não lhe são indiferentes. Quando Jesus nos interpela questionando-nos sobre aquilo de que vivemos para lá do pão, não é para nos fazer fugir do realismo do pão, mas para que o encaremos como lugar que tem de ser investido de Espírito. O próprio Jesus há-de mostrar como se faz, quando no contexto da Última Ceia, pegar no pão e disser: «Comei, este pão, que não é só pão; que é o meu corpo, o dom inteiro da minha vida entregue por vós». Mas sabemos como a disputa pelo pão pode torná-lo um referente anti-eucarístico. Instrumentalizado pelo egoísmo, o pão torna-se não o símbolo do amor mas do egoísmo; não o que funda a prática da fraternidade, mas o signo da desigualdade social, da inquietante ideologia da exclusão e do descarte. O pão pode ter o perfume da paz ou estar na origem dos inúteis conflitos tóxicos e das devastadoras guerras. O pão pode ser aquilo que une ou a ferida que violentamente separa. 

A pergunta é se haverá solução? Se este drama se pode alguma vez resolver? Ou se estamos condenados a que o pão nos torne inimigos em vez de irmãos e iguais? A pergunta para nós cristãos é esta: qual é o papel da eucaristia na gestação de comunidades de esperança e na edificação de um mundo melhor?

A Leitura do Livro do Deuteronómio, que hoje escutámos, recorda que o horizonte da nossa humanidade não se esgota na pura materialidade. O humano em nós não se realiza na obstinada e exclusiva procura do ter, mas é convocado a mais: é convocado a escutar a universal vocação divina que o atravessa. Sem o reconhecimento dessa vocação divina, o homem não chega a humanizar-se. Fica aquém do seu destino e não compreende, de modo cabal, a dignidade do seu Ser. 

Se pensarmos bem, causa arrepios a altíssima dignidade que Deus concedeu ao Ser Humano. Isso mesmo nos recorda o texto do apóstolo Paulo: «Deus que disse, “Das trevas brilhará a luz” fez brilhar a luz em nossos corações para que se conheça em todo o seu esplendor a glória de Deus, que se reflecte no rosto de Cristo» (2 Cor 4,6). É essa altíssima dignidade que Cristo não desiste de restituir e restaurar: espelhar no rosto de cada ser humano o Seu próprio rosto. 

Do mesmo modo, quando o Evangelho de Marcos apresenta Jesus como o “Senhor do sábado” sublinha que Ele oferece uma visão inovadora sobre como se interpreta a vida e o pão, pois desloca-nos da dureza de coração à disponibilidade para procurar e salvar a vida frágil, ferida ou perdida. Jesus vem dizer-nos que é possível caminhar nessa direcção. De facto, se não sentirmos esse desafio a intervir para remover aquilo que atrofia a existência dos nossos semelhantes é porque estamos, mesmo sem nos darmos conta, espiritualmente atrofiados. Ora, não queremos ser uma Igreja que vive atrofiada. Queremos ser uma Igreja desperta, que se implica a remediar a atrofia e a preparar uma nova sementeira nos corações. 

Desde os inícios, a Eucaristia vem designada como «a fracção do pão», porque Jesus é claro connosco: a vida torna-se generativa e fecunda na medida em que arrisca ser vida repartida e partilhada. Só dessa maneira. A eucaristia oferece-nos o mapa e a viagem. O pão que se concentra apenas na sua autopreservação depressa endurece e ganha bolor. Só quem aceita a lição de Jesus descobre a própria existência como sementeira, transmissão de afecto, inscrição da esperança, nutrimento fraterno. Recordo o que disse, num campo de concentração, uma das grandes vozes místicas do século XX, Etty Hillesum: «Desejo ajudar Deus e tornar-me eu própria pão para inúmeras fomes». Celebrar a Eucaristia é assumir a responsabilidade de se fazer pão.

Queridos irmãs e irmãos,

Para a Igreja em Portugal este Congresso não é apenas um enésimo encontro para falar de si mesma: é uma oportunidade para relançar o elã e a esperança; para readquirir uma juventude de alma capaz de renovar a sua proposta e o seu estilo; para viver um sobressalto de futuro  aprofundando aquilo que pode significar  hoje  a Espiritualidade Eucarística. 

Há cinquenta e há cem anos atrás, exactamente aqui em Braga, a Igreja nacional viveu congressos eucarísticos procurando novas formas de presença cristã no mundo e novas linguagens para a evangelização. No ano em que celebramos 50 anos da democracia portuguesa, voltamos a celebrar o congresso eucarístico para repensar o contributo da Igreja na nossa sociedade em acelerada transformação e que experimenta desafios epocais tão grandes como, por exemplo, as alianças intergeracionais e interculturais a construir urgentemente no Portugal contemporâneo. Uma aliança que garanta o pão do futuro para os jovens hoje cercados pela precariedade e o pão do amor para os mais velhos que não podem ser postos fora da equação social porque já não são produtivos. Uma aliança que assente na compreensão da diversidade cultural como um enriquecimento comunitário e não como uma barreira à colectiva maturação do bem-comum.

Para a Igreja em Portugal, motivada pelo caminho sinodal, reforçada pela experiência da Jornada Mundial da Juventude, mobilizada pelas grandes linhas do magistério do Papa Francisco, abre-se aqui uma estação de renovação e de caminho. Há uma frescura, há um odor a Evangelho vivo, há uma imaginação do bem, que os nossos contemporâneos esperam da Igreja Portuguesa. São talvez três, nesta hora, os grandes chamamentos fundamentais. 

1. Primeiro, a Igreja em Portugal é chamada a ser uma Igreja Eucarística. Isto é, uma Igreja que não se coloca a si mesma como prioridade, mas no centro coloca Cristo e retoma Dele as Palavras e os gestos, o modo de olhar cada pessoa e a visão global sobre a vida. Uma Igreja eucarística é o contrário de uma Igreja clericalista: é uma Igreja configurada sinodalmente, que valoriza a participação de todos os baptizados, que reconhece o papel do ministério ordenado, que cuida dos seus pastores e os acarinha, que investe nos ministérios laicais, que promove uma cultura eclesial de co-responsabilidade, que lê com profecia o lugar da mulher na Igreja. A Igreja Eucarística é uma Igreja de “portas abertas”, que se apresenta mais como experiência de serviço amoroso à vida, em vez da rigidez dos juízos que excluem. A Igreja Eucarística é uma Igreja que quer ser pão. Uma Igreja que vê clara a continuidade entre o santo fervor da liturgia e o santo dever da comunhão traduzida naquilo que São João Paulo II, que também que esteve neste santuário do Sameiro, descrevia como «a fantasia da caridade».

2. Em segundo lugar, a Igreja em Portugal é chamada a ser uma Igreja Samaritana. Uma Igreja que actualiza a linguagem da compaixão. Uma Igreja de proximidade, não indiferente nem esquiva, mas capaz de fazer suas, como exorta o proémio da Gaudium et Spes, «as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e todos aqueles que sofrem». Uma Igreja especialista em humanidade que, como insiste o Papa Francisco, «não aponta o dedo, mas abre os braços». Uma Igreja enamorada pelo Evangelho e mobilizada pelo Seu anúncio. Recordo as palavras que não longe daqui escreveu o monge-poeta Daniel Faria: «escrevo para os que morrem sem nunca terem provado o pão/ Grito-lhes: imaginai o que nunca tivestes nas mãos!». A Igreja samaritana é aquela que multiplica os tempos de escuta, capaz de ser artesã de encontros para lá da sua zona de conforto ou do seu perímetro habitual, capaz de diálogos e de abraços que testemunham a maternidade e a paternidade incondicionais de Deus. Uma Igreja que sabe existir não para condenar o mundo, mas para lhe dar o pão que exprime o amor sem limites. 

3. Em terceiro lugar, a Igreja em Portugal é chamada a ser uma “Igreja mariana”, esta que é a Terra de Santa Maria, aquela em cuja história Maria foi uma presença matricial e contínua. Retomo aqui as palavras de um importante teólogo do nosso tempo, Hans Urs Von Balthasar: «Sem a Mariologia o cristianismo ameaça desumanizar-se inadvertidamente. A Igreja torna-se funcionalista, sem alma, uma máquina febril incapaz de parar, dispersa em ruidosos projectos». Destacaria alguns traços da espiritualidade mariana que somos desafiados a redescobrir. 

a) O primeiro deles é a gentileza. Na visita a Isabel, o evangelista Lucas afirma que Maria viaja apressadamente porque assume não a reivindicação do seu conforto, mas a urgência que o outro estava a viver. Uma vez chegada a casa de Isabel não toma a palavra em primeiro lugar. E depois coloca-se todo o tempo na posição de quem está ao serviço e não numa posição de poder. A gentileza é a expressão de um coração desarmado e manso, capaz de substituir a agressividade pela doçura e o conflito pelo reconhecimento das razões do outro. O mundo precisa de comunidades crentes, que sejam reservas de gentileza e de cuidado.

b) O segundo traço é a contemplação. A Igreja tem necessidade de fazer prevalecer, em vez de uma máquina funcionalista, a sua dimensão mística. A Igreja só interceptará a sede de espiritualidade do nosso tempo se também ela se colocar a caminho, peregrina das perguntas em vez de rotineira gestora de respostas. Talvez a Igreja precisa de re-aprender muitos deste peregrinar, como vivemos hoje, subindo ao Sameiro como Povo que canta a Deus as suas lágrimas e os seus sonhos. Não tenhamos medo dos recomeços! É que para escutarmos até ao fundo a Palavra de Deus, precisamos talvez pensar que ainda não a escutamos. Para celebrar a Eucaristia como mistério, temos que sentir e alimentar mais em nós um grandioso espanto. A fé mais necessária ao presente é, sem dúvida, a dos contemplativos, a dos enamorados da busca de sentido, a dos que se deixam esculpir pelo silêncio e, desse modo, recomeçam a aventura larga que o crer representa. 

c) O último traço é a beleza. Como o pão é o alimento para o corpo, a beleza é o nutrimento da alma, sem o qual ela não persiste, nem ganha asas. Com Maria, a Igreja aprende a ser custódia e artífice da beleza. A começar pela beleza da Eucaristia, que tem de ser celebrada como uma “obra de arte” e vivida como a obra-prima que Jesus. Num tempo dominado pelo pragmatismo raso e pelas visões utilitaristas apenas, precisamos de uma nova mistagogia que inicie os cristãos na beleza de que são depositários. Por exemplo, São Francisco de Assis ensinava aos seus companheiros que deviam plantar um horto para retirar dele o alimento necessário. Mas nesse campo, deviam reservar um espaço para plantar flores, que são um outro pão. 

Também, por causa da beleza, celebramos esta eucaristia de acção de graças no Encerramento deste 5º Congresso Eucarístico Nacional sob o olhar imenso, sob o olhar mais belo da Senhora do Sameiro. 

E as nossas derradeiras palavras são para ti, Senhora, comovidos e confiados no teu esplendor. Como transportaste Jesus no teu seio, transporta a Igreja nesta hora de relançamento e esperança. Como apertaste Jesus contra o teu peito, dá-nos o afago e o estímulo dessa ternura. Como iluminaste o teu Filho com o materno sorriso, ilumina-nos, Mãe, agora. E como reza o cântico popular deste teu povo, querida Senhora do Sameiro, olha por todos estes teus filhos aqui presentes, “Tu podes, porque és a mãe de Deus, e deves porque és a nossa mãe!”.

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Folhinha interparoquial nº 16 de 3 a 9 junho de 2024

Folhinha interparoquial nº 16 de 3 a 9 junho de 2024

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Maria de Lamaçães
- S. Tiago de Fraião

segunda-feira, 27 de maio de 2024

Folhinha interparoquial nº 15 de 27 de maio a 2 junho de 2024

Folhinha interparoquial nº 15 de 27 de maio a 2 junho de 2024

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Maria de Lamaçães
- S. Tiago de Fraião

O Padre Américo, O Assistente Honorário e Vitalício da Região de Braga

“O Padre Américo, O Assistente Honorário e Vitalicio da Região de Braga"


por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado no jornal diário "Correio do Minho"


Realizaram-se, no passado dia 27 de abril, na cidade de Fafe os últimos festivais Regionais de Braga, 2024. Este ano, organizaram-se em quatro categorias: Festival Monsenhor Américo, Festival Escutista de Curtas-Metragens/EScurtas, Concurso de Fotografia Escutista e Concurso de Peças de Fogo de Conselho.

Esta feliz ideia brotou, no ano de 1999, tendo sido precedida por uma profunda reflexão desenvolvida, no seio da Junta Regional de Braga, chefiada pelo dirigente Jaime Pereira.

Na sua primeira edição, realizada em novembro de 1999, no Cine-Teatro Garrett, na Cidade da Póvoa de Varzim, Núcleo do Cego do Maio, sendo composta apenas pelo Festival Monsenhor Américo, até que, em 2008, realizou-se a 1ª edição do EScurtas – Festival de Curtas-Metragens. Contudo, só em 2011 estes dois festivais se realizaram na mesma data, dando assim início aos Festivais Regionais. De forma a aprofundar outras vertentes do espírito criativo dos escuteiros da Região de Braga, em 2014 iniciaram-se dois novos concursos que se juntaram aos dois já existentes: o Concurso de Peças de Fogo de Conselho e o Concurso de Fotografia Escutista. No ano de 2021 iniciou-se o quinto concurso EStalento.

Os Festivais de 2024 tiveram como tema “Mãos que constroem a justiça”, sendo, crianças e jovens, desafiadosa ter uma participação ativa na promoção da justa em escala global. A justa não é um destino final, mas um processo contínuo. Deixa que o teu talento espelhe a visão que queres para um Escutismo e para um mundo mais justo, seja através da sica, representação, vídeo, fotografia ou qualquer outro dom!

Foi muito oportuna a criação do Festival pela equipa do Jaime Pereira, até porque o assistente regional começava a apresentar algumas dificuldades, tendo o Arcebispo de Braga, nomeado o Cónego António Macedo para Assistente Regional Adjunto do Padre Américo e mais tarde o Senhor Dom Jorge Ortiga, num ato de justiça nomeou o Monsenhor Américo Ferreira Alves como “Assistente honorário e vitalício da junta regional de Braga“, nomeando também o Cónego António da Silva Macedo, como “Assistente da Junta Regional de Braga”, e o Padre Marcelino Paulo Machado Ferreira foi nomeado “Assistente-Adjunto”. Esta provisão está datada de 25 de janeiro de 2001. O Arcebispo Metropolita de Braga, termina este documento com uma afirmação que muito deve alegrado o Padre Américo «4. Reconhecendo a importância do Clã 8, do Seminário Conciliar, na formação de futuros assistentes, solicitamos a sua colaboração nas atividades da Junta Regional e de Núcleo de Braga.»

Ainda tivemos o privilégio de ter o Assistente honorário e vitalício em algumas das nossas reuniões da Junta Regional de Braga, onde sempre tinha um sábio conselho a deixar aos presentes e, para cada um de nós, tinha também uma palavra de conforto e de incentivo.

No dia 20 de março de 2013, o Assistente Regional Honorário e Vitalício de Braga, Monsenhor Américo Ferreira Alves faleceu aos 95 anos de idade. Este Padre e Escuteiro e foi sempre uma referência para o movimento escutista português e para a igreja bracarense, pela sua dedicação, competência e espírito de serviço a pessoas e instituições onde serviu com muita generosidade.

Como escuteiro, a sua ação é inarrável, por isso, recordarei a fundação do Clã 8, no seminário conciliar, por onde passavam muitos dos seminaristas de teologia, que assim tomavam contacto com este instrumento de educação não formal, preparando-se para o utilizar nas suas paróquias, ajudando os jovens a crescer “em sabedoria e graça”. Ninguém pode calcular o efeito “de bola de neve” que esta iniciativa teve no desenvolvimento do escutismo na região de Braga.

Mas o Clã 8, sob a orientação do Padre Américo, que o ajudou a formar, do qual foi o seu primeiro Assistente e o seu “chefe de eleição”, deixou-nos um legado fundamental: «O Meu Cancioneiro», onde na nota de abertura, da 3ª edição - 1978, escreveu: «É o esforço do clã 8, de Braga, como concretização de “PROJECTO DE CAMINHEIROS” para este ano e uma “Boa Acção” em prol da Região de Braga (e do C.N.E.) para lhes permitir que continue a cantar...»

O Mons. Américo foi, de facto, um homem determinado e determinante nesta sua missão de Pastor e de Escuteiro, como se pode ver neste seu pensamento produzido aquando da celebração, em 1992/93, das suas bodas de ouro (de sacerdote e de escuteiro): “ainda hoje estaria disposto a recomeçar”.



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quinta-feira, 23 de maio de 2024

Folhinha interparoquial nº 14 de 20 a 26 de maio de 2024

Folhinha interparoquial nº 14 de 20 a 26 de maio de 2024

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Maria de Lamaçães
- S. Tiago de Fraião

O Corpo Nacional de Escutas e o(s) Congresso(s) Eucarístico(s)

O Corpo Nacional de Escutas e o(s) Congresso(s) Eucarístico(s)"


por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 24 de maio 2024 no jornal diário "Correio do Minho"


Para celebrar o vigésimo quinto aniversario do Corpo Nacional de Escutas, a Junta Central do C.N.E. solicitou ao Assistente Regional de Braga, o Padre Benjamim Salgado para fazer a história dos primeiros vinte e cinco anos de vida do Movimento. Assim, em agosto de 1948, é publicada a obra “RADIOSA FLORAÇÃO ou 25 Anos Sob o Signo da Flor de Lis, em Prol da Juventude e ao Serviço de Deus e Portugal”.
O autor, no texto inicial, ”À guisa de apresentação” escreve: «Foi escrito com os olhos em ti, querido irmão-escuta, este breve documentário dos primeiros anos de vida do C.N.E.» Dirigindo-se, naturalmente ao Fundador – Dom Manuel Vieira de Matos e na brevíssima biografia refere ainda: «Nascendo para combater, nasceu também para reconstruir. Das ruínas fazia palácios, do caos Seminários. Organizador de fibra, os Congressos falam dele como a luz fala do Sol.

Mas D. Manuel Vieira de Matos foi também um sonhador, um criador artístico. E que é senão um sonho feito de luz a obra do escutismo católico, que em Roma começou a conhecer e admirar e transplantou paternalmente para as terras da Arquidiocese e sua Pátria?»
Mais adiante, descreve: «Como nasceu uma ideia
Foi durante o Congresso Eucarístico Internacional realizado em Roma, em 1922 (de 24 a 29 de maio). Os escuteiros católicos italianos, obedientes a disposições dos seus Dirigentes, prestaram evidentes e brilhantes serviços ao Congresso, manifestando um nível superior de educação e formação e dando ao ambiente festivo de Roma um ar de graça e mocidade (...)
O garbo e belo espírito dos bons escuteiros impressionaram de tal modo o grande Arcebispo que quando o fâmulo (Mons. Avelino Gonçalves), também entusiasmado, lhe perguntou por que não se haveria de transplantara ideia para terras de Portugal, logo as duas almas se fundiram espiritualmente num mesmo desejo, ambição e sonho.
A ideia ganhou raiz e corpo e asas»1.

Um ano depois, 27 de Maio de 1923, por alvará do Governo Civil de Braga começa a ter existência legal e jurídica o «Corpo de Scouts Católicos Portugueses», designação inicial do Corpo Nacional de Escutas.
Poder-se-á dizer, em jeito de síntese, que o Escutismo Católico Português foi concebido em Roma (maio de 1922), teve um ano de gestação até ao Primeiro Congresso Eucarístico Arquidiocesano de Braga (28 a 31 de maio de 1923) e a sua apresentação pública à Igreja e ao País foi realizada no Primeiro Congresso Eucarístico Nacional (2 e 6 de Julho de 1924).
Mons. J. Augusto Ferreira deixa-nos o seguinte testemunho: «O Corpo Nacional de Scouts2 inaugurou-se no 1.º Congresso Eucarístico Nacional realizado n’esta cidade (Braga), e, semelhante ao grão de mostarda do Evangelho, tem irradiado por todo o paiz. O Escotismo catholico é hoje uma das mais consoladoras esperanças, por ser uma obra altamente educativa. (...)
Trata-se, portanto, d’uma obra excelente, duplamente catholica e patriótica: Crença e Caracter, eis o seu lemma.»3.

Esta ligação do Corpo Nacional de Escutas a três grandes eventos da Igreja, nas suas dimensões Universal, Nacional e Diocesana, bem como a previsão do autor acima citado, permitem-nos melhor compreender a razão da consagração do Arcebispo Dom Manuel Vieira de Matos como uma das personalidades do século XX na sociedade portuguesa, que o Expresso, em 2013, consagrou, na primeira de quatro revistas especiais que publicou sobre

“Os 100 portugueses que moldaram o século XX”, tendo esta lista sido elaborada pelo historiador Rui Ramos e pelo ex-diretor do Expresso Henrique Monteiro. O Arcebispo fundador do Escutismo foi um homem determinante e determinado do seu tempo, com uma visão de Sociedade e de Igreja clara e envolvente para as dioceses que serviu, e pelas obras criadas, designadamente o Escutismo Católico Português, demonstrando uma envergadura admirável, como Homem, como Cidadão e como Pastor – alguém que não se subjugava, nem se deixava subjugar. Sem receio do confronto com os poderosos do mundo do seu tempo, em defesa do seu rebanho, este “mártir da Primeira República” título que partilhava com D. António Barroso, Bispo do Porto, que produziria uma afirmação que ficou célebre: “há duas coisas de que eu não morro: de medo e de parto”.

1. Pe. Benjamim Salgado, Radiosa Floração, Edição da Junta Central – Braga, 1948, p.11 e 12.
2. Segunda designação do Escutismo Católico Português.
3. J. Augusto Ferreira, Fastos Episcopaes da Igreja Primacial de Braga (Sec. III – SEC. XX), TOMO IV. Edição da Mitra Bracarense, 1935, p.453.


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domingo, 12 de maio de 2024

Folhinha interparoquial nº 13 de 13 a 19 de maio de 2024

Folhinha interparoquial nº 13 de 13 a 19 de maio de 2024

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Maria de Lamaçães
- S. Tiago de Fraião

domingo, 5 de maio de 2024

Folhinha interparoquial nº 12 de 6 a 12 de maio de 2024

Folhinha interparoquial nº 12 de 6 a 12 de maio de 2024

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Maria de Lamaçães
- S. Tiago de Fraião