domingo, 15 de novembro de 2020

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO - IV dia Mundial dos Pobres

 MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO



PARA O IV DIA MUNDIAL DOS POBRES

XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
(15 DE NOVEMBRO DE 2020)

 

«Estende a tua mão ao pobre» (Sir 7, 32)

 

«Estende a tua mão ao pobre» (Sir 7, 32): a sabedoria antiga dispôs estas palavras como um código sacro que se deve seguir na vida. Hoje ressoam com toda a densidade do seu significado para nos ajudar, também a nós, a concentrar o olhar no essencial e superar as barreiras da indiferença. A pobreza assume sempre rostos diferentes, que exigem atenção a cada condição particular: em cada uma destas, podemos encontrar o Senhor Jesus, que revelou estar presente nos seus irmãos mais frágeis (cf. Mt 25, 40).

1. Tomemos nas mãos o Ben-Sirá, um dos livros do Antigo Testamento. Nele encontramos as palavras dum mestre da sabedoria que viveu cerca de duzentos anos antes de Cristo. Andava à procura da sabedoria que torna os homens melhores e capazes de perscrutar profundamente as vicissitudes da vida. E fê-lo num período de dura prova para o povo de Israel, um tempo de dor, luto e miséria por causa da dominação de potências estrangeiras. Sendo um homem de grande fé, enraizado nas tradições dos pais, o seu primeiro pensamento foi dirigir-se a Deus para Lhe pedir o dom da sabedoria. E o Senhor não lhe deixou faltar a sua ajuda.

Desde as primeiras páginas do livro, Ben-Sirá propõe os seus conselhos sobre muitas situações concretas da vida, sendo a pobreza uma delas. Insiste que, na contrariedade, é preciso ter confiança em Deus: «Não te perturbes no tempo do infortúnio. Conserva-te unido a Ele e não te separes, para teres bom êxito no teu momento derradeiro. Aceita tudo o que te acontecer e tem paciência nas vicissitudes da tua humilhação, porque no fogo se prova o ouro, e os eleitos de Deus no cadinho da humilhação. Nas doenças e na pobreza, confia n’Ele. Confia em Deus e Ele te salvará, endireita os teus caminhos e espera n’Ele. Vós que temeis o Senhor, esperai na sua misericórdia, e não vos afasteis, para não cairdes» (2, 2-7).

2. Página a página, descobrimos um precioso compêndio de sugestões sobre o modo de agir à luz duma relação íntima com Deus, criador e amante da criação, justo e providente para com todos os seus filhos. Mas, a constante referência a Deus não impede de olhar para o homem concreto; pelo contrário, as duas realidades estão intimamente conexas.

Demonstra-o claramente o texto donde se tirou o título desta Mensagem (cf. 7, 29-36). São inseparáveis a oração a Deus e a solidariedade com os pobres e os enfermos. Para celebrar um culto agradável ao Senhor, é preciso reconhecer que toda a pessoa, mesmo a mais indigente e desprezada, traz gravada em si mesma a imagem de Deus. De tal consciência deriva o dom da bênção divina, atraída pela generosidade praticada para com os pobres. Por isso, o tempo que se deve dedicar à oração não pode tornar-se jamais um álibi para descuidar o próximo em dificuldade. É verdade o contrário: a bênção do Senhor desce sobre nós e a oração alcança o seu objetivo, quando eles são acompanhadas pelo serviço dos pobres.

3. Como permanece atual, também para nós, este ensinamento! Na realidade, a Palavra de Deus ultrapassa o espaço, o tempo, as religiões e as culturas. A generosidade que apoia o vulnerável, consola o aflito, mitiga os sofrimentos, devolve dignidade a quem dela está privado, é condição para uma vida plenamente humana. A opção de prestar atenção aos pobres, às suas muitas e variadas carências, não pode ser condicionada pelo tempo disponível ou por interesses privados, nem por projetos pastorais ou sociais desencarnados. Não se pode sufocar a força da graça de Deus pela tendência narcisista de se colocar sempre a si mesmo no primeiro lugar.

Manter o olhar voltado para o pobre é difícil, mas tão necessário para imprimir a justa direção à nossa vida pessoal e social. Não se trata de gastar muitas palavras, mas antes de comprometer concretamente a vida, impelidos pela caridade divina. Todos os anos, com o Dia Mundial dos Pobres, volto a esta realidade fundamental para a vida da Igreja, porque os pobres estão e sempre estarão connosco (cf. Jo 12, 8) para nos ajudar a acolher a companhia de Cristo na existência do dia a dia.

4. O encontro com uma pessoa em condições de pobreza não cessa de nos provocar e questionar. Como podemos contribuir para eliminar ou pelo menos aliviar a sua marginalização e o seu sofrimento? Como podemos ajudá-la na sua pobreza espiritual? A comunidade cristã é chamada a coenvolver-se nesta experiência de partilha, ciente de que não é lícito delegá-la a outros. E, para servir de apoio aos pobres, é fundamental viver pessoalmente a pobreza evangélica. Não podemos sentir-nos tranquilos, quando um membro da família humana é relegado para a retaguarda, reduzindo-se a uma sombra. O clamor silencioso de tantos pobres deve encontrar o povo de Deus na vanguarda, sempre e em toda parte, para lhes dar voz, defendê-los e solidarizar-se com eles face a tanta hipocrisia e tantas promessas não cumpridas, e para os convidar a participar na vida da comunidade.

É verdade que a Igreja não tem soluções globais a propor, mas oferece, com a graça de Cristo, o seu testemunho e gestos de partilha. Além disso, sente-se obrigada a apresentar os pedidos de quantos não têm o necessário para viver. Lembrar a todos o grande valor do bem comum é, para o povo cristão, um compromisso vital, que se concretiza na tentativa de não esquecer nenhum daqueles cuja humanidade é violada nas suas necessidades fundamentais.

5. Estender a mão leva a descobrir, antes de tudo a quem o faz, que dentro de nós existe a capacidade de realizar gestos que dão sentido à vida. Quantas mãos estendidas se veem todos os dias! Infelizmente, sucede sempre com maior frequência que a pressa faz cair num turbilhão de indiferença, a tal ponto que se deixa de reconhecer todo o bem que se realiza diariamente no silêncio e com grande generosidade. Assim, só quando acontecem factos que transtornam o curso da nossa vida é que os olhos se tornam capazes de vislumbrar a bondade dos santos «ao pé da porta», «daqueles que vivem perto de nós e são um reflexo da presença de Deus» (Francisco, Exort. ap. Gaudete et exsultate, 7), mas dos quais ninguém fala. As más notícias abundam de tal modo nas páginas dos jornais, nos sites da internet e nos visores da televisão, que faz pensar que o mal reine soberano. Mas não é assim. Certamente não faltam a malvadez e a violência, a prepotência e a corrupção, mas a vida está tecida por atos de respeito e generosidade que não só compensam o mal, mas impelem a ultrapassá-lo permanecendo cheios de esperança.

6. Estender a mão é um sinal: um sinal que apela imediatamente à proximidade, à solidariedade, ao amor. Nestes meses, em que o mundo inteiro foi dominado por um vírus que trouxe dor e morte, desconforto e perplexidade, pudemos ver tantas mãos estendidas! A mão estendida do médico que se preocupa de cada paciente, procurando encontrar o remédio certo. A mão estendida da enfermeira e do enfermeiro que permanece, muito para além dos seus horários de trabalho, a cuidar dos doentes. A mão estendida de quem trabalha na administração e providencia os meios para salvar o maior número possível de vidas. A mão estendida do farmacêutico exposto a inúmeros pedidos num arriscado contacto com as pessoas. A mão estendida do sacerdote que, com o coração partido, continua a abençoar. A mão estendida do voluntário que socorre quem mora na rua e a quantos, embora possuindo um teto, não têm nada para comer. A mão estendida de homens e mulheres que trabalham para prestar serviços essenciais e segurança. E poderíamos enumerar ainda outras mãos estendidas, até compor uma ladainha de obras de bem. Todas estas mãos desafiaram o contágio e o medo, a fim de dar apoio e consolação.

7. Esta pandemia chegou de improviso e apanhou-nos impreparados, deixando uma grande sensação de desorientamento e impotência. Mas, a mão estendida ao pobre não chegou de improviso. Antes, dá testemunho de como nos preparamos para reconhecer o pobre a fim de o apoiar no tempo da necessidade. Não nos improvisamos instrumentos de misericórdia. Requer-se um treino diário, que parte da consciência de quanto nós próprios, em primeiro lugar, precisamos duma mão estendida em nosso favor.

Este período que estamos a viver colocou em crise muitas certezas. Sentimo-nos mais pobres e mais vulneráveis, porque experimentamos a sensação da limitação e a restrição da liberdade. A perda do emprego, dos afetos mais queridos, como a falta das relações interpessoais habituais, abriu subitamente horizontes que já não estávamos acostumados a observar. As nossas riquezas espirituais e materiais foram postas em questão e descobrimo-nos amedrontados. Fechados no silêncio das nossas casas, descobrimos como é importante a simplicidade e o manter os olhos fixos no essencial. Amadureceu em nós a exigência duma nova fraternidade, capaz de ajuda recíproca e estima mútua. Este é um tempo favorável para «voltar a sentir que precisamos uns dos outros, que temos uma responsabilidade para com os outros e o mundo (...). Vivemos já muito tempo na degradação moral, baldando-nos à ética, à bondade, à fé, à honestidade (...). Uma tal destruição de todo o fundamento da vida social acaba por colocar-nos uns contra os outros na defesa dos próprios interesses, provoca o despertar de novas formas de violência e crueldade e impede o desenvolvimento duma verdadeira cultura do cuidado do meio ambiente» (Francisco, Carta enc. Laudato si’, 229). Enfim, as graves crises económicas, financeiras e políticas não cessarão enquanto permitirmos que permaneça em letargo a responsabilidade que cada um deve sentir para com o próximo e toda a pessoa.

8. «Estende a mão ao pobre» é, pois, um convite à responsabilidade, sob forma de empenho direto, de quem se sente parte do mesmo destino. É um encorajamento a assumir os pesos dos mais vulneráveis, como recorda São Paulo: «Pelo amor, fazei-vos servos uns dos outros. É que toda a Lei se cumpre plenamente nesta única palavra: ama o teu próximo como a ti mesmo. (...) Carregai as cargas uns dos outros» (Gal 5, 13-14; 6, 2). O Apóstolo ensina que a liberdade que nos foi dada com a morte e ressurreição de Jesus Cristo é, para cada um de nós, uma responsabilidade para colocar-se ao serviço dos outros, sobretudo dos mais frágeis. Não se trata duma exortação facultativa, mas duma condição da autenticidade da fé que professamos.

E aqui volta o livro de Ben-Sirá em nossa ajuda: sugere ações concretas para apoiar os mais vulneráveis e usa também algumas imagens sugestivas. Primeiro, toma em consideração a debilidade de quantos estão tristes: «Não fujas dos que choram» (7, 34). O período da pandemia constrangeu-nos a um isolamento forçado, impedindo-nos até de poder consolar e estar junto de amigos e conhecidos atribulados com a perda dos seus entes queridos. E, depois, afirma o autor sagrado: «Não sejas preguiçoso em visitar um doente» (7, 35). Experimentamos a impossibilidade de estar junto de quem sofre e, ao mesmo tempo, tomamos consciência da fragilidade da nossa existência. Enfim, a Palavra de Deus nunca nos deixa tranquilos e continua a estimular-nos para o bem.

9. «Estende a mão ao pobre» faz ressaltar, por contraste, a atitude de quantos conservam as mãos nos bolsos e não se deixam comover pela pobreza, da qual frequentemente são cúmplices também eles. A indiferença e o cinismo são o seu alimento diário. Que diferença relativamente às mãos generosas que acima descrevemos! Com efeito, existem mãos estendidas para premer rapidamente o teclado dum computador e deslocar somas de dinheiro duma parte do mundo para outra, decretando a riqueza de restritas oligarquias e a miséria de multidões ou a falência de nações inteiras. Há mãos estendidas a acumular dinheiro com a venda de armas que outras mãos, incluindo mãos de crianças, utilizarão para semear morte e pobreza. Existem mãos estendidas que, na sombra, trocam doses de morte para se enriquecer e viver no luxo e num efémero desregramento. Existem mãos estendidas que às escondidas trocam favores ilegais para um lucro fácil e corruto. E há também mãos estendidas que, numa hipócrita respeitabilidade, estabelecem leis que eles mesmos não observam.

Neste cenário, «os excluídos continuam a esperar. Para se poder apoiar um estilo de vida que exclui os outros ou mesmo entusiasmar-se com este ideal egoísta, desenvolveu-se uma globalização da indiferença. Quase sem nos dar conta, tornamo-nos incapazes de nos compadecer ao ouvir os clamores alheios, já não choramos à vista do drama dos outros, nem nos interessamos por cuidar deles, como se tudo fosse uma responsabilidade de outrem, que não nos incumbe» (Francisco, Exort. ap Evangelii gaudium, 54). Não poderemos ser felizes enquanto estas mãos que semeiam morte não forem transformadas em instrumentos de justiça e paz para o mundo inteiro.

10. «Em todas as tuas obras, lembra-te do teu fim» (Sir 7, 36): tal é a frase com que Ben-Sirá conclui a sua reflexão. O texto presta-se a uma dupla interpretação. A primeira destaca que precisamos de ter sempre presente o fim da nossa existência. A lembrança do nosso destino comum pode ajudar a conduzir uma vida sob o signo da atenção a quem é mais pobre e não teve as mesmas possibilidades que nós. Mas existe também uma segunda interpretação, que evidencia principalmente a finalidade, o objetivo para o qual tende cada um. É a finalidade da nossa vida que exige um projeto a realizar e um caminho a percorrer sem se cansar. Pois bem! O objetivo de cada ação nossa só pode ser o amor: tal é o objetivo para onde caminhamos, e nada deve distrair-nos dele. Este amor é partilha, dedicação e serviço, mas começa pela descoberta de que primeiro fomos nós amados e despertados para o amor. Esta finalidade aparece no momento em que a criança se cruza com o sorriso da mãe, sentindo-se amada pelo próprio facto de existir. De igual modo um sorriso que partilhamos com o pobre é fonte de amor e permite viver na alegria. Possa então a mão estendida enriquecer-se sempre com o sorriso de quem não faz pesar a sua presença nem a ajuda que presta, mas alegra-se apenas em viver o estilo dos discípulos de Cristo.

Neste caminho de encontro diário com os pobres, acompanha-nos a Mãe de Deus que é, mais do que qualquer outra, a Mãe dos pobres. A Virgem Maria conhece de perto as dificuldades e os sofrimentos de quantos estão marginalizados, porque Ela mesma Se viu a dar à luz o Filho de Deus num estábulo. Devido à ameaça de Herodes, fugiu, juntamente com José, seu esposo, e o Menino Jesus, para outro país e, durante alguns anos, a Sagrada Família conheceu a condição de refugiados. Possa a oração à Mãe dos pobres acomunar estes seus filhos prediletos e quantos os servem em nome de Cristo. E a oração transforme a mão estendida num abraço de partilha e reconhecida fraternidade.

Roma, em São João de Latrão, na Memória litúrgica de Santo António, 13 de junho de 2020.


Francisco

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Folhinha Interparoquial nº 690 de 9 a 15 de novembro de 2020

Folhinha Interparoquial nº 690 de 9 a 15 de novembro de 2020

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo na Inscrição via e-mail, tel. ou no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento..






sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Junta de Freguesia de Nogueiró e Tenões - AJUDAS

 

Junta de Freguesia de Nogueiró e Tenões - Informação
Devido ao elevado número de casos de infectados por COVID19 que se está a verificar por toda a parte, o que também começa a acontecer na nossa freguesia, a Junta de Freguesia acabou de reactivar o serviço domiciliário para fornecimento de refeições, medicamentos e bens essenciais a todas as pessoas que delas necessitem, seja porque estejam infectados, em isolamento profilático ou em quarentena.
Os interessados deverão contactar os telefones:
253 676 568 e 917 205 991 para encomendas de géneros essenciais;
253 262 650 para medicamentos,
253 676 783 para outras ajudas

O Movimento Escutista Mundial (II)

O Movimento Escutista Mundial (II)

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 6 de novembro 2020 no jornal diário "Correio do Minho"


Na senda anunciada das últimas crónicas, continuarei a fixar a atenção na definição de “Movimento Escutista” na constituição mundial do mesmo. Hoje, focar-me-ei no número dois do artigo primeiro que define a finalidade do escutismo da seguinte forma: «O Movimento escutista tem por finalidade contribuir para o desenvolvimento dos jovens ajudando-os a realizarem-se plenamente no que respeita às suas possibilidades físicas, intelectuais, afetivas, sociais e espirituais, quer como pessoas, quer como cidadãos responsáveis e quer, ainda, como membros das comunidades locais, nacionais e internacionais.»


Este enunciado sublinha o caráter pedagógico do movimento, alicerçado nos princípios educativos estabelecidos pela Escola Nova, no Congresso de Calais, realizado em 1921, visando a total realização das capacidades da pessoa para que viva em harmonia: com ela própria, os outros seres humanos, com a natureza e com Deus. Este quádruplo relacionamento será sempre um espaço de cidadania, onde a liberdade “será o ar que se respira”, a psicologia e o primado da criança e do jovem as linhas mestras do processo educativo que se desenvolverá em quatro áreas de desenvolvimento pessoal: físico, afetivo, caráter, espiritual, intelectual e social (esta ordem que utilizamos no CNE permite construir a sigla FACEIS facilitando, desta forma, a sua enumeração). Estas áreas têm de ser todas trabalhadas, podendo ter ritmos diferentes, por forma a valorizar a pessoa no seu todo, visando o desenvolvimento harmonioso de crianças e jovens.


Convém ter bem presente que o movimento escutista se afirma como sendo uma, e apenas uma, entre muitas instituições de educação formal, não formal e informal, que contribuem para o desenvolvimento de crianças e jovens. Não tendo, por consequência, nem o objetivo, nem a intensão de substituir a ação da família, da escola, das instituições religiosas e de tantas outras instituições sociais. Ele foi concebido para ser um complemento ao impacto pedagógico destas instituições.
Também é importante sublinhar que a noção de cidadão responsável não pode ser isolada de um conceito mais vasto. Assim, uma pessoa é, antes de tudo, um ser individual que está inserido na sua comunidade local, paróquia e freguesia, que, por sua vez, faz parte integrando de outras comunidades político-administrativas e religiosas, os municípios e as dioceses, sendo estas englobadas num país, um estado soberano de caráter federal ou unitário, que muitas vezes integra algumas instituições de caráter regional ou mundial (União Europeia ou Organização das Nações Unidas, por exemplo).


Enquanto cidadão responsável, deve ter consciência dos direitos e obrigações relativamente a estas diferentes comunidades a que pertence. Baden-Powell, no “Escutismo para Rapazes”, no capítulo IX, dedicado aos nossos deveres de cidadão, diz-nos: «Todo o escuteiro deve preparar-se para ser bom cidadão do seu país e do mundo. Para isso deveis começar, enquanto novos, a considerar todos os rapazes vossos amigos. (…) Lembrai-vos também de que o escuteiro não é apenas amigo dos que o cercam, mas “amigo de todo o mundo”. Os amigos não lutam entre si. (…) Como escuteiros, ingressais num grande exército de rapazes de muitas nacionalidades e tereis muitos amigos em todos os continentes. (…) Os escuteiros de todo o mundo são os embaixadores da amizade, que se dedicam a criar amigos e a abater barreiras erguidas pela cor, credo e classe social.» Esta Fraternidade Mundial, criada por Baden-Powell, a sonhar com a construção de um mundo melhor, impregnado pela vivência da paz, temática que marca de forma indelével a finalidade do escutismo, sobretudo depois das duas guerras mundiais.

O fundador queria que o escutismo fosse um verdadeiro instrumento para a construção da paz, assim o afirma no discurso de abertura da Conferência Internacional da Kandersteg, Suíça, publicado na revista Jamboree, do mês de outubro de 1926: «A paz não pode ser garantida unicamente por interesses comerciais, alianças militares, desarmamento geral ou tratados recíprocos, a menos que o espírito de paz esteja presente na mente e na vontade dos povos. Isto é uma questão de educação» ou ainda, na mesma revista, mas de outubro de 1921: «Como Deus deve rir-se perante as pequenas diferenças que nós, homens, erguemos entre nós sob a camuflagem da religião, da política, de patriotismo ou de classe, esquecendo-nos do maior de todos os laços – o da Irmandade da Família Humana!». Interessante como, em outubro de 2020, exatamente noventa e nove anos depois, o Papa Francisco publica a Carta Encíclica Fratelli Tutti (Todos Irmãos) sobre a Fraternidade e a Amizade Social, dando, desta forma, ainda mais atualidade à finalidade do escutismo.


Outros artigos neste LINK


sábado, 31 de outubro de 2020

Folhinha Interparoquial nº 689 de 2 a 8 de novembro de 2020

Folhinha Interparoquial nº 689 de 2 a 8 de novembro de 2020

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Folhinha nº 688 de 26 de outubro a 1 de novembro de 2020

 Folhinha Interparoquial nº 688 de 26 de outubro a 1 de novembro de 2020

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

O Movimento Escutista Mundial (I)

O Movimento Escutista Mundial (I)

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 23 de outubro 2020 no jornal diário "Correio do Minho"


Na última crónica apresentei, com recurso à constituição do movimento escutista mundial, mais especificamente aos três artigos do primeiro capítulo intitulado sob a designação de “O Movimento Escutista”. Nesta, e nas próximas crónicas, procurarei colocar o enfoque em cada um dos aspetos identitários deste movimento.

Assim, ao focarmos o número um do artigo primeiro onde se define que «O Movimento escutista é um movimento educativo para os jovens, baseado no voluntariado; é um movimento de carácter não político, aberto a todos sem distinção de origem, de raça ou de credo, em conformidade com as finalidades, princípios e método tal como concebidos pelo Fundador e abaixo formulados» gostaria de chamar a vossa atenção para algumas palavras-chave e para o seu valor, neste contexto.

Desde logo para “movimento” que nos leva ao conceito de um dinamismo na ação, materializado em séries de atividades organizadas visando um, ou mais objetivos. Um movimento implica, desta forma, um objetivo a atingir e uma certa organização/estrutura que permita a sua consecução.

O facto do escutismo ser fundado sobre o “voluntariado” dá um relevo especial ao conceito de liberdade, uma vez que os seus membros aderem livremente e se comprometem com os seus princípios fundamentais constituindo os marcos do caminho de cada um, sendo que «o caminho são as tuas pegadas» (A. Marques 1992).

Na sua qualidade de movimento educativo, o escutismo assume-se como um movimento “não político”, no sentido que se situa num estádio diferente dos movimentos ou partidos políticos, pois não se implica na luta pelo poder, que constitui o ponto central da atividade política. Esta caraterística - “não político”, estando inscrita na constituição do movimento escutista mundial, constitui uma das caraterísticas fundamentais do escutismo. Isto não significa que o escutismo se isole relativamente às realidades políticas de um país ou de uma comunidade. Em primeiro lugar, porque sendo um movimento cuja finalidade é ajudar os jovens a tornarem-se cidadãos responsáveis, esta educação cívica não pode ser materializada sem uma tomada de consciência das realidades políticas de um país ou de uma comunidade. Em segundo lugar, porque sendo fundado sobre um certo número de princípios estes influenciam, naturalmente, todas as escolhas dos membros do movimento, tal como nos recorda Paulo Freire: «A educação é um ato político. Não há prática educativa indiferente a valores».

O escutismo ao assumir que é um movimento “educativo”, vê nesta sua caraterística a mais importante de todas, por isso, o próprio fundador no seu livro “Auxiliar do Chefe-Escuta” (p.48) nos alerta: «aqui encontramos o fim mais importante na formação do escuta – educar; não instruir, reparem bem, mas educar, isto é, levar o jovem a aprender por si, espontaneamente, aquelas as coisas que tendem a formar o seu próprio caráter».

A educação, no sentido mais lato do termo, pode ser definida como um processo visando a realização plena das capacidades do ser humano. É, portanto, necessário distinguir claramente o escutismo de todo o movimento puramente recreativo, imagem que o escutismo tende a apresentar, em certas partes do mundo e em certas unidades. A pesar das atividades lúdicas terem uma importância significativa na pedagogia escutista, não podemos confundir a árvore com a floresta, isto é, elas são um meio para se atingir um fim, não se podendo transformá-las, nunca, num fim.

Associamos, normalmente, a palavra “educação” ao sistema escolar que, todavia, e cada vez mais, representa apenas uma forma de educar. Segundo a UNESCO, podemos distinguir três conceitos de educação, que não são estanques entre si: educação formal, educação informal e educação não formal.

O escutismo integra-se, naturalmente, na “educação não formal”, uma vez que se desenvolve fora do quadro do sistema educativo formal e informal, sendo uma instituição autónoma e organizada, tendo uma finalidade educativa e destinando-se a um “público-alvo”.

O escutismo dirige-se a crianças e jovens, é um movimento destes e para estes, no seio do qual o papel dos adultos consiste em proporcionar-lhes os instrumentos e os conteúdos para a consecução das finalidades do escutismo, levando crianças e jovens a serem protagonistas da sua própria educação.

O escutismo é um movimento aberto a todos, sem distinção de origem, raça, classes ou credos. Assim, um dos preceitos fundamentais do movimento é o princípio da “não descriminação”, na condição que a pessoa adira, de seu pleno desejo, às finalidades, princípios e método do movimento escutista, onde deverá ter várias opções de escolha. 


Outros artigos neste LINK


quinta-feira, 22 de outubro de 2020

22 de Outubro - São João Paulo II - “Totus tuus”

22 de Outubro - São João Paulo II - “Totus tuus”
Concerto comemorativo do centésimo aniversário natalício do Papa João Paulo II - Coro e Orgão - Basílica do Sameiro - Braga

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Folhinha nº 687 de 19 a 25 de outubro de 2020

 Folhinha Interparoquial nº 687 de 19 a 25 de outubro de 2020

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Junta de Freguesia de Nogueiró e Tenões - INFORMAÇÃO

 


Junta de Freguesia de Nogueiró e Tenões - CEMITÉRIOS


Devido ao período de calamidade instituído e obdecendo aos normativos emanados pelo governo comunica-se que os cemitérios estarão abertos nos dias 31 de Outubro, 1 e 2 de Novembro com as seguintes condicionantes:

1 O Acesso é limitado a 10 pessoas por talhão em simultâneo;

2 É obrigatório o uso de máscara;

3 Distanciamento de 2 metros entre pessoas que não coabitem;

4 Permanência limitada a 15 minutos por pessoa;

5 Proibição de arranjo de floreiras no Cemitério;

6 Circulação segundo os percursos sinalizados, evitando cruzamento de pessoas.

O não cumprimento destas regras levará ao encerramento imediato do Cemitério.


quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Folhinha nº 686 de 12 a 18 de outubro de 2020

 Folhinha Interparoquial nº 686 de 12 a 18 de outubro de 2020

Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


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domingo, 11 de outubro de 2020

Quem é esse menino que em tão pouco tempo conquistou o coração dos Católicos no mundo todo?

 Quem é esse menino que em tão pouco tempo conquistou o coração dos Católicos no mundo todo?



Carlo Acutis, filho de Andrea Acutis e Antonia Salzano, nasceu em Londres, Inglaterra, no dia 3 de maio de 1991. No período em que nasceu, seus pais estavam na Inglaterra a negócios, e voltaram para Milão, Itália, em setembro do mesmo ano. A Itália então foi sua casa durante toda a sua vida.
Na sua infância, Carlo foi um menino simples, com hábitos semelhantes aos jovens de sua idade. Ele amava estudar, jogar futebol, andar de bicicleta, gostava sempre de estar com os seus amigos e era muito habilidoso em tecnologia da informação, a qual ele utilizou muito bem para evangelização.
A família de Carlo não frequentava a Igreja, porém, aos cuidados de uma babá polonesa, uma católica muito devota de São João Paulo II, o jovem menino pode conhecer Jesus e as maravilhas da Santa Igreja Católica. Foi então que, pouco a pouco a família toda retornou à Igreja.
Com a idade de sete anos, Carlo desejou receber o Sacramento da Primeira Comunhão. Após interrogar o menino precoce, Monsenhor Pasquale Macchi garantiu sua maturidade e seu nível de formação cristã, e concedeu então a permissão. Assim, em 16 de junho de 1998, Carlo recebeu a Primeira Eucaristia em silêncio no mosteiro de Bernaga.
Depois que recebeu a sua primeira comunhão, Carlo passou a frequentar a Santa Missa diariamente. Procurou sempre, antes ou depois da celebração eucarística, fazer um momento de adoração diante do Santíssimo Sacramento. Ele também rezava o Santo Rosário todos os dias e sempre teve a Virgem Maria como sua grande confidente.
Com sua bicicleta e um terço na mão, Carlo parava nas portarias dos prédios para falar com os porteiros sobre Deus. Havia empregado na casa dos Acutis, de religião hindu, que acompanhava Carlo com frequência até a missa. Um dia, conversando com esse rapaz sobre a Eucaristia, Carlo o convenceu de receber o batismo, para assim poder receber tão grande dom. O rapaz se converteu, foi batizado e hoje é católico.
Carlo viveu no começo da explosão da internet e soube usar do novo instrumento para evangelizar, razão pela qual muitos já o chamam de Padroeiro da Internet. Aos 11 anos, já começou a criar sites sobre os milagres eucarísticos, sobre as aparições de Nossa Senhora e sobre outros temas da fé católica. As páginas podem ser vistas nos seguintes endereços: http://www.carloacutis.com/pt/association/ e http://www.miracolieucaristici.org/pr/Liste/list.html
Para alimentar de conteúdo as páginas, Carlo viajou o mundo todo para ver de perto sobre o que escrevia. Seus sites tornaram-se mostras em museus do mundo todo, que continuam a ser expostas até os dias de hoje. Soube realmente usar da internet para o bem. Nas pesquisas feitas após a sua morte, não se descobriu em seu computador nenhum acesso de site impuro ou que tangencie a impureza.
Carlo Fez vídeos explicando verdades da fé. Um deles, que pode ser visto no Youtube, explica o mistério da Transubstanciação, quando o pão e o vinho transformam-se em Cristo verdadeiramente. Essa fé na Eucaristia era um dos sustentáculos de sua vida espiritual.
Carlo acreditava tanto que Jesus está nos sacrários das igrejas, que um dia recusou uma viagem proposta por seu pai para a Terra Santa, dizendo que preferia ficar em Milão, pois nessa cidade há mais sacrários em que se pode encontrar o Cristo Vivo, enquanto que em Jerusalém há poucos sacrários. Afirmou: “Por que vou ao lugar por onde Cristo andou há dois mil anos quando posso visitá-Lo vivo no sacrário?”. Carlo não tinha aversão a viagens, mas sempre procurava o sacrário por onde ia.
O lugar favorito de Carlo era Assis, onde respirava a tão amada e desejada espiritualidade Franciscana. Assim como São Francisco, Carlo também tinha a grande virtude da caridade. Ele tinha o hábito de juntar as ajudas semanais que lhe eram dadas pela família, para entregá-las aos necessitados da Obra de São Francisco em Milão.
Ao fim de sua vida, confidenciou ao seu diretor espiritual, que o visitava todos os meses, que já conseguia ficar diante do sacrário sem nenhuma dispersão ou distração. Tal oração, chamada de recolhimento, é própria dos santos.
Há algumas pessoas que são como flores belas num jardim. O jardineiro não consegue resistir de colhê-las a partir do momento que florescem. O jardineiro, que é Cristo, quis para Si o menino Carlo, não o deixando muito nesta vida.
Um dia, uma gripe forte atacou Carlo, quando ele tinha apenas 15 anos. A princípio, os médicos desconfiavam que se tratasse de caxumba. Mas, depois de exames, diagnosticou-se leucemia, e do tipo mais grave. Quando descobriu o diagnóstico, Carlo, com grande serenidade, disse: “Deus acaba de programar o alarme”. Pressentindo a sua morte, quando entrou no hospital para internação, Carlo afirmou à sua mãe: “Daqui, eu não saio mais”.
Apenas quatro dias depois, em 12 de outubro de 2006, Carlo entregou a sua alma a Deus. Nos seus últimos momentos, Carlo viveu extraordinariamente esse curto período de internação, sem nunca esmorecer ou perder a esperança. Seus pais são testemunhas de que ele ofereceu todos os seus sofrimentos decorrentes da doença ao “Papa e à Igreja”. Assim ele disse no leito de morte: “Ofereço todo o sofrimento que terei que sofrer pelo Senhor, pelo Papa e pela Igreja”.
O Funeral ocorreu em Milão, com a Igreja lotada, porém, Carlo foi enterrado em Assis, devido a um desejo que havia expressado anos antes à mãe, que tinha um jazigo na cidade.
A sua fama de santidade se espalhou tão rapidamente que, em tão pouco tempo, já temos o nosso querido Carlo declarado bem-aventurado!
Fonte: ROMERITO JOSÉ STINGUEL

A Constituição do Escutismo Mundial

A Constituição do Escutismo Mundial

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 9 de outubro 2020 no jornal diário "Correio do Minho"


Baden-Powell criou o Escutismo, no ano de 1907, em Inglaterra, mas a sua expansão foi fulminante, espalhando-se por todos os continentes. Em julho de 1922, representantes das associações escutistas, tendo em vista a coordenação do Movimento escutista em todo o mundo, reuniram-se em Paris e criaram a Conferência Internacional do Escutismo assistida por uma Comissão Executiva e um Secretariado.

Foi aprovada uma Constituição para reger a Organização Mundial do Movimento escutista dentro de um espírito de cooperação, de amizade e de fraternidade mundiais. A Constituição em vigor foi revista pela 41ª Conferência Mundial que decorreu nos dias 14 a 18 de agosto de 2017, em Baku, no Azerbaijão, tendo a alteração mais significativa incidido sobre o artigo III – Método Escutista.

O primeiro capítulo da constituição define o “Movimento escutista”, sendo o seu conteúdo vertido nos estatutos das organizações nacionais que queiram integrar o Movimento Escutista, é mesmo a condição sine qua non para que tal possa ser possível.

O artigo primeiro define: «1. O Movimento escutista é um movimento educativo para os jovens, baseado no voluntariado; é um movimento de carácter não político, aberto a todos sem distinção de origem, de raça ou de credo, em conformidade com as finalidades, princípios e método tal como concebidos pelo Fundador e abaixo formulados.» e estabelece a sua finalidade: «2. O Movimento escutista tem por finalidade contribuir para o desenvolvimento dos jovens ajudando-os a realizarem-se plenamente no que respeita às suas possibilidades físicas, intelectuais, sociais e espirituais, quer como pessoas, quer como cidadãos responsáveis e quer, ainda, como membros das comunidades locais, nacionais e internacionais.»

Já o artigo segundo estabelece, em três pontos, os princípios do escutismo – Princípios, Adesão a uma Promessa e uma Lei e O Emblema do Escutismo Mundial:

1. Princípios

«• Dever para com Deus.

- A adesão a princípios espirituais, a fidelidade à Religião que exprime esses princípios e a aceitação dos deveres que dela decorrem.

• Dever para com os outros.

- A lealdade para com o seu país, na perspetiva da promoção da paz, da compreensão e da cooperação a nível local, nacional e internacional.

- A participação no desenvolvimento da sociedade no respeito da dignidade humana e da integridade da natureza.

• Dever para consigo mesmo.

- A responsabilidade do seu próprio desenvolvimento.»

2. Adesão a uma Promessa e uma Lei

«Todos os membros do Movimento escutista devem aderir a uma Promessa e uma Lei que espelhem, em linguagem apropriada à cultura e à civilização de cada Organização Escutista Nacional e aprovadas pela Organização Mundial, o Dever para com Deus, o Dever para com os outros e o Dever para consigo mesmo, e inspiradas na Promessa e na Lei concebidas, na origem, pelo Fundador do Movimento Escutista» (...) [1]

3. O Emblema do Escutismo Mundial

«O Emblema do Escutismo Mundial é o símbolo de pertença ao Movimento Escutista. É constituído por uma flor de lis branca estilizada, envolvida por uma corada mesma cor disposta em círculo e unida na sua parte inferior por um nó direito, o conjunto sobre fundo púrpura, e constitui um elemento essências da identidade de marca do Movimento escutista.»

Finalmente, o terceiro artigo remete-nos para o método escutista que define como sendo: «um sistema da autoeducação progressiva baseado sobre a interação dos seguintes elementos: a Promessa e a Lei escutistas, o aprender fazendo, a progressão pessoal, o sistema de equipas, o suporte dos adultos, o quadro simbólico, a natureza e o envolvimento na comunidade.

O método escutista pratica-se criando uma experiência educativa, significativa para os jovens. Deve ser aplicado de forma coerente com a finalidade e os princípios do Movimento escutista. É igualmente descrito numa política específica adaptada e revista de tempos a tempos pela Conferência Mundial do Escutismo.»

Assim, a jeito de conclusão dir-se-á que o Escutismo pode prosseguir a sua ação, mesmo em tempos de pandemia, bastando agir como qualquer cidadão consciente, seguindo as regras emanadas pelas autoridades competente e não esquecendo que só poderemos ser úteis aos outros se nós próprios estivermos bem.



[1] Não se transcreve a Promessa nem a Lei do Escuta, uma vez que já lhes dedicámos várias crónicas (CM: em 2012: 10.fev; em 2015: 09 e 23.out, 20.nov, 04 e 18.dez; em 2016: 15.jan, 26.fev)


Outros artigos neste LINK


terça-feira, 6 de outubro de 2020

Folhinha nº 685 de 6 a 11 de outubro de 2020

Folhinha Interparoquial nº 685 de 6 a 11 de outubro de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:


-Quem desejar intenções de missa pode fazê-lo na Inscrição via e-mail, tel. ou no próprio dia, junto da Equipa de Acolhimento..






quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Desmascarar o Acolhimento (Direto)


Formação destinada às equipas de acolhimento – um papel que ganhou relevo nas comunidades cristãs no contexto actual. 
https://youtu.be/Jr_nhTBDJGk