domingo, 22 de janeiro de 2017

Chefe Acácio 45 anos no CEF - Mensagem do Chefe Regional

Caros escuteiros e dirigentes,
Há 45 anos, entrou no CEF, como chefe residente, uma pessoa que viria a marcar, de forma indelével, o escutismo da Região de Braga e, principalmente, os adultos da Região berço do CNE e muitos daqueles que, fora da Região, puderam conviver com ele.
O Chefe Acácio perfaz hoje 45 anos em Fraião, neste que foi o primeiro centro de formação de Dirigentes do CNE, o que nos enche de um enorme orgulho, neste espaço que ao longo destes anos tem contribuído para o desenvolvimento do escutismo.
A organização de todo este espaço, bem como do material da formação, da disposição das salas em que somos sempre bem acolhidos, em muito se deve à dedicação, subtileza, singular e abnegada disponibilidade do Chefe Acácio, deixando ainda uma marca profunda em todos os escuteiros e dirigentes que por lá passaram.
Naturalmente, que todos os que passam pelo Campo-Escola não se esquecem das “regras da casa” ou dos ralhetes, mas acima de tudo, do chefe Acácio, fica-nos o exemplo, o rigor, o serviço, a partilha e a amizade.
O Chefe Acácio é história dentro da história do Campo-Escola de Fraião.
Este ano, o Ch. Acácio atinge os 45 anos de serviço e dedicação ao Campo-Escola de Fraião. 45 anos de trabalho, empenho e dedicação ao Campo-Escola e a todos nós.
O Campo-Escola, a Região de Braga e o CNE estão-lhe gratos.
Do vosso amigo e Chefe Regional de Braga,
Hugo Cunha
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Chefe Acácio da Rocha Ribeiro - Chefe residente do Campo-Escola de Fraião

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fotos: dep. comunicação Junta Regional de Braga























segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Folhinha nº 519 de 16 a 22 de janeiro 2017

Folhinha boletim interparoquial nº 519 de 16 a 22 de janeiro 2017
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró,
- Santa Eulália de Tenões,
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias



quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Discurso do Chefe Nacional Ivo Faria na Tomada de Posse 7 janeiro 2017

Gostaria de começar por saudar todos os presentes nesta cerimónia, quer nesta Casa que nos acolhe, quer nos diversos pontos do país, através das redes sociais e internet.

É para nós uma emoção grande poder ter o vosso testemunho neste momento tão importante para as nossas vidas e para o nosso CNE.
Obrigado.

Muitas vezes nos perguntaram,
Porquê? O que vos leva a este caminho de serviço?

Uma das Frases que mais me marca e que foi decisiva na escolha desta equipa, é esta passagem da carta de S. Paulo aos Romanos:

“Pois assim como em um corpo temos muitos membros, e todos os membros não têm a mesma função, assim também nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e cada membro está ligado a todos os outros. Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada.” Rom 12, 4-6

Na verdade, não fui apenas eu que os escolhi, fomo-nos escolhendo uns aos outros, quando nos fomos aceitando como companheiros de caminho;
Quando não nos conhecemos ainda bem, há sempre um vínculo mútuo de confiança que estabelecemos ao convidar e ao aceitar o convite.

Todos temos uma história, um conjunto de experiências e de vivências, que nos vão construindo, vão moldando o que somos e o que pensamos.


As nossas motivações podem dizer-se em 3 palavras:

Em primeiro lugar:
Porque queremos ser fiéis à história do nosso CNE, aos que nos precederam, ao trabalho de renovação e de crescimento da ação pedagógica, que está sempre no centro da alegria do trabalho que fazemos. Foi por isso que escolhemos, para nomear o projeto, “Geração Futuro”, colocando-lhe 2 tónicas:
·         Na Ação (que se constrói do diálogo franco e fraterno, na ambição de um impacto indelével nas nossas crianças, adolescentes e jovens, e dos nossos adultos voluntários)
·         e no Tu (este TU que é o nosso próximo, procurando ver nele, em cada um deles, um pouco do Homem Novo).

Porque preferimos Agir, mais do que prever, e no encontro dessa ação com o Tu, encontrar o Eu (este eu que se constrói com o seu próximo e com Deus, num caminho de serviço à comunidade). O pórtico vai lembrar-nos, diariamente, da necessidade de estarmos sempre disponíveis para acolher o Tu, e para sair ao seu encontro. “Entra e deixa a porta aberta”, foi o mote com que nos reunimos aqui hoje.

Importa, por isso, mais do que perguntarmo-nos “qual o futuro para as nossas crianças e os nossos jovens?”, ser ação com a procura da resposta à pergunta “Que crianças e jovens queremos para o futuro?”

Pode parecer um pouco pretensioso, mas a intenção é outra, a de - afirmando a nossa intenção pedagógica como centro da tal ação - nos colocarmos ao serviço daqueles que verdadeiramente ajudam, todos os dias, a concretizar a resposta àquela pergunta: nós, os dirigentes, adultos voluntários que diariamente trabalham, lado a lado, com as crianças e com os jovens, na incansável e sempre inacabada construção de um mundo melhor.


A segunda motivação prende-se com o caminho que queremos trilhar. Foi por isso que estabelecemos, desde o início, um conjunto de 6 eixos, transversais na ação:
O Programa Educativo, a Capacitação dos nossos Adultos, a Comunicação, a Simplificação dos Processos, a Representação Externa e o Envolvimento.

Estes eixos vão para além das individualidades que constituem a equipa e das suas secretarias, exatamente porque é nesse trabalho e desse trabalho em equipa que resultará o sucesso da nossa ação. Serão transversais a todos.


A terceira motivação: e a razão pela qual escolhemos, desde cedo, o Lais de Guia, para nos lembrarmos que o projeto terá que ser feito no plural, no nós. Daí o Nós que unem. Queremos que o caminho seja feito com as regiões. As 20. E com os nossos agrupamentos todos, incluindo Macau, Genebra e Zurique. E que seja o caminho que as 20 regiões definam, em conjunto, na concordância sobre a relevância dos temas, das estratégias e metas. Somos, por isso, todos necessários.

Sabemos que este desafio, da unidade, não será fácil, nunca é.
E também não o podemos confundir com unanimidade. Queremos e precisamos acolher as vozes da diversidade, para construir um consenso. E é por isso que dissemos, várias vezes, que queremos que os nossos chefes regionais se sintam unidos e comprometidos com este desígnio. É por essa razão, que hoje oferecemos a mesma anilha que usamos e que, simbolicamente, nos compromete com essa confiança de, na frontalidade e na lealdade que nos deve caraterizar, podermos discutir abertamente o que nos preocupa, o que nos divide, e o que nos une. Também incluímos nesta equipa alargada, os presidentes dos restantes órgãos nacionais.

Gostávamos que o mesmo pudesse seguir-se para os diversos níveis da estrutura, procurando dar um sentido ao caminho, que o simplifique, que o aproxime dos agrupamentos, das unidades e dos escuteiros. Nós que unem todo o CNE.

Uma palavra também aos representantes das organizações civis com que  nos relacionamos:
Do Governo aos eleitos das autarquias locais, dos organismos, organizações e instituições com quem trabalhamos à sociedade em geral, queremos agradecer a confiança que, ao longo de todos estes anos vêm depositando em nós e no trabalho que realizamos, queremos reforçar as pontes, os nós que nos unem, no desenvolvimento de profundas parcerias, em prol da educação continuada dos nossos jovens e das nossas crianças.
Os nossos 1031 agrupamentos, as nossas estruturas de núcleo e regionais, bem como a Junta Central, todos nós, estamos – estou certo – preparados e comprometidos em, de mãos dadas, acolher, dinamizar, e porque não liderar, iniciativas e projetos ao serviço do desenvolvimento das nossas comunidades, nas suas mais diversas abordagens, no respeito pelos princípios que nos orientam. Importa, pois, dar sentido e eficiência a esta proximidade, aliando-nos no serviço e potenciando o impacto que sabemos ser capazes, juntos. Como dizia SS o Papa Francisco na sua Carta Encíclica: LAUDATO SI’:

231O amor, cheio de pequenos gestos de cuidado mútuo, é também civil e político, manifestando-se em todas as ações que procuram construir um mundo melhor. O amor à sociedade e o compromisso pelo bem comum são uma forma eminente de caridade, que toca não só as relações entre os indivíduos, mas também «as macrorrelações como relacionamentos sociais, económicos, políticos»”

À Conferência Episcopal Portuguesa, aos Senhores Bispos, Párocos, Assistentes dos nossos agrupamentos, queremos vincar o sentido de manter a porta do nosso coração aberta ao amor de Cristo, bem como trabalhar na Igreja que somos, para cada vez mais ajudar as crianças e os jovens a encontrar o seu caminho para frente, em direção a Jesus, o Homem Novo.

Aos nossos escuteiros: lobitos, exploradores/moços, pioneiros/marinheiros e caminheiros/companheiros, quero dizer-vos que é por vós, será sempre em vosso benefício, que nortearemos o nosso trabalho, a nossa entrega, a nossa energia, a nossa paixão por este movimento genial que Baden Powell, o nosso Fundador, criou, que o Pe. Jacques Sévin construiu Escutismo Católico, e que D. Manuel Vieira de Matos e o Monsenhor Avelino Gonçalves, fizeram nascer, nesta mesma região, em 1923.
Sois por isso, somos todos nós, fiéis depositários desta história e co-construtores do seu futuro, que se faz caminhando todos os dias. Estou certo que estamos à altura, cada um e cada uma de nós, deste enorme desafio.

Não poderíamos terminar sem expressar 3 agradecimentos: em primeiro lugar, aos que nos antecederam, pelo serviço generoso que prestaram, que agradecemos e a partir do qual nos propomos fazer caminho. Obrigado!

Em segundo lugar, à equipa Todos: pelos trilhos que partilhámos e pelas ideias que discutimos, importantes no Enriquecimento do projeto que será de todos nós.
Obrigado!

Aos nossos agrupamentos e às nossas famílias, que abdicam de um pouco (talvez bem mais do que um pouco) de nós, para que possamos também dedicar o nosso melhor para o oferecer ao serviço de Deus, da Igreja, do Escutismo e das nossas Comunidades.

Que Maria nos ajude, e que, com Inácio de Loyola, Isabel de Portugal, S. Nuno de Santa Maria e S. Jorge, possam caminhar lado a lado connosco, com o todo o CNE, em direção aos outros, e neles, a Cristo.

Muito obrigado.

Tomada de Posse da Junta Central do CNE
Sé Primacial de Braga, Catedral de Santa Maria
7 de janeiro de 2017
Ivo Faria, Chefe Nacional


Folhinha nº 518 de 9 a 15 de janeiro 2017

Folhinha boletim interparoquial nº 518 de 9 a 15 de janeiro 2017
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró,
- Santa Eulália de Tenões,
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias





segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Cabaz de Natal 2016 - Número sorteado

Informamos que o número sorteado do nosso Cabaz de Natal 2016 calhou ao número 262 (duzentos e sessenta e dois).
Agradecemos a todos quantos colaboraram comprando as nossas rifas, OBRIGADO


Folhinha nº 517 de 2 a 8 de janeiro 2017

Folhinha boletim interparoquial nº 517 de 2 a 8 de janeiro 2017
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró,
- Santa Eulália de Tenões,
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias




segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Folhinha nº 516 de 26 de dezembro de 2016 a 1 janeiro 2017

Folhinha boletim interparoquial nº 516 de 26 de dezembro de 2016 a 1 janeiro 2017
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró,
- Santa Eulália de Tenões,
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias





quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Natal és tu quando..... "Papa Francisco"



No Natal costuma haver muito barulho…
…Mas é necessário fazer silêncio para ouvir a voz do AMOR!
NATAL és tu, quando te dispões, todos os dias, a nascer de novo deixando Deus entrar no teu coração!

O PINHEIRO DE NATAL és tu, quando com a tua força e coragem resistes aos ventos e dificuldades da vida!
AS DECORAÇÕES DE NATAL és tu, quando as tuas virtudes são cores que enfeitam a tua vida!

A LUZ DE NATAL és tu, quando a tua vida de bondade, paciência, alegria e generosidade consegue ser luz que ilumina o caminho dos outros!

O ANJO DE NATAL és tu, quando consegues entoar e cantar a mensagem de paz, justiça e amor para todo o mundo!

A ESTRELA DE NATAL és tu, quando consegues guiar alguém até à alegria do encontro com Jesus!

OS REIS MAGOS és tu, quando consegues dar o melhor de ti mesmo a todos sem distinção!

A MÚSICA DE NATAL és tu, quando vives em harmonia interior e espalhas harmonia à tua volta!
O PRESENTE DE NATAL és tu, quando consegues comportar-te como verdadeiro amigo e irmão ou irmã de qualquer outro ser humano!

O CARTÃO DE NATAL és tu, quando a tua bondade está escrita no gesto de amor que ofereces ao outro!

“VOTOS DE FELIZ NATAL” és tu, quando perdoas, restabelecendo de novo a paz e concórdia, mesmo a custo do teu próprio sacrifício!

A CEIA DE NATAL és tu, quando sacias com o pão da esperança qualquer pessoa necessitada a teu lado!

A NOITE DE NATAL és tu, quando consciente, humilde e silenciosamente, recebes o Salvador do Mundo no teu ser.

UM MUITO FELIZ NATAL para ti e a todos e todas aqueles e aquelas que desejam e procuram assemelhar-se a este NATAL!


Adaptado por P. Carlos Alberto Nunes, MCCJ, a partir das intervenções do Papa Francisco 
publicação original por 

A Chama da Paz já se encontra connosco

A nossa candeia foi ontem, 14 dezembro, acesa na Cerimónia Regional que teve lugar em Areia de Vilar - Barcelos. 

Agora é a nossa vez! é a nossa vez de partilhar esta chama tão frágil mas ao mesmo tempo poderosa pelo que representa e transmite aos corações de quem a recebe. Uma chama que foi acesa na gruta da natividade em Belém e caminha de mão em mão sem nunca se apagar.
Convidámos-te a estares connosco na cerimónia de partilha quer em Nogueiró quer em Tenões, para também tu acolheres esta chama de Paz, mas não deixes que brilhe só para ti, partilha-a

Participa também na nossa campanha "Dezembro Solidário" contribuindo com alimentos.


sabe mais sobre a Luz da Paz de Belém, passo a passo 2016: LINK

domingo, 11 de dezembro de 2016

Folhinha nº 514 de 12 a 18 dezembro de 2016

Folhinha boletim interparoquial nº 514 de 12 a 18 dezembro de 2016
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró,
- Santa Eulália de Tenões,
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias





segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Folhinha nº 513 de 5 a 11 dezembro de 2016

Folhinha boletim interparoquial nº 513 de 5 a 11 dezembro de 2016
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró,
- Santa Eulália de Tenões,
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias






domingo, 4 de dezembro de 2016

Resultados Eleitorais Junta Central, Conselho Fiscal, Junta de Núcleo

Realizaram-se hoje 4 de dezembro as eleições para os órgãos nacionais do CNE, ficam aqui os resultados, ainda que provisórios, bem como para a Junta de Núcleo de Braga



Resultados eleitorais para a Junta de Núcleo de Braga:
Votos Sim 262
Votos Não 14

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Dirigente do C.N.E., quem és tu ?



Dirigente do C.N.E., quem és tu ?
(uma reflexão do Padre Ângelo Ferreira Pinto1 - dezembro 1996)



… Enviados de Jerusalém pelos importantes de então, sacerdotes e levitas fizeram a João

Baptista uma pergunta fundamental na vida de cada ser humano; uma pergunta que os outros nos fazem e que nós, antes de mais ninguém, devemos fazer a nós próprios e dar-lhe uma resposta verdadeira e corajosa. A pergunta é esta: “ Quem és tu?” Da resposta dada a essa pergunta depende a nossa vida e, porventura, a dos outros.

João Baptista respondeu com denodo e sem rodeios, primeiro pela negativa, depois pela positiva. Disse: “Eu não sou o Messias”, nem Elias, nem qualquer outro profeta. Sou simplesmente uma voz, aquela voz que clama, ainda que no deserto, e ninguém a queira ouvir. Eu sou a voz que clama e proclama uma mensagem e um aviso: “Endireitai os caminhos do Senhor”.

A mensagem foi proclamada, o aviso estava lançado. Aos que escutavam restava agora a incumbência de ouvir bem, compreender, interiorizar e executar.

Pouco antes, o autor do Evangelho tinha definido João Baptista como aquele que, não sendo a luz, vem dar testemunho da luz. Há no entanto, um pintor célebre que o representa de dedo indicador apontado a Jesus.

João Baptista é isto mesmo: uma voz que clama no deserto, um dedo indicador que aponta para Jesus, alguém que dá testemunho da luz.


… Agora peguemos nós na pergunta e voltemo-la para nós próprios: - E tu, quem és?

Que resposta vamos dar a esta pergunta? Ela é muito importante e dela depende a consciência ou inconsciência com que construímos a vida e ajudamos a construir ou a destruir a dos outros.



3. … Como dirigente no C.N.E., “quem és tu?”

a) –Como João Baptista, és um dedo acusador e denunciador de situações da crise de valores que atinge a sociedade actual com um reflexo nefasto na alma e no comportamento dos jovens, de acordo com a expressão da Exortação Pastoral da nossa Conferência Episcopal com o título – O Escutismo, Escola de Educação. Assim se lê no seu número primeiro: “Várias análises sociais chamam a atenção para a crise de valores da actual cultura massificada: o hedonismo, o culto do corpo e da aparência exterior, o prevalecer dos direitos individuais sobre os deveres, a tentação do dinheiro fácil, a febre do consumismo, o imediatismo, a tendência para o erotismo e para o luxo. Este ambiente cultural favorece o aparecimento de um tipo de pessoas com algumas características predominantes: a superficialidade, o narcisismo, a frivolidade, o vazio de referências éticas, a contestação da autoridade, a permissividade moral.

“De muitos lados se faz ouvir o alerta sobre esta crise de valores, muita gente se preocupa seriamente com o vazio de ideias e de projectos na vida das pessoas, designadamente dos jovens e as consequências negativas que brotam desse vazio.” (Exortação Pastoral da Conferência Episcopal do Escutismo – O Escutismo, Escola de Educação – 1995)

O Dirigente do C.N.E. que o seja de corpo inteiro e de alma comprometida, não pode deixar de ser aquele dedo acusador e denunciador de tais situações, bem como alguém que denuncia os silêncios cobardes, demolidores e comprometedores.

b) – Igualmente o Dirigente tem obrigação de olhar para dentro da sua Associação e de denunciar situações e intencionalidades que nada têm a ver com o escutismo proposto pelo C.N.E. – Escutismo Católico Português. Novamente cito a já referida Exortação Pastoral no seu número 10, onde se lê: “Seria um empobrecimento grave ver no Escutismo apenas os aspectos exteriores e deixar na sombra os valores humanos e cristãos que constam da sua proposta original e que o tornam uma escola de formação humana e cristã com grande actualidade. De igual modo, importa ter consciência da actual tendência laicista que ameaça desligar o Escutismo da sua matriz cristã e da sua intencionalidade, colocando em risco mesmo os valores humanos tão apreciados no projecto educativo desde Movimento”.

c) Não basta, no entanto, que sejas o dedo acusador e denunciador. É preciso que seja o dedo indicador da verdade fontal do Escutismo Católico Português e que indiques para o corajoso regresso à limpidez e transparência das origens.

Assim reza a referida Exortação Pastoral no seu número 3: “A fé ilumina o projecto educativo de Baden-Powell e oferece-lhe uma consistência mais sólida, identificando e enformando a dimensão espiritual que lhe é implícita. De facto, esta é enriquecida pela adesão ao Evangelho e pelo seguimento de Jesus Cristo, tornando-se apta para responder aos anseios mais profundos do coração dos jovens e potenciando o Escutismo católico para ser um instrumento privilegiado de proposta de fé e de evangelização dos mais novos.”



4. … Deste modo, tu, Dirigente do C.N.E., tens de ser um outro João Baptista que aponta decididamente aos jovens a direcção de Cristo – o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Conforme diz a mesma Exortação Pastoral no seu número 5: “O ideal cristão não é apenas um conjunto de verdades e de valores. É, antes de mais, o encontro e a descoberta de uma pessoa viva, Jesus Cristo, fonte e fundamento destes valores.” “O Escutismo católico encontra em Jesus Cristo uma referência concreta e um alicerce transcendente para o caminho que propõe. Procurem, pois, - prossegue a Exortação – os assistentes e os dirigentes do C.N.E. ajudar todos os escutas no conhecimento mais profundo e na adesão mais convicta ao mistério de Jesus Cristo.”



5. … Quem és tu, caro dirigente? – És, tens de ser, isto mesmo: um dedo que aponta, por um lado, males a evitar e, por outro, o caminho a percorrer. O Caminho é Cristo, pois Ele mesmo diz: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. (Jo 14, 6)

És, tens de ser, o dedo amigo que aponta o verdadeiro amigo – Jesus Cristo.

És, tens de ser, uma voz que anuncia, clama, proclama e aclama Jesus Cristo, o verdadeiro amigo dos jovens que nunca falta ao encontro com Ele marcado.

És, tens de ser, alguém que dá testemunho da luz maravilhosa que é Cristo. Para isso tens, tu também, de te deixar enamorar por Cristo, metê-lo na tua vida e deixar que no teu rosto se possa descobrir o seu rosto. Será assim transparente a tua vida, firme e entusiasmante a tua fé.

A fé não se ensina, vive-se. Deixa-se que ela tome conta de nós, inspire os nossos pensamentos, as nossas decisões e os nossos actos e faz-se com que ela se deixe viver. Os jovens gostam de aprender, mas a melhor lição é aquela que se lhes apresenta viva na nossa vida.


6. … Afinal “quem és tu”, caro dirigente do C.N.E.?

Aquilo mesmo que acabo de te dizer: dedo que aponta Jesus Cristo, voz que clama para O anunciar, testemunho d’Aquele que é a luz do mundo e o amigo do homem.

Consegues rever-te neste espelho?

Afinal… “quem és tu?”


Padre Ângelo Ferreira Pinto
Dezembro de 1996


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1O Pde Ângelo Ferreira Pinto foi assistente Regional do Porto e faleceu numa sexta-feira, 30 de Janeiro 1997, em Fátima, quando participava num encontro nacional de Assistentes do CNE.