sábado, 4 de dezembro de 2010

Lançamento de Monografia

No próximo sábado, 4 de Dezembro, no salão da Sede da Junta terá lugar a apresentação de uma Monografia de Nogueiró. Da autoria do escritor/investigador Eduardo Pires de Oliveira, o livro é uma edição da Junta de Freguesia que desta forma quer dar a conhecer aos nogueiroenses a história e as estórias da freguesia e deixar aos vindouros um documento que registe a origem, o património cultural e edificado, as tradições e muito daquilo que sendo desconhecido de muitos faz parte da história desta pequena terra, com gente pobre, mas de coração grande.

Situada entre Braga e o Santuário do Bom Jesus do Monte, Nogueiró é uma freguesia injustamente esquecida. Tem-se falado dela ultimamente por causa do sucesso do Festival de Música Castro-Galaico. Mas a verdade é que há várias outras coisas merecedoras de relevo: um castro importante no contexto da cidade de Bracara Augusta, uma obra nova saída da lavra do grande engenheiro que foi Carlos Amarante...

Foi precisamente para dar a conhecer a sua história e a sua realidade humana e artística que a Junta de Freguesia encomendou a Eduardo Pires de Oliveira um livro onde fossem dados a conhecer o passado da freguesia e a realidade presente. Este livro, com quase 300 páginas, fala-nos com a minúcia possível dos homens que viveram há mais de 2.000 anos na freguesia, conta-nos como é que duas freguesias, Dadim e Nogueiró se uniram numa só no ano de 1675, narra-nos os sucessivos passos da evolução do edifício da igreja paroquial, de Nogueiró durante a Idade Moderna, do que a freguesia sofreu durante as Invasões Francesas, etc.

Mas o livro não fala só da história antiga, dá-nos também uma panorâmica da situação do século XX, da vida da Junta de Freguesia e dos anseios da sua população, seja no capítulo das vias de comunicação, do abastecimento público de água ao domicílio, da chegada da luz eléctrica, do primeiro autocarro dos transportes públicos urbanos, etc., etc.

E fala-nos também dos seus habitantes, dá-nos a conhecer a evolução da população ao longo dos séculos e traça breves biografias de alguns homens de relevo ou que lá deixaram obra, casos de Carlos Amarante, Venâncio José Rego, etc. Um capítulo importante é dedicado à vida religiosa, nomeadamente à confraria de Nª Sª da Consolação que tinha uma direcção bipartida, vivendo uns mesários na cidade e outros na “aldeia”, como no século XVIII se dizia. E descrevem-se também os festejos àquela Senhora que nas décadas de 1920, 30 e 40 foram, talvez, as mais importantes do concelho logo a seguir às do S. João!

Outros capítulos dão-nos a conhecer várias instituições da freguesia, os Símbolos Heráldicos e a Geografia Eleitoral. Por fim, apresenta-se um conjunto de 20 documentos – o mais antigo data de 1581! – e uma bibliografia exaustiva sobre a freguesia composta por 75 livros e artigos impressos, para além de um grande número de livros manuscritos existentes quer no Arquivo Distrital de Braga, quer nos Arquivos da Junta de Freguesia, da Paróquia e da Confraria de Nª Sª da Consolação.

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