terça-feira, 17 de março de 2020

«Locais de atendimento para casos suspeitos de COVID-19» - Concelho de Braga

:: INFORMAÇÃO COVID-19 ::
«Locais de atendimento para casos suspeitos de COVID-19»
No contexto da pandemia por COVID-19, integrado no Plano de Contingência do Agrupamento de Centros de Saúde Cávado I - Braga, informa-se a população residente no Concelho de Braga de que irão entrar em funcionamento locais de atendimento para casos suspeitos de COVID-19, sendo suspenso provisoriamente o funcionamento do Serviço de Atendimento Prolongado.
Os locais de atendimento para casos suspeitos de COVID-19, designados como Áreas Dedicadas COVID-19, estão organizados da seguinte forma:
Horário de Funcionamento - A partir do dia 17 de Março, de Segunda a Domingo, entre as 08h00 e as 20h00.
Locais de Atendimento - Os locais onde decorrerão as consultas de atendimento de utentes com suspeita de COVID-19, estão organizados conforme a unidade de inscrição do utente, de acordo com a seguinte informação:
Locais da consulta COVID-19:

👉 Edifício de Infias (Rua Padre António Freire, 15 4700-004 Braga)
para os utentes inscritos nas unidades:
• USF Braga Norte
• USF Sete Fontes
• USF Ruães
• UCSP Adaúfe

👉 Edifício de Maximinos (Largo Paulo Orósio, 4700-036 Braga)
para os utentes inscritos nas unidades:
• USF Maxisaúde
• USF Manuel Rocha Peixoto
• USF Saúde Oeste
• USF Tadim
• USF São Salvador
• USF São Lourenço
• UCSP São Geraldo/Pedralva

👉 Edifício do Carandá (Rua André Soares, 25 4715-213 Braga)
para os utentes inscritos nas unidades:
• USF São João
• USF Minho
• USF Sanus Carandá
• USF Salutis
• USF + Carandá
• USF Gualtar
• USF Esporões
• USF Bracara Augusta

Os locais referidos estão devidamente identificados com a sinalética COVID-19.






Folhinha interparoquial de 15 março 2020

Avisos da Paróquia:
Celebração de missas: Em consonância com as indicações do Governo e das autoridades de saúde, a Conferência Episcopal Portuguesa determina que os sacerdotes suspendam a celebração comunitária da Santa Missa até ser superada a atual situação de emergência .
Cartório Paroquial: o serviço do cartório paroquial deixa de estar aberto ao público. Para tratar de qualquer assunto devem entrar em contacto telefónico (telem. 916099541) ou por mail (zonaestebraga@gmail.com).
Rezar em Casa: Durante este tempo iremos dando alguns contributos para que a nossa caminhada de quaresma possa continuar.
O Laboratório da Fé preparou uma Liturgia Familiar para este 3º domingo da Quaresma.
Com o apoio de uma proposta de oração, de um vídeo e até de atividades para os mais novos, podemos, em família, alimentar a nossa fé e criar ou manter o hábito de ler a Palavra de Deus.

Visitem a página em LINK












sexta-feira, 13 de março de 2020

Junta de Freguesia de Nogueiró e Tenões - Aviso: Plano de Contingência COVID-19


Aviso:
Plano de Contingência COVID-19
Tendo em conta os recentes desenvolvimentos relacionados com a pandemia do COVID-19 e o comunicado dos Orgãos Governativos a  Junta da União de Freguesias de Nogueiró e Tenões vem por este meio comunicar que:
  • Os serviços de Apoio à Família no Jardim de Infância e na Escola EB1 de Nogueiró e Tenões ficam suspensos a partir de segunda-feira até novas ordens do governo e das autoridades de saúde.
  • Recomenda-se que as crianças, abrangidas por esta medida do governo, permaneçam em casa e sigam escrupulosamente as indicações das autoridades. Não é recomendável que se desloquem para fora do seu domicilio ou que frequentem espaços públicos.. Estando de quarentena deverão permanecer o mais possível nas suas habitações;
  • Os serviços da Junta deixam de estar abertos ao público no horário normal bem como no atendimento nocturno e passam a funcionar apenas por marcação/solicitação por telefone (253 676 783) ou por email ( geral@ufnogueiro-tenoes.pt ). Qualquer outro assunto considerado mais urgente será feito através de marcação prévia.
  • Recomenda-se a todos os cidadãos que façam apenas os contactos sociais estritamente necessários. Devem abster-se, o mais possível, de estarem juntos, de frequentar locais públicos com exceção daqueles essenciais e seguindo as regras de higienização impostas pela Direção Geral de Saúde;
  • 6- A Junta de Freguesia aconselha ainda toda a população a seguir as recomendações da Direcção-Geral da Saúde na adoção de medidas preventivas de higiene, etiqueta respiratória e práticas de segurança alimentar para reduzir a exposição e transmissão da doença:
    – Tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos e deitar o lenço de papel no lixo);
    – Lavar as mãos com água e sabão ou uma solução desinfetante à base de álcool;
    – Evitar o contacto com doentes com infeções respiratórias;
    – Evitar deslocações desnecessárias;
    – Em caso de sintomas contacte a linha de saúde 808 24 24 24.
As presentes medidas de prevenção e contenção irão sendo atualizadas em função da evolução do surto do Corona Vírus, do agravamento ou desagravamento da situação e das informações das autoridades.
Todas as recomendações ou comunicações à população serão publicadas no site oficial da União de Freguesias em  www.ufnogueiro-tenoes.pt
Como as declarações do Primeiro-Ministro de Portugal “esta é hoje uma luta pela nossa sobrevivência em que precisamos de todas as pessoas e do empenho de todos os cidadãos contra uma ameaça que não ainda compreendemos totalmente”.
Juntos vamos conseguir!



Os Princípios Fundamentais do Escutismo versus a Pandemia da Covid-19

Os Princípios Fundamentais do Escutismo Versus a Pandemia da Covid-19

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 13 de março 2020 no jornal diário "Correio do Minho"


A Constituição Mundial do Escutismo consagra três Princípios Fundamentais do Escutismo:
·      O dever para consigo próprio - o dever de cada um de desenvolver a sua própria autonomia e assumir a responsabilidade por si próprio;
·      O dever para com os outros - o dever de cada um de reconhecer e respeitar os outros e o mundo sabendo que deve viver em interação constante com eles e contribuir ativamente para o seu bem;
·      O dever para com Deus - o dever de cada um de buscar um significado maior para a Vida e de fazer seus, no dia-a-dia, os valores espirituais nele contidos.
Estes princípios fundamentais são uma espécie de ADN do escutismo mundial e neles se expressa a trípla dimensão do escuteiro independentemente do seu lugar de origem, raça, género ou crença religiosa.
Neste momento (quarta-feira) em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) qualificou a Covid-19 como uma pandemia e sendo certo que, mais dia, menos dia, Portugal deverá entrar na última fase de resposta, a chamada fase de mitigação, “caraterizada pela transmissão local em ambiente fechado e transmissão comunitária”. O Corpo Nacional de Escutas, em sintonia com os dois primeiros princípios fundamentais, supramencionados, e com as orientações da Direção Geral da Saúde, mas também em articulação com as diversas estruturas do movimento (nacional, regionais e de núcleo) e ainda com a Conferência Episcopal Portuguesa e com o Bispo diocesano, foi construído o seu plano de ação para o combate à Covid-19.
A Junta Regional de Braga, neste contexto, emitiu uma orientação para toda a Região (território correspndente ao da Arquidiocese de Braga) a aplicar em todas as estruturas: 10 Centros Escutistas, 9 Núcleos e 237 Agrupamentos. Envolvendo um efetivo de 13.611 escuteiros, assim distribuidos: 2.718 Lobitos, 3.370 Exploradores, 2.817 Pioneiros, 1.763 Caminheiros e 2.945 Dirigentes.
Na sua mensagem, divulgada, via email, a todas as estruturas, o Chefe Regional de Braga anunciava:
·         A suspensão, até 3 de abril próximo, de todas as atividades, ações de formação e demais encontros e reuniões de caráter regional;
·         A extensão destas medidas aos níveis de Núcleo e de Agrupamento;
·         As ações ora suspensas poderão vir a ser reagendadas, depois de passada a crise;
·         As recomendações da Conferência Episcopal Portuguesa deverão ser consideradas em todas as Celebrações Litúrgicas;
·         A duração destas medidas anunciadas serão acompanhadas sendo revistas em função do desenvolvimento da ecolução da pandemia e das orientações emanadas das autoridades competentes;
·         O Escutismo Católico Português suspendeu todas as suas atividades presenciais, mas “não foi de férias”, devendo este tempo ser aproveitado para um maior recato social, sendo esta a forma de Servir os outros e as nossas comunidades;
·         Estes momentos de recato social permitirão aos dirigentes um tempo de avaliação e de planeamento na sua ação e aos elementos momentos de leitura e de aprefeiçoamentos dos instrumentos de informação e comunicação digitais.

Finalmente, usando as palavras do Chefe Regional: «no CNE, como movimento de educação (não formal) pelo exemplo, apelamos, que todos procedam mediante os valores que nos caracterizam, sempre à luz da Lei e Princípios. O nosso resguardo é a proteção das nossas crianças e jovens, das suas famílias e de toda a nossa comunidade. O espírito escutista deve prevalecer sempre.»

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quinta-feira, 12 de março de 2020

"Lutar de forma original contra o coronavírus" D. Jorge Ortiga

Lutar de forma original contra o coronavírus

Nota Pastoral de D. Jorge Ortiga.




Basta abrirmos as páginas dos Evangelhos para podermos contemplar Jesus de Nazaré que, movido pelo amor misericordioso e pela paixão libertadora, cura e arranca tantas pessoas do poder destruidor do mal. Deste modo, Jesus torna palpável a proximidade misericordiosa de Deus.

É com Aquele de quem somos discípulos que queremos aprender a ser solícitos para com os doentes (cf. v.g. Mt 9,12) e a tomar medidas proativas na pastoral da saúde. Tal como Jesus, que luta contra as doenças de forma original, ao cuidarmos da saúde pública, passamos a fazer o bem. E, segundo a nossa longa tradição, tudo faremos, na medida das capacidades e da solidariedade possível, segundo a evolução das ciências médicas e a prática da medicina, quer pela prevenção das doenças, quer pela cura dos enfermos e, bem assim, apoiar quem deles cuida. A qualidade de uma comunidade afere-se por este cuidado.

Sempre rumo à Páscoa

O dom da vida tem um valor inviolável. Temos o dever de a proteger, a nossa e a dos outros. É pecado grave atentar contra ela e, por isso, em momentos de epidemia, compete ao cristão sacrificar tudo para a defender. A festa da Páscoa, vitória da vida sobre a morte, é oportunidade para interiorizarmos os compromissos que daqui advêm.

1. Conhecedores da situação atual e interessados na contenção do coronavírus, cabe-nos lutar arduamente contra todas as fontes possíveis de contágio. Não obstante as contingências, que não nos dispensam de viver a Quaresma, preparamo-nos para a celebração da Páscoa. É a nossa festa maior: «o centro de todo o ano litúrgico» (MR, p.1382). Jesus pediu que a celebrássemos em Sua memória. Aliás, «a Igreja sempre entendeu que esta ordem lhe dizia respeito e, por isso, foi estabelecendo normas para a celebração da santíssima Eucaristia, no que se refere às disposições da alma, aos lugares, aos ritos e aos textos» (IGMR, 1).

Orientações da OMS e DGS

2. Porque o bispo da Diocese tem, entre outros serviços, a moderação da vida litúrgica e a promoção da atividade apostólica nas suas comunidades, peço a todos e, nomeadamente, aos responsáveis destas – padres, religiosos e leigos – que observem, seriamente e com solicitude ética, as indicações aqui assinaladas, bem como outras amplamente divulgadas, quer pela Organização Mundial de Saúde (OMS), quer pela Direção-Geral da Saúde (DGS). A evolução da situação poderá determinar medidas excecionais. Se necessárias, disponhamo-nos a adotá-las, de forma a evitar o contágio nas reuniões do povo de Deus, inclusive nas assembleias litúrgicas.

Atenção aos idosos e crianças

3. Os grupos de maior risco – crianças e idosos – merecem uma atenção redobrada. Neste sentido, peço que se observem todas as recomendações do Ministério da Saúde relativas aos Centros de Dia e Lares de Idosos. As visitas devem ser evitadas, ou mesmo restritas, assim como um cuidado atento aos processos de higienização pessoal e desinfeção dos espaços. Ao mesmo tempo, acompanhe-se de perto as recomendações e decisões do Estado relativas às escolas e colégios. Sobretudo nas áreas mais afetadas, e nas quais se determina o encerramento dos estabelecimentos de ensino, é obrigatória a suspensão da catequese e atividades dos grupos de jovens.

Algumas orientações pastorais

4. A fim de concretizar esta luta contra a propagação do coronavírus, no que diz respeito mais diretamente à vida litúrgica, peço:

a) Apliquem-se as indicações já fornecidas pela Conferência Episcopal Portuguesa (02.03.2020): “Como em situações semelhantes (…) recomendamos algumas medidas de prudência nas celebrações e espaços litúrgicos, como, por exemplo, a comunhão na mão, a comunhão por intinção dos sacerdotes concelebrantes, a omissão do gesto da paz e o não uso da água nas pias de água benta”;

b) Durante as celebrações do Tríduo Pascal, procure-se evitar todo o tipo de contacto que possa servir de transmissão: a veneração da cruz na celebração da Paixão do Senhor, por exemplo, far-se-á com a inclinação profunda, ou com a genuflexão. Além disso, tal momento pode ser acompanhado com cânticos ou com a leitura de textos apropriados.

c) Na Vigília Pascal e no Domingo de Páscoa, não deve apresentar-se, como é costume, a cruz com o Ressuscitado, para o beijo ou saudação com o toque da mão.

d) No Domingo de Páscoa, na segunda-feira de Páscoa ou no Domingo de Pascoela, o “Compasso” ou “Visita Pascal”, mesmo tendo presente a enraizada tradição das comunidades da nossa região, não se irá realizar.

Cada família, no aconchego do seu lar, deve encontrar modos festivos de celebrar este dia especial. A família, como “Igreja doméstica”, saberá viver este momento como verdadeiro encontro com o Ressuscitado. A Páscoa, sem desconsiderar a vertente comunitária, teve sempre um cunho familiar inconfundível. Pedimos, por isso, aos párocos que preparem subsídios pastorais que ajudem as famílias a viverem a Páscoa nesta situação excecional.

e) No momento presente, não nos parece conveniente pensar na suspensão das eucaristias dominicais. Sendo necessário, não deixaremos de o fazer. Em última circunstância, pode recorrer-se às novas tecnologias, tal como acompanhar a eucaristia através da televisão, internet ou da rádio.

f) Aos párocos solicitamos e aconselhamos que, com o Conselho Pastoral, decidam se as habituais confissões em tempo quaresmal não deverão acontecer antes em tempo posterior, após este surto epidémico ser superado. Ciente que “a confissão individual e íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário pelo qual o fiel, consciente de pecado grave, se reconcilia com Deus e com a Igreja” (CDC, can. 960), não posso deixar de exercer também aqui a minha missão de Pastor no exercício daquelas funções que me são atribuídas pelo Código de Direito Canónico (can. 961, §2), em particular, naquela competência de avaliar a “necessidade grave” que justifique a absolvição geral sem confissão individual dos pecados, sem prejuízo de quanto se refere na Instrução Pastoral, o Ministério da Reconciliação, da Conferência Episcopal de 2001.

Aqueles sacerdotes que optarem por este modo de celebração, conforme as recomendações do Ritual, sintam-se comprometidos em esclarecer os fiéis acerca de alguns requisitos essenciais para a celebração do sacramento nesta fórmula C, particularmente, que os penitentes se “arrependam dos pecados cometidos” e façam o “propósito de não mais pecar”, que se proponham “reparar os escândalos” e danos que, porventura, tiverem causado e confessem, “em devido tempo, cada um dos pecados graves que não podem confessar agora” (Cf. Ritual da Celebração da Penitência, 60). Reafirmamos que há o dever da confissão, por ocasião da Páscoa, e que esta confissão deve ser individual, a não ser que circunstâncias excecionais justifiquem o recurso às chamadas “absolvições coletivas”, tendo sempre presente as recomendações da DGS.

Encontramo-nos numa situação extraordinária e, nesse sentido, tenho a missão de providenciar que tanto os presbíteros como os fiéis procedam corretamente para evitar qualquer hipótese de contágio (Cf. Nota pastoral O Sacramento da Reconciliação na Vida da Igreja (2008). Neste sentido, aconselhamos os sacerdotes a evitarem as confissões, enquanto esta situação de epidemia se mantiver, elucidando os fiéis sobre a excecionalidade deste tempo e as medidas adotadas.

Tudo o que escrevemos neste momento está sujeito a ser ajustado em função da evolução da propagação do coronavírus. Sem alarmes infundados, mas com esforço redobrado, tudo faremos para que se reduza o impacto deste problema de saúde pública. Estamos persuadidos de que, com estas e outras eventuais medidas, o conseguiremos mais facilmente. Apelo à sensibilidade e sentido de corresponsabilidade, juntando o esforço pessoal e comunitário ao trabalho das instituições públicas e eclesiais, ou outras.

A todo este empenho juntemos a oração. Rezemos ao Senhor, que, por mediação da Sua e nossa Mãe, se compadeceu de todos os frágeis e doentes, para que dê alívio e cure todos os infetados, anime os que deles cuidam, ajude os investigadores a encontrar os meios de cura, e a todos nos dê saúde e sensibilidade para o cuidado compassivo dos enfermos e para evitar que a doença se espalhe.


Oração

Senhor Jesus, Salvador do mundo,
esperança que não conhece a desilusão,
tem piedade de nós e livra-nos do mal!
A Ti imploramos a vitória
sobre o flagelo deste vírus que se está a difundir,
a cura dos doentes,
a proteção dos que estão sãos,
o auxílio para quem presta cuidados de saúde.
Mostra-nos o Teu Rosto de Misericórdia
e salva-nos com o Teu grande amor.
Tudo isto te pedimos por intercessão de Maria,
Tua e nossa Mãe, que fielmente nos acompanha!
Tu que vives e reinas pelos séculos dos séculos. Amen!

(† Bruno Forte)


Braga, 12 de março de 2020

† Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz




Escuteiros de Nogueiró - SUSPENSÃO DE ACTIVIDADES


ALERTA - SUSPENSÃO DE ACTIVIDADES

Prezados Pais, Caros Escuteiros,
No contexto do surto de COVID-19 e tendo em conta as medidas decretadas pela Direção Geral de Saúde, os órgãos Nacional, Regional, e de Núcleo do CNE - Corpo Nacional de Escutas, e a Arquidiocese de Braga, a Direção do Agrupamento de Escuteiros de Nogueiró, determinou a suspensão de todas as atividades escutistas até ao dia 3 de abril 2020.
Esta é uma medida de prevenção com o objetivo de proteger a saúde e o bem estar, bem como evitar o possivel alastramento deste surto.
Neste sentido, até 3 de abril, não haverá reuniões semanais, actividades de secção ou de agrupamento ou quaisquer dinâmicas que pudessem estar agendadas.
Saudações escutistas,
Sempre Alerta para Servir


P´la direção do Agrupamento
Nuno Cunha
Chefe de Agrupamento.






terça-feira, 10 de março de 2020

COVID-19 - ALERTA Junta Regional de Braga - 10 março 2020 - Suspenção de actividades


Caros escuteiros e dirigentes,

Considerando a necessidade da Junta Regional de Braga assumir uma posição que contribua para a prevenção e controlo do virus COVID-19 e perante o agravamento da situação na Região Norte do país nas últimas horas, bem como de proporcionar a informação adequada, quer em termos de prevenção, quer de identificação e de atuação perante eventuais casos;
Tendo em conta toda a evolução e medidas preventivas adotadas por todas as entidades responsáveis, relacionada com a evolução do vírus COVID-19, com o objetivo de garantir a segurança e saúde de todos os associados, não obstante às medidas tomadas pelo CNE através da Junta Central (que pedimos a melhor atenção), a Junta Regional de Braga, vem comunicar o seguinte:

1- Em consonância com as várias recomendações das autoridades civis, nomeadamente da DGS, Proteção Civil e contactos informais com delegados de saúde e profissionais qualificados, e ainda das medidas adotadas em vários órgãos públicos, como escolas, universidades, prisões, hospitais, entre outras, a Junta Regional de Braga vai adiar as atividades, formações e demais encontros e reuniões de caráter regional, com caráter suspensivo até 3 de abril.

2- Informamos que esta medida é tomada em consonância com as Juntas de Núcleo, devendo estas medidas serem adotadas por todas as estruturas, agrupamentos e unidades.

3- Estas medidas estão a ser coordenadas e em consonância com a Arquidiocese.

4- As atividades no período pós suspensão devem ser repensadas e possivelmente
recalendarizadas. Sugerimos que vejam se conseguem preparar à distância, por exemplo com reuniões em conferência online. Caso esta opção não seja possível, devem pensar no seu reagendamento. A Junta Regional de Braga fará o mesmo, por exemplo, com o Festivais Regionais.

5- Nas celebrações litúrgicas solicitamos que sigam as recomendações da conferência episcopal, diocesanas e arciprestais. A participação enquanto escuteiro/unidade/agrupamento nas reuniões de piedade/dia de agrupamento, entre outras, sendo uma atividade escutista, deve ser suspensa.

6- Perante as necessidades e exigências, estas medidas de contingência são evolutivas e com cariz operacional que funcionará em articulação com os agentes de saúde e proteção civil locais e que centralizam as respostas e decisões face à evolução da situação nas nossas comunidades. A duração das medidas anunciadas poderão ser revistas consoante o
desenrolar dos acontecimentos e em função da evolução epidemiológica e orientação
das entidades competentes.

7- Reforçamos a ideia de que é fundamental o acompanhamento da situação, apelando à calma, ao bom senso, e sobretudo ao sentido de responsabilidade de todos. Estas medidas são tomadas apenas com cariz preventivo para respondermos enquanto movimento, comunidade e sociedade a um problema que a todos diz respeito.

8- Apelamos a todos que evitem circulação desnecessária e o contacto com pessoas,
particularmente contactos em grupo, quando por recomendações das autoridades de saúde
locais for atribuída a qualquer pessoa a necessidade de quarentena, as mesmas devem
permanecer em casa. A restrição do contacto social é uma medida comunitária, que a todos beneficia e diz respeito. É assim que nesta altura podemos e devemos servir.

9- Recomendamos a necessidade de permanentemente consultarem as recomendações da DGS.

Por fim, o CNE como movimento de educação (não formal) pelo exemplo, apelamos que todos procedam mediante os valores que nos caracterizam, sempre à luz da Lei e Princípios. O nosso resguardo é a proteção das nossas crianças e jovens, das suas famílias e de toda a nossa comunidade.

O espírito escutista deve prevalecer sempre.

Forte canhota,

Hugo Cunha
Chefe Regional de Braga

segunda-feira, 9 de março de 2020

Folhinha nº 668 de 9 a 15 março de 2020

Folhinha Interparoquial nº 668 de 9 a 15 março de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias:








segunda-feira, 2 de março de 2020

Jean Piaget e o Escutismo, por CAP

Jean Piaget e o Escutismo

por: Carlos Alberto Lopes Pereira
artigo publicado a 28 de fevereiro 2020 no jornal diário "Correio do Minho"


Sir Jean William Fritz Piaget, mais conhecido por Piaget nasceu, a 9 de agosto de 1896 em Neuchâtel e faleceu a 16 de setembro de 1980 em Genebra. Foi um epistemólogo suíço, procurou determinar cientificamente o processo de construção do conhecimento. Assim, no seu contributo para a psicologia, criou a teoria cognitiva para explicar o desenvolvimento cognitivo humano e através desta, tiveram a certeza que a construção do ser humano é um processo que vai acontecendo ao longo da vida das crianças. Foi considerado um dos mais importantes pensadores do século XX.
Piaget, no V Congresso Internacional de Educação Moral, realizado em Paris, em 1930, apresentou uma comunicação intitulada «Os Procedimentos da Educação Moral» Traduzida para língua portuguesa, por Maria Suzana de Stefano Menin, editada em livro “Cinco estudos de educação moral / Jean Piaget ... (et al)”, organizador Lino de Macedo. - São Paulo: Casa do Psicólogo, 1996. - (Coleção psicologia e educação), na terceira parte da comunicação “Sobre alguns procedimentos classificados conforme os domínios da educação moral” logo no primeiro exemplo «A formação do caráter e o cultivo da bondade”, o autor faz a seguinte apreciação do escutismo, neste enquadramento:
Outro movimento bastante conhecido, de modo que não precisamos falar muito dele, deve seu imenso sucesso aos mesmos princípios da atividade e da mutualidade: é o escotismo. Limitemo-nos a destacar que essa admirável experiência de educação moral é instrutiva, isto do ponto de vista que temos adotado neste artigo. Sobre o conteúdo de sua "lei", o escotismo não apresenta nada de muito novo. O apelo à honra para formar o caráter, à ajuda aos outros e o equilíbrio entre a saúde física e a saúde moral são os preceitos usados; quando Baden-Powell busca relatar, em seus escritos, os artigos de sua pedagogia moral não suplanta em quase nada os melhores autores sobre lições de moral. Mas, na prática, que psicologia"[1]: A esse respeito, parece-nos que o central do escotismo é alcançar um equilíbrio mais flexível entre as duas morais da criança às quais temos procurado distinguir no decorrer deste artigo. O respeito dos pequenos pelos mais velhos e destes pelos chefes explica, essencialmente, porque os conselhos do educador não caem em vão, mas adquirem um valor duplamente obrigatório: Baden-Powell compreendeu muito bem não só que o exemplo é tudo na educação, mas também que as relações das pessoas entre si constituem a verdadeira fonte dos imperativos morais. Além disso, ele compreendeu, também, e este não é o seu mérito menor, que a moral do dever constitui-se apenas como uma etapa do desenvolvimento da consciência e que o respeito unilateral exige, por seus fins, ser moderado pelo respeito mútuo, ao momento em que será definitivamente substituído por este. Essa é a razão pela qual o ideal do chefe dos escoteiros é ser um treinador e não um comandante: "O instrutor não deve ser nem um professor de escola, nem um oficial de tropa, nem um pastor, nem um monitor, ele deve ser 'um homem-criança', ele deve ter, em si, a alma de uma criança; ele deve colocar-se no mesmo plano daqueles de quem vai ocupar-se"[2]. Ademais, entre o chefe adulto e o escoteiro-criança, toda uma hierarquia de intermediários provoca uma diluição da oposição entre o respeito unilateral e o mútuo e, em consequência, a assimilação progressiva da moral do dever à da cooperação e do bem. Por outro lado, constituindo a sociedade dos escoteiros uma grande fraternidade e, graças ao sistema de patrulhas, uma coleção orgânica de grupos fraternais, é evidente que há as melhores condições para o desenvolvimento do respeito mútuo e da cooperação.  Por fim, estando a manifestação da moral da colaboração autônoma ligada, na criança, à prática das regras dos jogos coletivos, nota-se que uma das instituições mais notáveis do escotismo é a de ter ligado a educação do caráter e do altruísmo a todo um sistema de jogos organizados.»
Ao ter optado pela transcrição de Jean Piaget, no respeito pleno pela tradução da Maria Suzana Menin, pretendeu-se manter a pureza do texto original, sem a nossa interferência, para que os leitores possam aceder ao pensamento de Piaget, sem outros intermediários que não a tradutora inicial.





[1] Baden-Powell , Le Guide du chef éclaireur; trad. Carrard, Co ll. Actual. Pédag.1921, p. 11.
[2] Ver o livro de P. Bovet, Le Génie de Baden-Powell, edil. Fórum.

Outros artigos neste LINK


Folhinha nº 667 de 2 a 8 março de 2020

Folhinha Interparoquial nº 667 de 2 a 8 março de 2020
Paróquias de:
- Divino Salvador de Nogueiró.
- Santa Eulália de Tenões
- S. Pedro de Este
Intenções das missas e informações das 3 paróquias: